O meu filho rejeita o meu namorado | A Nossa Vida

O meu filho rejeita o meu namorado

Retrato de Sofia76
24.10.2012 | 10:05
Sofia76:
Membro desde: 24.10.2012

Tenho 36 anos, sou divorciada e tenho um filho de 13 anos do qual assumi a tutela. Há 3 anos comecei a namorar com um homem de 35 anos, e desde há 1 ano que ele se mudou para minha casa. No entanto isso nunca foi bem aceite pelo meu filho. Ele hostiliza-o permanentemente: esconde-lhe as coisas, desobedece-lhe, falta-lhe ao respeito e não se arrepende mesmo que eu o castigue. O meu namorado tolera tudo pacientemente mas sente-se inibido, e até a nossa intimidade se torna difícil. Nem no nosso quarto temos sossego e ele já pondera sair. Não o quero perder porque amo-o muito, e em termos afectivos sinto necessidade dele diariamente junto de mim. Obviamente também gosto do meu filho e nem penso em renunciar à tutela. Ele comporta-se de forma responsável, é educado com quase todas as pessoas, só não aceita a minha actual relação. Como ele já é adolescente, tentei explicar-lhe a situação e permiti até que ignorasse o “padrasto” – não adiantou. E por muito atenta que eu seja não lhe consigo evitar as malandrices.
Sinto-me muito dividida. Não sei se deva renunciar à minha actual relação. Alguém já passou pelo mesmo ou por algo parecido?


Retrato de Mermaid_MM
Qua, 24/10/2012 - 10:28
Mermaid_MM:
Membro desde: 20.05.2009

Já lhe perguntaste directamente pq é que ele aje assim? Porque é que ele não gosta do teu namorado? Isso deve ser o típico caso de cíumes e do teu filho se sentir o homem da casa e vê o teu namorado com um intruso e um obstáculo entre tu e ele.

Retrato de Sofia76
Qua, 24/10/2012 - 10:41
Sofia76:
Membro desde: 24.10.2012

Claro que já falei com ele sobre isso. Diz-me que não gosta dele e que não o quer em casa. Acho que nem suporta a ideia de eu ter um namorado. Compreendo os ciúmes dele mas como sabemos o amor entre cônjuges é diferente daquele entre mãe e filho.
O meu namorado até se interessa por ele, é simpático, oferece-se para o ajudar nos trabalhos de casa, mas ele rejeita-o. É uma situação muito difícil.

Retrato de Mr.V
Qua, 24/10/2012 - 11:59
Mr.V:
Membro desde: 05.09.2008

Dizes adolescente, deduzo ai nos seus 13/14/15 anos, que é a idade mais complicada para "torcer" neste tipo de assuntos... Mas há uma coisa que acho que não podes permitir... É que ele controle a tua vida, se tu te dás bem com o teu namorado, se ele até é interessado e tenta dar-se bem com o teu filho, antes de desistires da tua felicidade, deverias, na minha opinião, tentar dar-lhe luta, ou seja, impores a tua felicidade, porque a tua felicidade e a vida dele não são incompatíveis, deveriam ser consonantes...

Retrato de angel.espiritualidade
Qua, 24/10/2012 - 12:16
angel.espiritualidade:
Membro desde: 14.04.2011

Mr.V wrote: antes de desistires da tua felicidade, deverias, na minha opinião, tentar dar-lhe luta, ou seja, impores a tua felicidade, porque a tua felicidade e a vida dele não são incompatíveis, deveriam ser consonantes...

Concordo.

O filho tem ciúmes, é muito frequente isso acontecer. Mas a vida da Sofia não deve estar sujeita ao consentimento do filho.

A Sofia pode perguntar ao filho se ele quer ter uma mãe feliz ao lado do companheiro ou prefere uma mãe sozinha, cheia de rancor e de ressentimentos por não conseguir arranjar um parceiro devido aos ciúmes do filho.

Retrato de Sofia76
Qua, 24/10/2012 - 12:29
Sofia76:
Membro desde: 24.10.2012

Também acho que deveriam ser compatíveis. Mas como faço para me impor? Ele inferniza-nos a vida. À noite, é capaz de nos bater à porta do quarto, abrir as torneiras ou ligar o fogão, ameaçando que depois foge de casa. Se o castigo, ele esconde coisas ao meu namorado - computador, escova do cabelo, aftershave, etc. Quando tento levar as coisas a bem, fazendo-lhe perceber que o meu namorado é boa pessoa e importante para mim, ele recusa aceitar isso teimosamente.
À excepção disto, porta-se bem e responsavelmente. Se eu renunciar à minha relação talvez a minha vida tranquilize, mas custa-me ter que fazer isso.

Retrato de Viviane.rafael
Qua, 24/10/2012 - 12:36
Viviane.rafael:
Membro desde: 21.11.2009

Deve ser uma situaçao complicada, claro que em primeiro lugar na tua vida esta o teu filho e tens que dar graças a deus em ter um namorado que aceite teu filho e o trate bem, mas é a fase que o miudo anda a passar. É rebelde e so com o tempo ele se vai adaptar a ele. Nao sei se o teu filho lida com o pai, mas isso pode tambem vir dai, do tempo que voces tiveram juntos e ele nao querer ninguem a substituir o lugar no pai na vida dele.

