viver com depressão "and deal with it" | Page 2 | A Nossa Vida
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Retrato de fatima silva
Qua, 25/05/2011 - 14:18
fatima silva:
Membro desde: 01.05.2007
ana.loira wrote:

Lili, não quero armar-me em médica,mas não será cansaço,um bébé é desgastante,não dá para deixa-lo com a avó um fim de semana,e dedicar esse tempo só a si,como já sugeri mimar-se,vá ao cab. e mude de visual.Mas o melhor será consultar o médico de familia,se for mesmo o verdadeiro"médico de familia" já tem o seu histórico e é capaz de resolver o problema,aconteceu o mesmo com minha filha,que devido a um desgosto amoroso está com uma depressão e a nossa médica de familia deu conta do recado,conhece-a de criança conhece-me a mim à minha mãe que também tem depressão.E hoje a minha filha está completamente difrente,feliz,amorosa,divertida com gosto de viver,e até já encara o problema sem se culpar.

Eu tou a tomar a medicação, senão ainda era pior Frustrated Ainda ontem fui ao psiquiatra e aumentou-me a dose...
Eu quero ver-me livre desta porcariiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaa...
Eu já mudei de visual mas não adiantou muito.... Acho que estou é a precisar de mudar é de cérebro....
Desculpei o desabafo

Retrato de sibilla
Qua, 25/05/2011 - 15:19
sibilla:
Membro desde: 03.11.2010

Olhem, ontem depois da consulta voltei a ir muito abaixo. Creio que o dever do psiquiatra é analisar o caso e reencaminhar.

O meu já me avisou que isto ainda vai demorar a curar, mas que o trabalho de não olhar para o passado, viver para a frente e libertar-me de dores antigas é meu. Os químicos apenas me ajudam a estabelecer a lucidez, para evitar tomar decisões insensatas e conseguir superar.

Acho que importante também é combater a solidão. Desabafar com alguém de confiança e carinho. Mas a última resposta é nossa.

Outra coisa importante que ele me disse é para não procurar combater os pensamentos negativos, mas sim tentar abstraír-me. Como os gatos, que se distraem com qualquer coisinha. isto porque quanto mais lutamos contra um pensamento, mais ele volta.

Espero mesmo ficar bem. Não quero destruir uma relação amorosa que tão bem me faz por me ter ido abaixo. Ou melhor, porque a doença está a reaparecer (aliás, ainda não tinha desaparecido, acho que ficou é em estado latente alguns anos).

Acho que isso também pode acontecer, superar-se uma depressão mas depois, por algum ou vários motivos de grande stress, voltar. No meu caso, a compra de uma casa, o lembrar-me de situações dolorosas do passado, o trabalho, o facto de o meu namorado ter ido viver para longe, tudo ao mesmo desencadeou esta reacção. Mas quero ficar bem. Melhor, VOU ficar bem.

Marta, compreendo o teu lado como psicóloga, mas creio que há casos e casos. Há quem tenha torcido a perna, e aí a fisioterapia basta. Mas quando a partes, convem passar primeiro pelo ortopedista, não é? Wink

Não tenho nada contra a medicação. E se precisar de tomar toda a vida, que seja. Se fosse diabética, ainda podia ser como uma amiga minha que toma 15 injecções por dia ( Surprise ). Se Deus quiser, o médico me ajudar e eu quiser, nem isso será preciso!

Beijinhos e força a todas as lutadoras!

If you don't like my peaches, baby, why do you shake my tree?

Retrato de _Marta_
Qua, 25/05/2011 - 15:30
_Marta_:
Membro desde: 08.12.2008

sibilla wrote: Outra coisa importante que ele me disse é para não procurar combater os pensamentos negativos, mas sim tentar abstraír-me. Como os gatos, que se distraem com qualquer coisinha. isto porque quanto mais lutamos contra um pensamento, mais ele volta.

Eu torço o nariz a isto. Compreendo onde é que ele quer chegar, mas não posso, de todo, concordar. Numa primeira fase, esquecer até pode ser a melhor solução, distraindo-nos com outras coisas. É excelente, sem dúvida. Mas não podemos andar a vida toda a fugir daquilo que nos atormenta, senão entramos num ciclo vicioso: quando confrontados com uma situação mais negativa ou que relembra o passado, voltamos a cair... e isto não passa. Daí achar que é fundamental trabalharem-se esses tais pensamentos automáticos negativos (e atenção à palavra automáticos, pois são-no mesmo) e aprender a transformá-los em pensamentos racionais alternativos, ou seja, em pensamentos lógicos e fundamentados, que combatam a negatividade anterior. Isto é um processo longo e nem sempre fácil, mas acreditem que não é impossível.

sibilla wrote: Marta, compreendo o teu lado como psicóloga, mas creio que há casos e casos. Há quem tenha torcido a perna, e aí a fisioterapia basta. Mas quando a partes, convem passar primeiro pelo ortopedista, não é?

Certíssimo. Estás correctíssima e vais de encontro ao que eu disse: há casos e casos. Nos mais "ligeiros", por assim dizer, não é necessária medicação. Nos casos mais graves, a medicação é indispensável, mas por si só não chega. A medicação dá, por vezes, uma falsa sensação de cura, porque as melhoras a nível físico são significativas... mas lá está... se há crenças disfuncionais ou problemas emocionais por detrás disso, o comprimido não é solução para isso... Existem, ainda, aqueles casos ditos "intermédios", onde a medicação costuma ser suficiente para que a pessoa, por si própria, desenvolva mecanismos de defesa contra os aspectos psicológicos da depressão.

Retrato de inezitah
Qua, 25/05/2011 - 15:49
inezitah:
Membro desde: 22.11.2009

Espero que voltes a erguer-te em breve... acho que o facto de estares a compreender o que se está a passar é meio caminho andado para conseguires dar a volta por cima! Wink

Sabes, acho que se passa o mesmo comigo, ou seja uma depressão antiga e talvez não muito bem curada que está agora a voltar... e em força! Sad

Beijinhos e ânimo!!!

Retrato de sibilla
Qua, 25/05/2011 - 16:04
sibilla:
Membro desde: 03.11.2010

Evidente Também não vou aqui descrever uma hora de consulta, até porque é uma coisa privada. Se calhar se ele não me conhecesse (já fui seguida por ele) ou não tivesse percebido que estou a tentar lidar racionalmente com a coisa, mudaria de discurso.

Creio que o importante é reconhecer o problema e lutar contra ele. No meu caso, a medicação ajuda muito porque limpa o cérebro, como se fosse pôr óculos, e permite-me analisar com clareza a minha vida. Mas nem toda a gente é assim, ou tem outras formas de lidar com os problemas.

Acho é perigoso achar que se podem tratar problemas mentais apenas e só recorrendo a terapias psicológicas quando o caso é mais sério. E tu mais que ninguém deves saber que muitas vezes isso acontece. O dever de um bom psicólogo é reencaminhar para um médico, tal como o de um bom médico é reencaminhar para um psicólogo conforme a necessidade.

O que sinto é que tendo a culpabilizar-me, sobreanalizar o passado e talvez por isso deva aprender a abstraír-me e a viver mais o amanhã (não o depois de amanhã, só o amanhã) sem carregar pesos às costas. Com a mente menos turva é mais fácil chegar à raíz do problema, não acho é que me deva massacrar a procurá-la, se isso ainda me deixa mais triste e ansiosa. O médico disse-me que isto ainda vai demorar uns bons meses a tratar, portanto não vou querer tudo de uma vez. Aqui sim, é trabalho meu, evitar o querer resolver as coisas todas de uma vez (defeito meu...). Terei que ter paciência, enfrentar os momentos baixos, superar esta crise. Sei que no final os resultados virão e eu vou poder andar para a frente.

inezitah: procura ajuda, então! Não podemos é ficar paradas a deixar que isto nos vença. Quero lutar contra o preconceito em torno da depressão, que é uma doença de fracos ou de molinhos. Não é. Quando é mesmo depressão, não é por falta de vontade que se fica assim.

No meu caso, o trabalho contínuo a partir de casa agravou muito. Por isso mesmo, vou aproveitar o sol e partir para uma biblioteca para trabalhar

Beijinhos a todas

If you don't like my peaches, baby, why do you shake my tree?

Retrato de _Marta_
Qua, 25/05/2011 - 16:07
_Marta_:
Membro desde: 08.12.2008

Sibilla,
Nada a acrescentar. É exactamente isso! Wink

Retrato de fatima silva
Qua, 25/05/2011 - 16:15
fatima silva:
Membro desde: 01.05.2007
sibilla wrote:

Olhem, ontem depois da consulta voltei a ir muito abaixo. Creio que o dever do psiquiatra é analisar o caso e reencaminhar.

O meu já me avisou que isto ainda vai demorar a curar, mas que o trabalho de não olhar para o passado, viver para a frente e libertar-me de dores antigas é meu. Os químicos apenas me ajudam a estabelecer a lucidez, para evitar tomar decisões insensatas e conseguir superar.

Acho que importante também é combater a solidão. Desabafar com alguém de confiança e carinho. Mas a última resposta é nossa.

Outra coisa importante que ele me disse é para não procurar combater os pensamentos negativos, mas sim tentar abstraír-me. Como os gatos, que se distraem com qualquer coisinha. isto porque quanto mais lutamos contra um pensamento, mais ele volta.

Espero mesmo ficar bem. Não quero destruir uma relação amorosa que tão bem me faz por me ter ido abaixo. Ou melhor, porque a doença está a reaparecer (aliás, ainda não tinha desaparecido, acho que ficou é em estado latente alguns anos).

Acho que isso também pode acontecer, superar-se uma depressão mas depois, por algum ou vários motivos de grande stress, voltar. No meu caso, a compra de uma casa, o lembrar-me de situações dolorosas do passado, o trabalho, o facto de o meu namorado ter ido viver para longe, tudo ao mesmo desencadeou esta reacção. Mas quero ficar bem. Melhor, VOU ficar bem.