Tens mesmo que dar tempo e acho que se necessario procurar o psicologo para o teu filho reagir as novas mudanças da vida dele e compreender que a mae tem que seguir a vida dela! Normalmente as escolas disponibilizam um psicologo, fale com a directora de turma dele ou entao va a medica de familia pedir uma consulta de um. Ou em ultimo caso va a um psicologo particular, as crianças as vezes precisam dessa ajuda para "crescer". La ele falara abertamente com ela e ela sabera melhor compreender os comportamentos dele para com o "padrasto".

Boa sorte

Retrato de partyx82
Qua, 24/10/2012 - 12:38
partyx82:
Membro desde: 20.04.2009

Realmente é uma situação difícil.
Concordo com a opinião que não podes deixar que ele controle a tua vida.
Se já falaste com ele a tentar explicar fala de novo. Tens que lhe dizer com todas as letras que ele não controla a tua vida, que tu fazes tudo o que for necessário para ser feliz, que o teu filho é parte da tua vida mas que o teu namorado também e que lhe compete a ele respeitar mesmo que não queira aceitar e que faltas de educação perante o teu namorado não serão mais toleradas. Que o teu namorado não está a tentar substituir nem assumir o papel de pai dele.
Não se arrepende com os castigos? castiga sempre que ele faltar ao respeito ao teu namorado. Tira-lhe o tlm, proíbe de ver tv, de jogar consola e afins, obriga-o a pedir desculpa, recusa-te a lhe dares algo que ele te peça enquanto ele continuar a desrespeitar o teu namorado.

Eu tb tenho uma filhota e apesar de ter apenas 3 anos sei que há certas coisas que não posso permitir que ela faça e tentar lhe explicar que todos os actos tem consequências. faltar ao respeito a alguém hoje (por mais que tentemos ser compreensivos com isso) e não os repreender-mos por isso é dar-lhes luz verde para o repetir com outras pessoas e em outras situações e isso não é aceitável.

Retrato de Sofia76
Qua, 24/10/2012 - 12:43
Sofia76:
Membro desde: 24.10.2012
angel.espiritualidade wrote:
Mr.V wrote:

antes de desistires da tua felicidade, deverias, na minha opinião, tentar dar-lhe luta, ou seja, impores a tua felicidade, porque a tua felicidade e a vida dele não são incompatíveis, deveriam ser consonantes...

Concordo.

O filho tem ciúmes, é muito frequente isso acontecer. Mas a vida da Sofia não deve estar sujeita ao consentimento do filho.

A Sofia pode perguntar ao filho se ele quer ter uma mãe feliz ao lado do companheiro ou prefere uma mãe sozinha, cheia de rancor e de ressentimentos por não conseguir arranjar um parceiro devido aos ciúmes do filho.

Já o confrontei com essa situação. Ele respondeu-me: "antes não andavas triste por não teres namorado. Não precisas dele. Podemos voltar a viver como antes".
Até já lhe perguntei se ele gostava que eu o proibisse de ter uma namorada. Ele diz que não quer namorar. Com certeza mudará de opinião e atitude, mas até lá ainda terão que passar 3 ou 4 anos talvez.

Retrato de Sofia76
Qua, 24/10/2012 - 13:27
Sofia76:
Membro desde: 24.10.2012

Viviane, o meu ex-marido foi viver para fora. Não faço ideia se já refez a vida dele com outra pessoa. Telefona ao nosso filho regularmente mas não sei sobre que falam porque ele não me conta. Vem buscá-lo a casa 3 ou 4 vezes por ano para passear ou fazer férias.
Já o levei a um psicólogo - acompanhei-o a 4 consultas. O Dr. disse-me de facto que ele não tolera a substituição do pai, mas que com o tempo (não me precisou quanto) é provável que mude de atitude. Mas passaram quase 6 anos entre o meu divórcio e esta minha nova relação - não quero acabá-la ou suspendê-la já.

Partyx82, já tentei todo o tipo de diálogos e esses castigos que mencionaste. Mas privá-lo da consola, do telemóvel ou da bicicleta é desocupá-lo e dar-lhe tempo para causar mais estragos. Não o castigo fisicamente porque não gosto nem acho adequado à idade dele.

Retrato de Mr.V
Qua, 24/10/2012 - 13:47
Mr.V:
Membro desde: 05.09.2008

Ás vezes o que dá vontade é um bom par de estalos, mas quer-me parecer que nem assim ele lá vai... É dares tempo ao tempo, correndo o risco do teu namorado também se fartar...