Marta, compreendo o teu lado como psicóloga, mas creio que há casos e casos. Há quem tenha torcido a perna, e aí a fisioterapia basta. Mas quando a partes, convem passar primeiro pelo ortopedista, não é? Wink

Não tenho nada contra a medicação. E se precisar de tomar toda a vida, que seja. Se fosse diabética, ainda podia ser como uma amiga minha que toma 15 injecções por dia ( Surprise ). Se Deus quiser, o médico me ajudar e eu quiser, nem isso será preciso!

Beijinhos e força a todas as lutadoras!

O eu caso é o mesmo, eu já tive duas depressões e esta é a terceira ( parece que é a mãe das outras duas anteriores que não ficaram totalmente curadas) pois não tinha nenhum tipo de problema e de repente um dia fiquei assim, sem vontade de viver, cheia de medo e pânico, com pensamentos sem lógica nenhuma....
Eu agora só quero vencer esta doença e voltar a sentir-me feliz.
Vamos lutar e vencer... Sentir-mos felizes novamente...
muita força

Retrato de angel.espiritualidade
Qua, 25/05/2011 - 16:50
angel.espiritualidade:
Membro desde: 14.04.2011
sibilla wrote:

O que sinto é que tendo a culpabilizar-me, sobreanalizar o passado e talvez por isso deva aprender a abstraír-me e a viver mais o amanhã (não o depois de amanhã, só o amanhã) sem carregar pesos às costas.

Sugiro viver sobretudo o dia de hoje. Não o ontem, não o amanhã. Hoje, agora, é que a nossa vida está a decorrer. Viva-a. Agora.

Corragem. Vai conseguir.

Retrato de Catarina Neves
Qua, 25/05/2011 - 19:04
Catarina Neves:
Membro desde: 06.05.2008
fatima silva wrote:

Como acordam de manha? Como conseguem ir para o trabalho?
Para mim é a pior fase do dia... Eu acordo sempre muito em baixo e começo logo a ter aquela senação de panico ou medo? o que fazem para ultrapassar isto?

Há "muletas" que parecem disparatadas mas que ajudam MUITO Wink

Podes programar um cd de músicas alegres e vibrantes (aquelas que te fazem cantar) e carregas no ON, assim que acordares Wink

Tenho um amigo, que tinha no DVD do quarto, os episódios dos Gato Fedorento Wink Como ele dizia: "ainda não me levantei da cama e já estou a chorar a rir" Wink

Eu, por exemplo, tenho no meu ambiente de trabalho, este "apanhado" do Herman (que posso ver vezes sem conta e achar que tem a mesma piada):

http://www.youtube.com/watch?v=Yxfh7hFW6Lo

Wink

Retrato de sibilla
Qua, 25/05/2011 - 20:30
sibilla:
Membro desde: 03.11.2010
Catarina Neves wrote:
fatima silva wrote:

Como acordam de manha? Como conseguem ir para o trabalho?
Para mim é a pior fase do dia... Eu acordo sempre muito em baixo e começo logo a ter aquela senação de panico ou medo? o que fazem para ultrapassar isto?

Há "muletas" que parecem disparatadas mas que ajudam MUITO Wink

Podes programar um cd de músicas alegres e vibrantes (aquelas que te fazem cantar) e carregas no ON, assim que acordares Wink

Tenho um amigo, que tinha no DVD do quarto, os episódios dos Gato Fedorento Wink Como ele dizia: "ainda não me levantei da cama e já estou a chorar a rir" Wink

Eu, por exemplo, tenho no meu ambiente de trabalho, este "apanhado" do Herman (que posso ver vezes sem conta e achar que tem a mesma piada):

http://www.youtube.com/watch?v=Yxfh7hFW6Lo

;)

Eu hoje acordei assim, é horrível. Tive é a sorte de ir almoçar com o meu pai, o que ajuda imenso, mas mesmo assim tomei o ansiolítico de emergência, coisa que preferia evitar (já que é de s.o.s.).

Também pode ajudar sintonizar uma boa rádio com músicas que nos animem. Ou, por parvo que pareça, ouvir lady gaga. Ou outra coisa parva qualquer. O que importa é ouvir músicas que nos ponham a mexer e/ou façam rir.

Amanhã farei isso e vamos a ver. Também vou procurar agendar o máximo de coisas para de manhã, e assim obrigar-me a sair da cama mais cedo e ir para a rua.

If you don't like my peaches, baby, why do you shake my tree?

Retrato de fatima silva
Qua, 25/05/2011 - 20:33
fatima silva:
Membro desde: 01.05.2007

Obrigada Catarina, és um espectáculo!
Vou arranjar alguma coisa que me faça sorrir e ter vontade de viver a vida logo de manha para ver se consigo ultrapassar esta fase....
Bjs

Retrato de fatima silva
Qua, 25/05/2011 - 20:41
fatima silva:
Membro desde: 01.05.2007
sibilla wrote:
Catarina Neves wrote:
fatima silva wrote:

Como acordam de manha? Como conseguem ir para o trabalho?
Para mim é a pior fase do dia... Eu acordo sempre muito em baixo e começo logo a ter aquela senação de panico ou medo? o que fazem para ultrapassar isto?