Retrato de Viviane.rafael
Qua, 24/10/2012 - 14:22
Viviane.rafael:
Membro desde: 21.11.2009

Sofia, mas acompanhares o teu filho as sessoes do psicologo nao é o adquado, ele ja tem idade para ir sozinha, e nessa idade de revolta que todos passamos por isso, a certos assuntos que nao nos sentimos a vontade para falar na presença da mae. O ideal era deixa-lo entrar sozinho. Sabes que seis anos ja é uma idade para ele compreender as coisas e ficarem todas guardadas na memoria, talvez nao esteja a conseguir assumir as coisas assim. Tu é que tens que o fazer ver que na tua vida ah dois homens, que amas os dois de maneira diferentes e que da maneira que tu nao permitiras que um magoe o outro, tambem nao vais permitir que ele continue a magoa-lo. Faz senti-lo ja adulto. Mas o psicologo é mesmo o ideal

Retrato de PatyF
Qua, 24/10/2012 - 15:18
PatyF:
Membro desde: 04.09.2009

Concordo que é uma situação muito dificíl e que é muito mais fácil falar do que agir.
Mas revolta-me um pouco o egoismo dos filhos para com a vida dos pais!
Eu acho que quando os filhos não entendem, não respeitam a vida dos pais, por bem, têm que entender "por mal", ou seja, se já falas-te com ele e ele continua a ser mal educado, acho que te deves impor!
É muito fácil os filhos apanharem o pulso aos pais e depois, dificil é contornar essa situação!

Acho que não deves abrir mão da tua felicidade por birrices do teu filho.. Daqui a uns anos ele vai arranjar uma pessoa e não vai querer saber se tu aceitas ou não essa relação.

Imagino que não deva ser fácil, mas..boa sorte!

Retrato de Sofia76
Qua, 24/10/2012 - 16:16
Sofia76:
Membro desde: 24.10.2012

Viviane, eu acompanho o meu filho ao psicólogo mas não entro na consulta. Falo com o psicólogo à parte e ele dá umas orientações, mas nada que resolva as coisas nas ocasiões mais pertinentes como o jantar em família ou o facto de eu dormir com o meu namorado.

Olá PatyF. Pois isto é mesmo difícil gerir. Sobretudo porque acho que eduquei bem o meu filho, ele tem sido sempre responsável e obediente excepto nesta situação. Falar a bem e a mal, com ou sem castigos não tem funcionado. Não sei como me vou impôr.

Retrato de Pipa13
Qua, 24/10/2012 - 16:57
Pipa13:
Membro desde: 30.12.2010

p mim era dois pares de estalos...essa cena da psicologia nestes casos passam-me um bocado ao lado..é uma criança faz asneiras, sabe k as ta a fazer são logo dois pares de estalos e fica sem as coisas k gosta...
podem dizer k ele depois culpa o namorado e fica revoltado...opahhh ele ja esta a fazer isso sem razao passa a ter razao...

Retrato de cb5
Qua, 24/10/2012 - 17:07
cb5:
Membro desde: 17.05.2010

Duvido que com pares de estalos as coisas se resolvam...

É uma idade complicada e uma decisão difícil de lidar!:)
Impõe-te como mãe, não deixes que ele controle a tua vida mas dá-lhe algum tempo para ele aprender a lidar com a situação...;)

Retrato de Cokitas
Qua, 24/10/2012 - 18:02
Cokitas:
Membro desde: 26.06.2008

Concordo com tudo que foi dito, especialmente com a Paty e o MrV. Acho (e isto de estar de fora e achar tem que se lhe diga) que o seu filho consegue muito bem dominar a sua vida e está quase a conseguir o que quer, ou seja, que ambos se cansem e o padrasto abandone o lar. Não duvido que o seu filho seja educado e responsável, só acho é que está a ser um bocadinho egoísta e mimado. Se o seu companheiro o trata bem, se mostra interesse em interagir com ele, se a faz feliz, o seu filho só tem de aprender a respeitar e aceitar sem por em causa a felicidade da mãe. E penso que seja isso. Tem ciúmes do seu companheiro e não dá treguas. Sinceramente, deveria ter uma conversa franca com ele e mostrar-lhe que é feliz, quer ser feliz e não ademite faltas de respeito. Se fosse a si, endurecia os castigos. Acredito que custe mas se já não o domina com 13 anos, cada vez será pior!

É a minha opinião

Retrato de sonia isabel c. r.
Qua, 24/10/2012 - 19:43
sonia isabel c. r.:
Membro desde: 08.01.2010
Sofia76 wrote:

Tenho 36 anos, sou divorciada e tenho um filho de 13 anos do qual assumi a tutela. Há 3 anos comecei a namorar com um homem de 35 anos, e desde há 1 ano que ele se mudou para minha casa. No entanto isso nunca foi bem aceite pelo meu filho. Ele hostiliza-o permanentemente: esconde-lhe as coisas, desobedece-lhe, falta-lhe ao respeito e não se arrepende mesmo que eu o castigue. O meu namorado tolera tudo pacientemente mas sente-se inibido, e até a nossa intimidade se torna difícil. Nem no nosso quarto temos sossego e ele já pondera sair. Não o quero perder porque amo-o muito, e em termos afectivos sinto necessidade dele diariamente junto de mim. Obviamente também gosto do meu filho e nem penso em renunciar à tutela. Ele comporta-se de forma responsável, é educado com quase todas as pessoas, só não aceita a minha actual relação. Como ele já é adolescente, tentei explicar-lhe a situação e permiti até que ignorasse o “padrasto” – não adiantou. E por muito atenta que eu seja não lhe consigo evitar as malandrices.
Sinto-me muito dividida. Não sei se deva renunciar à minha actual relação. Alguém já passou pelo mesmo ou por algo parecido?