Há "muletas" que parecem disparatadas mas que ajudam MUITO Wink

Podes programar um cd de músicas alegres e vibrantes (aquelas que te fazem cantar) e carregas no ON, assim que acordares Wink

Tenho um amigo, que tinha no DVD do quarto, os episódios dos Gato Fedorento Wink Como ele dizia: "ainda não me levantei da cama e já estou a chorar a rir" Wink

Eu, por exemplo, tenho no meu ambiente de trabalho, este "apanhado" do Herman (que posso ver vezes sem conta e achar que tem a mesma piada):

http://www.youtube.com/watch?v=Yxfh7hFW6Lo

;)

Eu hoje acordei assim, é horrível. Tive é a sorte de ir almoçar com o meu pai, o que ajuda imenso, mas mesmo assim tomei o ansiolítico de emergência, coisa que preferia evitar (já que é de s.o.s.).

Também pode ajudar sintonizar uma boa rádio com músicas que nos animem. Ou, por parvo que pareça, ouvir lady gaga. Ou outra coisa parva qualquer. O que importa é ouvir músicas que nos ponham a mexer e/ou façam rir.

Amanhã farei isso e vamos a ver. Também vou procurar agendar o máximo de coisas para de manhã, e assim obrigar-me a sair da cama mais cedo e ir para a rua.

Eu já ando a acordar assim há quase dois meses é muito complicado.... Não consigo ir trabalhar pois sinto um medo terrivel dentro de mim e o estranho é que no trabalho está tudo bem, Sad
Mas vou seguir as vossas sugestões e mandar esta depressão para muito longe sem volta
Bjs

Retrato de inezitah
Qua, 25/05/2011 - 21:26
inezitah:
Membro desde: 22.11.2009

Obrigada pelas gargalhadas que acabaste de me proporcionar com esse vídeo Laughing

Retrato de Catarina Neves
Qua, 25/05/2011 - 22:26
Catarina Neves:
Membro desde: 06.05.2008

Tenho no ambiente de trabalho e recorro a ele muitas vezes ;)))

Já agora... permitam-me que vos encaminhe também para um outro tópico:

http://anossavida.pt/forum/rir-mesmo-melhor-remedio

Sabem... as anedotas e as peripécias engraçadas podem não nos tirar de uma depressão, mas sendo o riso um grande estimulador, ele permite enviar ordens para o cérebro, de forma a sintetizar endorfinas (que são susbtâncias analgésicas parecidas com a morfina, mas 100 vezes mais fortes. Essas endorfinas ajudam a baixar o nível de ansiedade e stress e permitem mesmo aliviar algumas dores) Wink

Hug

Retrato de inezitah
Qui, 26/05/2011 - 10:16
inezitah:
Membro desde: 22.11.2009
sibilla wrote:

inezitah: procura ajuda, então! Não podemos é ficar paradas a deixar que isto nos vença. Quero lutar contra o preconceito em torno da depressão, que é uma doença de fracos ou de molinhos. Não é. Quando é mesmo depressão, não é por falta de vontade que se fica assim.

Estou aos poucos a mentalizar-me que se calhar preciso de voltar a ter acompanhamento regular... tenho tido algumas consultas esporádicas com a psicóloga que me acompanhou há anos... mas custa Sad

Retrato de sibilla
Qui, 26/05/2011 - 11:09
sibilla:
Membro desde: 03.11.2010

inezitah wrote:

sibilla wrote: inezitah: procura ajuda, então! Não podemos é ficar paradas a deixar que isto nos vença. Quero lutar contra o preconceito em torno da depressão, que é uma doença de fracos ou de molinhos. Não é. Quando é mesmo depressão, não é por falta de vontade que se fica assim.

Estou aos poucos a mentalizar-me que se calhar preciso de voltar a ter acompanhamento regular... tenho tido algumas consultas esporádicas com a psicóloga que me acompanhou há anos... mas custa

O acompanhamento psicológico pode ser importante mas depois de um tratamento médico. A sério, procura um psiquiatra. Uma doença não se trata só com boa vontade. Depois de estabilizares, podes voltar ao acompanhamento da psicóloga.
De onde és? Talvez te possa indicar sítios onde podes ter apoio psiquiátrico.

Ps. Hoje voltei a acordar triste e coiso. Consegui evitar o comprimido s.o.s. através de Lady Gaga yeeeey, venha a doida!

If you don't like my peaches, baby, why do you shake my tree?

Retrato de inezitah
Qui, 26/05/2011 - 11:18
inezitah:
Membro desde: 22.11.2009

Eu tenho um psiquiatra... a última vez que lá fui foi no final do ano passado, para fazer o desmame definitivo dos medicamentos... estava feliz da vida, sentia-me bem... e agora isto Sad

Não queria nada lá voltar... ou melhor, não queria voltar a tomar medicamentos... Sad

Retrato de Catarina Neves
Qui, 26/05/2011 - 13:18
Catarina Neves:
Membro desde: 06.05.2008
inezitah wrote:

Eu tenho um psiquiatra... a última vez que lá fui foi no final do ano passado, para fazer o desmame definitivo dos medicamentos... estava feliz da vida, sentia-me bem... e agora isto Sad

Não queria nada lá voltar... ou melhor, não queria voltar a tomar medicamentos... :(

... sem querer revelar muito da minha vida, posso garantir-te que foi MUITO graças a um comprimido por dia (que vou tomar até ao fim da vida) que tenho conseguido gerir os últimos 4 anos Wink

Claro que, para além da medicação, está outras coisas. No entanto, poderes DESCANSAR enquanto dormes, é uma mais valia para enfrentares o dia-a-dia Wink

Hug

Retrato de Lili_Sunset
Qui, 26/05/2011 - 14:49
Lili_Sunset:
Membro desde: 31.08.2008
Catarina Neves wrote:
inezitah wrote:

Eu tenho um psiquiatra... a última vez que lá fui foi no final do ano passado, para fazer o desmame definitivo dos medicamentos... estava feliz da vida, sentia-me bem... e agora isto Sad

Não queria nada lá voltar... ou melhor, não queria voltar a tomar medicamentos... :(

... sem querer revelar muito da minha vida, posso garantir-te que foi MUITO graças a um comprimido por dia (que vou tomar até ao fim da vida) que tenho conseguido gerir os últimos 4 anos Wink

Claro que, para além da medicação, está outras coisas. No entanto, poderes DESCANSAR enquanto dormes, é uma mais valia para enfrentares o dia-a-dia Wink

>:D<

Concordo plenamente, é fundamental dormirmos bem!
Eu quando começo a dormir mal, já sei que fico muito pior...
Mas ao contrário, quando durmo bem, parece que tudo fica mais leve, mais tranquilo. O descanso é muito importante para o ser humano, independentemente de ter algum problema de saúde, mas para quem sofre de depressão é ainda mais importante, pois só a dormir é que descansamos a mente, digo eu.... Wink

Beijinhos

Retrato de Silvia Duarte
Qui, 26/05/2011 - 15:18
Silvia Duarte:
Membro desde: 06.02.2008
Catarina Neves wrote:

[

... sem querer revelar muito da minha vida, posso garantir-te que foi MUITO graças a um comprimido por dia (que vou tomar até ao fim da vida) que tenho conseguido gerir os últimos 4 anos Wink

Há uns 8 anos atrás também tive uma depressão das grandes,e claro,fiquei com marcas para sempre.:( Na altura,tanto o psiquiatra como o médico de familia me alertaram que teria que tomar um Cipralex por dia o resto da vida.:S
Quando pensei em engravidar parei de tomar (obvio que o fiz com consentimento médico),engravidei,passaram os 9 meses de gravidez e nunca tomei nada,masa verdade é que fui "apanhada" por uma depressão pós-parto um tanto ou quanto violenta e lá tive que voltar á medicação.Agora mantenho o meu Cipralex diário e há dias bons,outros menos bons,mas cá vou fazendo a minha vida e segindo o meu caminho.
Ah!E não me sinto menos mulhe,ou pior mãe/esposa/filha/amiga por ter que tomar um anti-depressivo diáriamente,se fosse diabética teria que tomar insulina,é a mesmissima coisa.

"Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo,depois ser restolho
há que penar para aprender a viver"
Mafalda Veiga

Retrato de inezitah
Qui, 26/05/2011 - 16:44
inezitah:
Membro desde: 22.11.2009

Eu até durmo bem... caio na cama e adormeço logo, por acaso não costumo ficar a remoer as coisas à noite Sad E acordo só quando o despertador toca...

A única perturbação de sono que tenho, está explicada neste post: http://anossavida.pt/forum/noites-agitadas
mas lá está... a maior parte das vezes não me lembro, quando isto acontece e o meu marido pergunta o que se passa, eu nem respondo e volto a cair no sono!!!

Retrato de msofiagsn
Qui, 26/05/2011 - 16:54
msofiagsn:
Membro desde: 11.12.2008

Falando um bocado do meu caso... Esta é a 3ª vez que estou a fazer tratamento com antidepressivo no espaço de 6 anos. Porém, desta vez estou também a fazer psicoterapia, com sessões semanais. Posso dizer que é a primeira vez que sinto diferenças em mim, na minha maneira de ver as coisas e de reagir. Claro que cada caso é um caso, cada um é como é... No meu caso, o meu grande problema é mais um transtorno de ansiedade generalizado do que propriamente depressão (embora os dois andem muitas vezes juntos). No meu ponto de vista, o psicoterapeuta (aliado a uma correcta medicação e acompanhamento médico) pode ser mesmo uma maisvalia, desde que as pessoas entrem nisso com força de vontade e determinadas a mudar a sua perspectiva em relação à vida.

Uma coisa é certa... Quem sofre com estes males, não perde nada em experimentar ou pedir a opinião de um médico relativamente à possibilidade psicoterapeutica.