Não há muito que a Sofia possa fazer, mas sinceramente, (não sou mãe mas tive uma irmã muito complicada nessa idade) enfrentar é a palavra... desistir e fazer o que eles querem é adiar até vir uma coisa nova. este tipo de comportamento agora acontece com o seu namorado ,amanhã será outra coisa. não sei a forma como educou o seu filhos mas por vezes mesmo sem perceberemos (e muito acontece em situação de pais separados) o filho acaba por levar demasiada atenção para se colmatar a falha que existe da separação dos pais.
a mim parece me que ele estava habituado a ser só ele, e agora é uma birra. e percebeu que de alguma forma o que ele faz vos pode separar e é aqui que está o erro. a Sofia nem devia por hipotese de renunciar a relaçao...um filho é parte de nós e devemos lhe muito de nós mas não tudo a ponto de nem stermos direito a ser 'uma pessoa'

desistir da sua relação não vai adiantar nada, se mais tarde encontrar de novo alguem pode acontecer de novo. ele tem que perceber que não 'ganha' que a mãe também tem vida, que o ama na mesma e da mesma forma e que inclusive o namorado vem trazer alegria e vem fazer com que a mãe esteja mais feliz. isto tudo não se percebe aos 13 anos nem com conversas nem psicólogos. ele vai sentir que estão contra ele e vai fazer pior.sei que é quase impossivel mas vao ter que traçar planos para ignorar o que ele faz ou arranjar forma de mostrar que o que ele faz não muda nada... a sofia mudar de postura com o namorado e ate querer desistir so lhe vai facilitar a vida e ele vai ver que a controla...portanto sei que entre 4 paredes e dificil mas teem que tentar mostrar que ele nao vos afecta,qate que ele perceba e se canse. ele nao vai ser crianca para sempre mas a sofia tambem pode nao encontrar alguem que a faca tao feliz nao e? nao sou adepta da violencia e se fosse um filho meu talvez me fosse dificil mas eu ia fazer o que fosse necessario para enfrenta lo.

'Os fracos vingam-se ,os fortes perdoam e os superiores ignoram.'

Retrato de Sofia76
Qui, 25/10/2012 - 08:37
Sofia76:
Membro desde: 24.10.2012

Mr. V e Pipa13: eu não quero mesmo resolver as coisas com castigos corporais. Poderia até pensar em fechar o meu filho no quarto ao jantar ou sedá-lo na altura de dormir – mas isso seria transportar parte do problema para outra situação e não resolvê-lo.

Concordo com cb5 e Cokitas: o melhor seria impor-me como mãe. Mas como endurecer os castigos? Obrigá-lo a fazer mais trabalhos de casa ou serviço doméstico? E se ele recusa, volto a tirar-lhe o telemóvel, a consola e a bicicleta? Isso infelizmente seria desocupá-lo e abrir novamente oportunidade aos disparates dele.
Há crianças com outro tipo de birras como a recusa do estudo ou comportamentos desviantes. Mas nesses casos eles percebem que se auto-prejudicam. No caso do meu filho, ele acha que o afastamento do meu namorado não o prejudica. Eu nunca o incomodei com as minhas carências afectivas enquanto estive só e acho que seria disparatado se o decidisse fazer.

Sónia Isabel, obrigada pela sua resposta cuidada. Mas é impossível ignorar objectos escondidos, faltas de respeito ao jantar, ruído ou ameaças à porta do quarto durante a noite. Os vizinhos andam inclusivamente desconfiados que o meu namorado exerça algum tipo de violência, porque tudo era pacífico até ele vir morar connosco, mas de facto não o conhecem. Ele nem eleva o tom de voz; o meu filho é que grita com ele.
Até já me passou pela cabeça amarrar e amordaçar o rapaz, o que obviamente não é razoável.

Retrato de Lillith
Qui, 25/10/2012 - 10:12
Lillith:
Membro desde: 18.05.2010
Sofia76 wrote:

Mr. V e Pipa13: eu não quero mesmo resolver as coisas com castigos corporais.

E o teu filho sabe tão bem disso!
Obviamente que o Mr. V e a Pipa não se referiam a espancares o miúdo, e sim, eu também sou a favor de que se evite bater nos miúdos, mas se o 8 está errado, muitas vezes o 80 também não se ajusta. E sim anda aí muito miúdo com falta de 1 par de estalos na hora certa. De qualquer forma no ponto que as coisas estão já não vais lá "à chapada"...

Sofia76 wrote:

Poderia até pensar em fechar o meu filho no quarto ao jantar ou sedá-lo na altura de dormir – mas isso seria transportar parte do problema para outra situação e não resolvê-lo.

Isto seria desespero de causa e ele também perceberia isso...

Sofia76 wrote:

Concordo com cb5 e Cokitas: o melhor seria impor-me como mãe. Mas como endurecer os castigos? Obrigá-lo a fazer mais trabalhos de casa ou serviço doméstico? E se ele recusa, volto a tirar-lhe o telemóvel, a consola e a bicicleta? Isso infelizmente seria desocupá-lo e abrir novamente oportunidade aos disparates dele.
Há crianças com outro tipo de birras como a recusa do estudo ou comportamentos desviantes. Mas nesses casos eles percebem que se auto-prejudicam. No caso do meu filho, ele acha que o afastamento do meu namorado não o prejudica. Eu nunca o incomodei com as minhas carências afectivas enquanto estive só e acho que seria disparatado se o decidisse fazer.

Estás a preocupar-te demais com o que não deves. Preocupa-te que ele fique desocupado ou que recuse os castigos? Se calhar essa possibilidade existe porque ele sabe bem a mãe que tem e até onde pode esticar a corda. E quer-me parecer que a pode esticar em demasia... Falas em dar-lhe castigos como a uma criança de 8 anos, mas ele tem 13... Tirar a consola, o telemóvel ou a bicicleta? Para quê? A seguir tem tudo de volta! E mais, estás a impor-lhe castigos por ele desrespeitar o teu namorado, como se eles fossem dois manos a fazer queixa à mãe. Errado! Ele grita com o teu namorado porquê? Porque lho permitem. Ele sabe que tu acabas por o proteger sempre, ao ponto de pores em causa acabhar com a relação.
O teu filho é adolescente, mas tu és adulta, cabe a ti fazer o que está certo, doa a quem doer. Mais uns anos e o teu filho vai à vidinha dele como os filhos das outras pessoas fazem.
Transfere a autoridade dos castigos para o teu namorado, sempre que ele for o prejudicado. E mesmo que aches que está a ser duro demais, apoia-o e ignora a birra do miúdo.
Ele sabe que tu no fundo tens toda a pena dele, e que vais sempre desculpá-lo ou levantar os castigos.
Enquanto tu não mudares de atitude, ele também não vai mudar. E espero que o faças antes do teu namorado se encher.

Retrato de partyx82
Qui, 25/10/2012 - 10:43
partyx82:
Membro desde: 20.04.2009
Lillith wrote:

Tirar a consola, o telemóvel ou a bicicleta? Para quê? A seguir tem tudo de volta! E mais, estás a impor-lhe castigos por ele desrespeitar o teu namorado, como se eles fossem dois manos a fazer queixa à mãe. Errado! Ele grita com o teu namorado porquê? Porque lho permitem. Ele sabe que tu acabas por o proteger sempre, ao ponto de pores em causa acabhar com a relação.

tem tudo de volta se tiverem... a minha filhota tb quando se chateava atirava os brinquedos todos ao ar, até que lhe comecei a dizer que o que visse a voar ia apanhar e dar a outra menina. e Quando começou a ver os brinquedos desaparecer começou a pensar 2x antes de atirar o que quer que fosse.
Não é castigar como se fossem 2 manos a fazer queixa á mãe é ensina-lo que todos os actos tem consequências, a vida não é um jogo de consola que se pode reiniciar quando se quer, fez-se asneira paga-se o preço, claro que ele grita porque lhe permitem, porque ele não tem essa noção do que é aceitável, se desrespeita o namorado e não tem "consequências" assimila que lhe é permitido então vai gritar com os professores, com os directos, com quem lhe apetecer...

Retrato de angel.espiritualidade
Qui, 25/10/2012 - 11:48
angel.espiritualidade:
Membro desde: 14.04.2011
Sofia76 wrote:

Há crianças com outro tipo de birras como a recusa do estudo ou comportamentos desviantes. Mas nesses casos eles percebem que se auto-prejudicam. No caso do meu filho, ele acha que o afastamento do meu namorado não o prejudica. Eu nunca o incomodei com as minhas carências afectivas enquanto estive só e acho que seria disparatado se o decidisse fazer.

Até digo mais : ele não só acha que o afastamento do namorado da mãe não o prejudica, como está convencido que está a ajudar a mãe a ser mais feliz. Ele acha que estavam ambos mais felizes dantes, sem o namorado. Ele vê a relação entre ele próprio e a mãe como se fossem um casal quase. E tem ciúmes do namorado, e terá ciúmes de qualquer outro homem que tente conquistar o afecto da Sofia.

Creio que um bom psicólogo poderia ajudar. Sugiro algumas sessões com outro psicólogo. E não vejo mal nenhum em irem ambos (Sofia e o filho) ao psicólogo.

Recordo que em todo e qualquer conflito a resposabilidade está dos dois lados. A Sofia deve ter feito (ou ainda está a fazer) algum erro na sua relação com o filho para as coisas chegarem a esse ponto. Há um aspecto que transparece das suas mensagens. Dantes, quando não tinha namorado, não partilhava com o seu filho as suas carências. Provavelmente fez o filho acreditar que estava mais feliz do que na realidade estava, com o intuito de o proteger. Mas essa impressão errada (que deixou ao filho no passado) reflecte-se agora no conflicto que estão a viver, pois ele pensa que a mãe agora está menos feliz do que dantes.

É por isso que digo que haveria vantagem em irem ambos a um psicólogo, juntos ou em separado. Um bom psicólogo poderia explicar a cada um o que está a errar.

Quanto ao par de estalos, tenho fortes dúvidas ... Um par de estalos pode provocar muita revolta num miúdo de 13 anos que acha que está a ajudar a mãe a ser mais feliz.