Retrato de fatima silva
Qui, 26/05/2011 - 17:50
fatima silva:
Membro desde: 01.05.2007
msofiagsn wrote:

Falando um bocado do meu caso... Esta é a 3ª vez que estou a fazer tratamento com antidepressivo no espaço de 6 anos. Porém, desta vez estou também a fazer psicoterapia, com sessões semanais. Posso dizer que é a primeira vez que sinto diferenças em mim, na minha maneira de ver as coisas e de reagir. Claro que cada caso é um caso, cada um é como é... No meu caso, o meu grande problema é mais um transtorno de ansiedade generalizado do que propriamente depressão (embora os dois andem muitas vezes juntos). No meu ponto de vista, o psicoterapeuta (aliado a uma correcta medicação e acompanhamento médico) pode ser mesmo uma maisvalia, desde que as pessoas entrem nisso com força de vontade e determinadas a mudar a sua perspectiva em relação à vida.

Uma coisa é certa... Quem sofre com estes males, não perde nada em experimentar ou pedir a opinião de um médico relativamente à possibilidade psicoterapeutica.

O como corre no trabalho?
Vocês conseguem ir trabalhar quando estão neste estado, lidar com a rotina do dia a dia?
Eu é a terceira depressão mas num espaço de 3 anos.
Tomei sempre medicação e fiz psicotersapia e fazia o desmame depois.Agora só estou a tomar uma dose maior de antidepressivo do que tomei nas outra depressões.
Bjs

Retrato de fatima silva
Qui, 26/05/2011 - 17:54
fatima silva:
Membro desde: 01.05.2007
inezitah wrote:

Eu até durmo bem... caio na cama e adormeço logo, por acaso não costumo ficar a remoer as coisas à noite Sad E acordo só quando o despertador toca...

A única perturbação de sono que tenho, está explicada neste post: http://anossavida.pt/forum/noites-agitadas
mas lá está... a maior parte das vezes não me lembro, quando isto acontece e o meu marido pergunta o que se passa, eu nem respondo e volto a cair no sono!!!

Eu de noite tb durmo mas ás vezes tb acordo assustada e tenho sonhos estranhissimos, tipo sem lógica e que me deixam perturbada. Nestas alturas quando acordo de manha sinto-me mais cansada do que quando me deitei... E estando agora com a depressão, isto acontece-me várias vezes.
Bjs

Retrato de msofiagsn
Qui, 26/05/2011 - 22:07
msofiagsn:
Membro desde: 11.12.2008
fatima silva wrote:

O como corre no trabalho?
Vocês conseguem ir trabalhar quando estão neste estado, lidar com a rotina do dia a dia?
Eu é a terceira depressão mas num espaço de 3 anos.
Tomei sempre medicação e fiz psicotersapia e fazia o desmame depois.Agora só estou a tomar uma dose maior de antidepressivo do que tomei nas outra depressões.
Bjs

Ir trabalhar custa sempre um bocado... Há dias em que custa muito outros em que não custa tanto. O mais difícil é combater o cansaço e o sono. a única forma que tenho de contornar isso é mantendo-me ocupada e diminuir ao máximo os tempos de ócio (internet, cafés, lanches, etc...). Os dias em que tenho menos que fazer são os piores logo, a alternativa é manter-me ocupada porque se me entrego ao cansaço, é como um ciclo vicioso. Não digo que seja fácil (porque não é...) mas tento fazer tudo o que preciso e não entrar numa de "faço amanhã, hoje não me apetece, estou cansada". Porque no dia seguinte vai ser igual, ou um bocadinho melhor, ou um bocadinho pior. Claro que naqueles dias mesmo maus até sou capaz de chegar a casa e dormir até o marido chegar. Mas estes são os dias excepcionais e não a norma!

Em relação à psicoterapia: fizeste durante quanto tempo? Continuas a fazer? A terapia não é uma cura milagrosa, é preciso mantê-la durante meses ou anos, dependendo dos casos... Comigo está a resultar bem mas tenho noção que se a deixasse ia recuar muito em termos do que conquistei até agora. Só para teres uma ideia: estive 2 semanas sem terapia e comecei logo a sentir-me ansiosa e com todos os sintomas psicossomáticos. Mesmos os antidepressivos têm que ser mantidos durante algum tempo e não devem ser deixados assim que a pessoa acha que está melhor. Mesmo fazendo um desmame correcto, não nos podemos esquecer que o medicamento está como que a "camuflar" os sintomas. Enquanto os tomamos sentimo-nos melhor mas se deixarmos demasiado cedo, volta tudo ao mesmo. Infelizmente, falo por experiência própria.

Sugestões: não se entreguem à sensação de cansaço e ao sofá; saiam de casa mesmo que não apeteça (muitas vezes até acabamos por nos divertir mais do que o que estavamos a contar); não interiorizem tudo o que sentem nem tenham pensamentos de auto-comiseração e, acima de tudo, pensamento positivo e paciência porque o processo é longo!
Grande parte do processo de tratamento/cura depende da nossa força de vontade, mais ou menos como deixar de fumar. E, se for preciso ajuda, não ter receio de a pedir, seja médico de família, psiquiatra e/ou psicólogo. Eu costumo dizer: para entrar na depressão consigo fazê-lo sozinha mas, para sair dela, preciso que alguém que me puxe para cima outra vez!