Retrato de Cokitas
Qui, 25/10/2012 - 11:52
Cokitas:
Membro desde: 26.06.2008
Lillith wrote:

Estás a preocupar-te demais com o que não deves. Preocupa-te que ele fique desocupado ou que recuse os castigos? Se calhar essa possibilidade existe porque ele sabe bem a mãe que tem e até onde pode esticar a corda. E quer-me parecer que a pode esticar em demasia... Falas em dar-lhe castigos como a uma criança de 8 anos, mas ele tem 13... Tirar a consola, o telemóvel ou a bicicleta? Para quê? A seguir tem tudo de volta! E mais, estás a impor-lhe castigos por ele desrespeitar o teu namorado, como se eles fossem dois manos a fazer queixa à mãe. Errado! Ele grita com o teu namorado porquê? Porque lho permitem. Ele sabe que tu acabas por o proteger sempre, ao ponto de pores em causa acabhar com a relação.
O teu filho é adolescente, mas tu és adulta, cabe a ti fazer o que está certo, doa a quem doer. Mais uns anos e o teu filho vai à vidinha dele como os filhos das outras pessoas fazem.
Transfere a autoridade dos castigos para o teu namorado, sempre que ele for o prejudicado. E mesmo que aches que está a ser duro demais, apoia-o e ignora a birra do miúdo.
Ele sabe que tu no fundo tens toda a pena dele, e que vais sempre desculpá-lo ou levantar os castigos.
Enquanto tu não mudares de atitude, ele também não vai mudar. E espero que o faças antes do teu namorado se encher.

É isto. Penso exactamente como a Lillith e acho que o seu filho, como já disse anteriormente, sabe bem como dominar a sua vida. Como disse a forista, ele é o adolescente, você a adulta. Imponha-se (enquanto é tempo). Esqueça o que os outros pensam ou deixam de pensar, isso é problema deles.

Boa sorte!

Retrato de Konigvs
Qui, 25/10/2012 - 12:11
Konigvs:
Membro desde: 21.10.2011

Já não vinha aqui há semanas, porque o fórum perdeu todo o interesse para mim, mas este tópico chamou-me a atenção por ser uma questão que nunca vi aqui abordada e toca-me mais até porque eu tenho a mesma idade.

Li só algumas respostas peço desculpa se me repetir.

Primeiro só se fores muito burra é que vais ceder às birrinhas de um puto que já não tem cinco anos. Assim como o teu filho certamente não vai querer que interfiras na escolha das namoradinhas dele, também ele não tem nada que se meter na pessoa que tu escolhes. Mas o problema não é o teu atual companheiro, se arranjares outro o problema vai manter-se. Aliás eu já vivi um situação muito idêntica de perto, e os filhos em questão tinham vinte anos. E nesse caso não, não eram ciúmes, eles simplesmente iriam hostilizar qualquer mulher tudo por questões de interesse patrimonial, é triste mas é mesmo assim.

Depois, obviamente que o teu filho precisa de disciplina. Isso que ele está a fazer, em parte é culpa tua porque admites essas faltas de respeito. O teu companheiro está a comportar-se muito bem ao não responder às provocações, e aí já tens uma grande ajuda, porque eu falo por mim, numa situação dessas não sei se teria esse sangue frio. Tens de assumir o controle da situação. Tens de mostrar ao teu filho que és tu que és responsável por ele, és tu que mandas e ele só tem de obedecer senão as coisas vão-se complicar e muito para o lado dele.

Depois chamo-te a atenção para outra questão, que é a do teu filho poder estar a ser manipulado para ter esse comportamento. Soube há poucas semanas de uma situação exatamente igual à tua. Uma jovem divorciada na casa dos trinta, que tem duas filhas, a maior com uns treze anos também, e que manipulada pela avó que lhe disse para infernizar a mãe, principalmente se achar que os pais vão estar na sua intimidade. Portanto põe-te alerta, as crianças são muito facilmente manipuláveis e fazem coisas que se não fossem os outros a dizer não tiravam da sua cabeça.

Retrato de dedinho
Qui, 25/10/2012 - 13:14
dedinho:
Membro desde: 27.01.2009
Konigvs wrote:

(...)
Primeiro só se fores muito burra é que vais ceder às birrinhas de um puto que já não tem cinco anos. Assim como o teu filho certamente não vai querer que interfiras na escolha das namoradinhas dele, também ele não tem nada que se meter na pessoa que tu escolhes. Mas o problema não é o teu atual companheiro, se arranjares outro o problema vai manter-se.
(...)
Depois chamo-te a atenção para outra questão, que é a do teu filho poder estar a ser manipulado para ter esse comportamento. (...)

Concordo, tal como outros users já te responderam. Não é esse namorado, é qualquer um. Ou talvez até seja mesmo esse, que é calmo e mantém a paciência: isso pode ter esse efeito perverso no teu filho, mas contra isso, nada!
O miúdo não tem namorada/namoradinha... agora... Não vai tardar muito! De certeza que não gostará se depois lhe disseres que não queres uma determinada miúda lá em casa porque não gostas dela... Mas até lá, tens que ir gerindo a situação.
É uma possibilidade ele estar a ser manipulado (como vemos aqui no fórum, há crianças assim, pelos mimos que têm dos avós). Mas não nos podemos esquecer que há crianças extremamente manipuladoras. E com essas, sim, é preciso muito cuidado Wink
Boa sorte!

Retrato de PatyF
Qui, 25/10/2012 - 14:43
PatyF:
Membro desde: 04.09.2009

Quando era uma criança, conhecia mais a linguagem da "porrada". Quando comecei a crescer (adolescência), como eu me esforçava por não fazer asneira, para não me retirarem o telm, ou o rádio. E olha que os meus pais não se preocupava que tirando estas coisas, eu iria fazer asneiras, porque não ía..ao invés disso, tinha de ajudar na lida da casa!

Retrato de PatyF
Qui, 25/10/2012 - 14:43
PatyF:
Membro desde: 04.09.2009

Quando era uma criança, conhecia mais a linguagem da "porrada". Quando comecei a crescer (adolescência), como eu me esforçava por não fazer asneira, para não me retirarem o telm, ou o rádio. E olha que os meus pais não se preocupava que tirando estas coisas, eu iria fazer asneiras, porque não ía..ao invés disso, tinha de ajudar na lida da casa!

Retrato de Lillith
Qui, 25/10/2012 - 15:04
Lillith:
Membro desde: 18.05.2010
partyx82 wrote:

tem tudo de volta se tiverem... a minha filhota tb quando se chateava atirava os brinquedos todos ao ar, até que lhe comecei a dizer que o que visse a voar ia apanhar e dar a outra menina. e Quando começou a ver os brinquedos desaparecer começou a pensar 2x antes de atirar o que quer que fosse.
Não é castigar como se fossem 2 manos a fazer queixa á mãe é ensina-lo que todos os actos tem consequências, a vida não é um jogo de consola que se pode reiniciar quando se quer, fez-se asneira paga-se o preço, claro que ele grita porque lhe permitem, porque ele não tem essa noção do que é aceitável, se desrespeita o namorado e não tem "consequências" assimila que lhe é permitido então vai gritar com os professores, com os directos, com quem lhe apetecer...

Não podia estar mais de acordo.
Mas já deves ter percebido que a situação não é como com a tua filhota, aquele miúdo acaba por "vencer" sempre... Sabe que a mãe tem pena dele e que acaba por ter tudo de volta, para não ficar desocupado e fazer ainda mais asneiras nesse tempo livre...

Retrato de Pipa13
Qui, 25/10/2012 - 18:02
Pipa13:
Membro desde: 30.12.2010

quando eu disse um par de estalos n quis dizer espanca-lo nem seda-lo a dormir ohh meu deus k exagero...
às vezes os castigos fisicos funcionam n pela dor mas pelo comportamento n esperado...a ideia n é k ele fique c medo de atitudes agressivas da tua parte..é mais um acordar p a vida...e o miudo debaixo do teu tecto tem k ter regras...e ele só recupera as coisas boas como tv e playstation se tu quiseres...mas n lhe tens mão....
Os miudos precisam de pais ...e n de amigos!!podes ser um pai/mae amigo mas n o podes tratar como um amigo como se tivessem os dois poder...as crianças precisam de hierarquia, de respeitar a autoridade..que neste caso és tu! e ele n te respeita....tem k ter horas p ir dormir..esconder coisas???serio??ele n te tem respeito nenhum ..zerinho.

Retrato de SweetBlonde
Qui, 25/10/2012 - 18:03
SweetBlonde:
Membro desde: 02.08.2012

Sofia76 wrote: Tenho 36 anos, sou divorciada e tenho um filho de 13 anos do qual assumi a tutela. Há 3 anos comecei a namorar com um homem de 35 anos, e desde há 1 ano que ele se mudou para minha casa. No entanto isso nunca foi bem aceite pelo meu filho. Ele hostiliza-o permanentemente: esconde-lhe as coisas, desobedece-lhe, falta-lhe ao respeito e não se arrepende mesmo que eu o castigue. O meu namorado tolera tudo pacientemente mas sente-se inibido, e até a nossa intimidade se torna difícil. Nem no nosso quarto temos sossego e ele já pondera sair. Não o quero perder porque amo-o muito, e em termos afectivos sinto necessidade dele diariamente junto de mim. Obviamente também gosto do meu filho e nem penso em renunciar à tutela. Ele comporta-se de forma responsável, é educado com quase todas as pessoas, só não aceita a minha actual relação. Como ele já é adolescente, tentei explicar-lhe a situação e permiti até que ignorasse o “padrasto” – não adiantou. E por muito atenta que eu seja não lhe consigo evitar as malandrices.
Sinto-me muito dividida. Não sei se deva renunciar à minha actual relação. Alguém já passou pelo mesmo ou por algo parecido?

Olá Sofia,

Escreve-te uma mãe que compreende perfeitamente o que sentes porque tenho uma adolescente de 14 anos em casa e que apesar de eu e o pai estarmos juntos também não prima pelo comportamento e respeito e tudo isso devido a uma educação demasiado permissiva que reconheço que foi dada por nós.

Se quiseres ler mais sobre isso eu tenho um tópico no forum aqui ao lado http://demaeparamae.pt/forum/que-fazer-quando-nao-s-eama-filhoa.

Também eu já desesperei com a minha filha. Já lhe bati (eu concordo que um par de estalos dados na hora certa nunca mataram ninguém), já a castiguei, já fiz tuudo o que me era possivel para lhe pôr mão e continuo a fazê-lo.

Sim, porque se não lhes pomos mão agora aos 13 e 14 anos, qualquer dia não fazemos nada deles e eles é que mandam em nós.

Vou-te dar a minha opinião sincera.