Retrato de Catarina Neves
Qui, 26/05/2011 - 22:25
Catarina Neves:
Membro desde: 06.05.2008
fatima silva wrote:

Eu de noite tb durmo mas ás vezes tb acordo assustada e tenho sonhos estranhissimos, tipo sem lógica e que me deixam perturbada. Nestas alturas quando acordo de manha sinto-me mais cansada do que quando me deitei... E estando agora com a depressão, isto acontece-me várias vezes.
Bjs

Explica isso ao médico Wink Pode ser que esteja relacionado com algum medicamento Wink

Retrato de angel.espiritualidade
Sex, 27/05/2011 - 01:00
angel.espiritualidade:
Membro desde: 14.04.2011
Silvia Duarte wrote:

Ah!E não me sinto menos mulhe,ou pior mãe/esposa/filha/amiga por ter que tomar um anti-depressivo diáriamente,se fosse diabética teria que tomar insulina,é a mesmissima coisa.

Este argumento dos diabéticos parece muito convincente, realmente. Até chego a perguntar-me : se não houvesse diabéticos neste mundo, o que seria de nós ? Como é que justificariamos então o excesso de medicação que se verifica actualmente na população portuguesa (e não só) ?

Isto faz-me lembrar uma discussão recorrente entre a minha avó e o meu avô (eu vivi com eles durante bastante tempo). Nessa altura, a casa já tinha água canalizada e electricidade, mas a instalação de água estava quase sempre avariada. Por isso, a minha avó tinha que ir buscar água à fonte, e ralhava constantemente com o meu avô, exigindo-lhe que reparasse a instalação, ou que chamasse alguém da companhia de águas. O meu avô respondia com o ar mais inocente do mundo "Deixa lá, mulher, há outros que estão pior que nós. Já viste a mulher do funileiro ? Ela também tem que ir à fonte todos os dias; eles não têm nem água canalizada nem electricidade. E ela até parece contente da vida, porque te queixas tu tanto ?" Como se vê, a situação do funileiro dava imenso jeito ao meu avô.

Voltando ao assunto original, devo dizer que eu não sou contra o uso de medicamentos. Até posso dar o meu próprio exemplo : eu tomo todas as manhãs 100mg de aspirina, pois creio que reduz o risco de várias doenças.

O que eu advogo é que devemos ter muita atenção com o papel dos medicamentos que tomamos. Serão eles realmente necessários ? O que é que eles fazem ao nosso organismo ?

Os antidepressivos têm um efeito semelhante aos analgésicos. Quem já teve uma dor de dentes que tratou com analgésicos sabe o que eles fazem. A dor não desaparece, mas fica abafada, já não parece nossa. Mais importante ainda: a infecção (ou qualquer outro problema que causa a dor) não desaparece por termos tomado analgésicos.

Uma pessoa com dor de dentes tem duas escolhas possíveis. Primeira: marca uma consulta de estomatologia para tratar da causa da dor e toma um analgésico só para tornar a dor suportável até à consulta. Segunda: toma um analgésico (ou dois, ou três) cada dia da sua vida, e considera-se sortuda por ter uma vida suportável.

O papel dos antidepressivos é abafar a dor emocional, tal como os analgésicos abafam a dor física. Mas os antidepressivos não tratam da causa da dor, limitam-se a ajudar a pessoa a adiar a resolução dessa causa. Pior ainda: os antidepressivos não se limitam a abafar a tristeza; abafam todas as outras emoções, incluíndo a alegria de viver.

No caso da Sibilla : a única pessoa que consegue resolver o seu problema é você própria. Os outros poderão ajudá-la a encontrar a solução (através de terapia, por exemplo), mas não podem encontrá-la por si.

Retrato de sibilla
Sex, 27/05/2011 - 11:35
sibilla:
Membro desde: 03.11.2010
angel.espiritualidade wrote:
Silvia Duarte wrote:

Ah!E não me sinto menos mulhe,ou pior mãe/esposa/filha/amiga por ter que tomar um anti-depressivo diáriamente,se fosse diabética teria que tomar insulina,é a mesmissima coisa.

Este argumento dos diabéticos parece muito convincente, realmente. Até chego a perguntar-me : se não houvesse diabéticos neste mundo, o que seria de nós ? Como é que justificariamos então o excesso de medicação que se verifica actualmente na população portuguesa (e não só) ?

Isto faz-me lembrar uma discussão recorrente entre a minha avó e o meu avô (eu vivi com eles durante bastante tempo). Nessa altura, a casa já tinha água canalizada e electricidade, mas a instalação de água estava quase sempre avariada. Por isso, a minha avó tinha que ir buscar água à fonte, e ralhava constantemente com o meu avô, exigindo-lhe que reparasse a instalação, ou que chamasse alguém da companhia de águas. O meu avô respondia com o ar mais inocente do mundo "Deixa lá, mulher, há outros que estão pior que nós. Já viste a mulher do funileiro ? Ela também tem que ir à fonte todos os dias; eles não têm nem água canalizada nem electricidade. E ela até parece contente da vida, porque te queixas tu tanto ?" Como se vê, a situação do funileiro dava imenso jeito ao meu avô.

Voltando ao assunto original, devo dizer que eu não sou contra o uso de medicamentos. Até posso dar o meu próprio exemplo : eu tomo todas as manhãs 100mg de aspirina, pois creio que reduz o risco de várias doenças.