1. Não deves acabar o teu relacionamento por causa do teu filho porque seja este ou outro, o problema vai permanecer. Ele quer a mãe só para ele e tem de eprceber que a mãe tem as suas necessidades afectivas que ele não consegue suprir. Mais, daqui a uns anos vai à vidinha dele e tu é que ficas sózinha.

2. Castiga-o, tira-lhe a consola, o computador, a televisão, aquilo que lhe dá mais prazer fazer e mete-o a fazer tarefas de casa nem que seja a tirar a roupa toda do roupeiro do quarto dele e arrumá-la toda como deve de ser.

3. O teu namorado apesar de não ser pai dele deve impôr-se sim, não deve admitir que ele lhe fale aos gritos nem ficar indiferente quando as coisas deles desaparecem. Deixa-o castigá-lo também e tens de ser firme para não o desautorizares nem voltares com o castigo atrás. (esse é o meu grande problema )

4. Não estou a dizer para abdicares do teu filho mas que tal mandá-lo uns meses para o pé do pai dele? Talvez veja a vida com outra perspectiva e perceba que a mãe o ama na mesma apesar de ter refeito a vida. O teu ex refez a vida dele? Está muito longe?

5. Fazerem terapia familiar. Ajuda mais do que se ele for a um psicólogo sózinho porque aí percebes o que é que o incomoda na vossa relação.

Ser mãe é uma tarefa muito difícil (nunca ninguém nos explica isto, temos de aprender por nós próprias) e temos de tentar dar o nosso melhor mas nunca abdicarmos de nós. Eles são importantes mas para serem felizes também nós teremos de o ser.

Boa sorte!

Retrato de Viviane.rafael
Sex, 26/10/2012 - 11:04
Viviane.rafael:
Membro desde: 21.11.2009

Fui ler o teu topico no de mae para mae e fiquei com lagrimas nos olhos ao ler o que sentes, veio-me uma sensaçao de arrependimento e do que devo ter feito a minha mae sofrer. Ja nao tenho 14 anos, mas ja passei por eles e posso dizer que nao sei mesmo como a minha mae aguentou tudo, mas tudo tem uma justificaçao, nao é so pela idade.

Eu ate os meus 12 anos era a filha querida do pai, adorava andar com ele para todo o lado e amava meu pai (e minha mae tambem), a noite quando me iam dar um beijo eu chorava a pedir para nunca envelhecerem.

Chegou a epoca da rebeldia como em todos, atençao que ate ai a problematica era a minha irma. Posso dizer que foi muita influencia de amigos que tinha e tambem de acontecimentos que foram ocorrendo. Como nao tinha uma ligaçao muito forte com minha mae, nunca contei lhe nada, nunca quiz desabafar com ela e explicar o porque que tinha mudado e pedir ajuda a ela, com meu pai senti vergonha.
Depois era o factor amigos, tinha uma amiga que com aquela idade os pais eram super liberais, e os meus nao, entao revoltei-me completamente, com o passar dos meses fugia de casa so porque meus pais nao me deixavam ir ao cafe (tinha 13 anos, aonde cabia na cabeça de alguem fugir nessa idade, porque nao podia ir ao cafe) quando era encontrada via o desespero da minha mae a chorar e o meu pai muito magoado mas aliviado. Ate que começei a ter outras companias, pessoas que ja nao estudavam e claro que meus pais nunca aprovariam eu ser amiga deles, entao ja nem ia as aulas e ficava na casa de alguem a fumar e beber, e saia de casa de manha para ir para a escola. Eu mal via meus pais e falava com eles, nem sabia que devido as inumeras discuçoes por minha casua ja estavam a inicio de divorcio, meu pai proibia-me de sair e minha mae por traz permitia por eu fazer chatagem psicologica. Ate que um dia a minha mae chegou ao pe de mim e disse "para o mes que vem vais para o Brasil viver com a tua tia" claro que nao queria, ia perder meus amigos que nao eram amigos, ia para um pais viver com alguem que nao eram meus pais.
Promessa cumprida e fui para la viver, la a minha vida mudou completamente, no inicio foi a revolta de estar contrariada, outro foi viver com primos que mexiam em tudo que era meu, ja nao tinha privacidade. Cheguei a pegar-me a porrada com a minha tia, ate que puseram me numa psicologa e posso dizer que foi a melhor coisa da minha vida, ela ajudou me a ultrapassar a rebeldia da adolescencia e a encontrar justificaçoes para o que me tinha acontecido! La encontrei me estudava, trabalhava na loja da minha tia e ainda praticava o desporto pelo qual criei uma paixao e fez encontrar o meu estado zen.

Quando regressei a portugal posso dizer que tinha perdido quase os meus pais, devido as discuçoes que tinham como casal, acabaram por se separar e cada um vivia no seu canto, meu pai ja tinha uma namorada e minha mae um namorado. Continuei a viver na casa deles, mas sozinha, com 16 anos cresci sozinha a acatar com as consequencias dos meus actos passados.

Hoje vejo a minha mae uma vez por semana ou de duas em duas semanas, e so vejo o meu pai mais vezes por trabalhar ao lado da casa dele, porque fiquei quase um ano sem falar com ele. Magoa-me muito o que eu fiz, de certa maneira destrui um casamento e custa me imenso ja nao ter o meu pai que era a pessoa que eu mais amava no mundo.