O que eu advogo é que devemos ter muita atenção com o papel dos medicamentos que tomamos. Serão eles realmente necessários ? O que é que eles fazem ao nosso organismo ?

Os antidepressivos têm um efeito semelhante aos analgésicos. Quem já teve uma dor de dentes que tratou com analgésicos sabe o que eles fazem. A dor não desaparece, mas fica abafada, já não parece nossa. Mais importante ainda: a infecção (ou qualquer outro problema que causa a dor) não desaparece por termos tomado analgésicos.

Uma pessoa com dor de dentes tem duas escolhas possíveis. Primeira: marca uma consulta de estomatologia para tratar da causa da dor e toma um analgésico só para tornar a dor suportável até à consulta. Segunda: toma um analgésico (ou dois, ou três) cada dia da sua vida, e considera-se sortuda por ter uma vida suportável.

O papel dos antidepressivos é abafar a dor emocional, tal como os analgésicos abafam a dor física. Mas os antidepressivos não tratam da causa da dor, limitam-se a ajudar a pessoa a adiar a resolução dessa causa. Pior ainda: os antidepressivos não se limitam a abafar a tristeza; abafam todas as outras emoções, incluíndo a alegria de viver.

No caso da Sibilla : a única pessoa que consegue resolver o seu problema é você própria. Os outros poderão ajudá-la a encontrar a solução (através de terapia, por exemplo), mas não podem encontrá-la por si.

Mas aqui acho que ninguém se andou a auto-medicar. Se o meu dentista me mandar tomar seja o que for toda a vida, é porque preciso. Senão é um mau dentista e é melhor procurar outro.

O meu psiquiatra é a mesma coisa. Aliás, até porque começámos por uma dose insignificante, para ser aumentada depois, dependendo dos resultados. Lógico que ninguém mais a não ser eu vai ficar curada, e é uma questão de força de vontade MAS NÃO SÓ.

Quando se fala em doenças mentais usa-se muito esse argumento. A minha parte é sair de casa, afastar pensamentos negativos (digo-lhes mesmo: ide-vos lixar, quero é ser feliz e vou ser, estão a ouvir, totós?), e tomar a medicação. Se tivesse outra doença qualquer, por exemplo a diabetes, também ia ter que ter força de vontade. Eu já tive princípio de diabetes e consegui evitar a insulina através de uma dieta. Imagina que o caso ia mais avançado, até podia ter que tomar insulina. E podia ser temporário, ou não.

Mas adiante. Às vezes também há quem nos queira ver sorrir e isso aquece o coração por dentro. O meu namorado que está tão longe quis fazer-me uma surpresa e mandou-me uma encomenda Hearts Hearts Hearts
mas como não estava em casa, foi para trás Sad agora só na 2ª feira. Vou fazer de conta que não sei de nada... mas fiquei tão contente, achei tão bonito... Hearts

If you don't like my peaches, baby, why do you shake my tree?

Retrato de Catarina Neves
Sex, 27/05/2011 - 13:28
Catarina Neves:
Membro desde: 06.05.2008
angel.espiritualidade wrote:

Este argumento dos diabéticos parece muito convincente, realmente. Até chego a perguntar-me : se não houvesse diabéticos neste mundo, o que seria de nós ?

Não percebi ;( Importas-te de explicar, se fizeres favor? Wink

Depois... aqui é que fiquei mesmo à toa:

angel.espiritualidade wrote:

Voltando ao assunto original, devo dizer que eu não sou contra o uso de medicamentos. Até posso dar o meu próprio exemplo : eu tomo todas as manhãs 100mg de aspirina, pois creio que reduz o risco de várias doenças..

Tomas aspirinas, mas não sabes muito bem para que efeito? E tomas mediante recomendação médica ou porque andaste a ler umas coisas?

angel.espiritualidade wrote:

O que eu advogo é que devemos ter muita atenção com o papel dos medicamentos que tomamos. Serão eles realmente necessários ? O que é que eles fazem ao nosso organismo ?.

Cada um falará por si mas, no meu caso (e como apenas consulto médicos em quem confio plenamente), os medicamentos que tomo são necessários e indispensáveis, para que possa ter uma vida saudável. Ao meu organismo, fazem bem. MUITO BEM MESMO;)

angel.espiritualidade wrote:

Os antidepressivos têm um efeito semelhante aos analgésicos. Quem já teve uma dor de dentes que tratou com analgésicos sabe o que eles fazem. A dor não desaparece, mas fica abafada, já não parece nossa. Mais importante ainda: a infecção (ou qualquer outro problema que causa a dor) não desaparece por termos tomado analgésicos.

Uma pessoa com dor de dentes tem duas escolhas possíveis. Primeira: marca uma consulta de estomatologia para tratar da causa da dor e toma um analgésico só para tornar a dor suportável até à consulta. Segunda: toma um analgésico (ou dois, ou três) cada dia da sua vida, e considera-se sortuda por ter uma vida suportável.

O papel dos antidepressivos é abafar a dor emocional, tal como os analgésicos abafam a dor física. Mas os antidepressivos não tratam da causa da dor, limitam-se a ajudar a pessoa a adiar a resolução dessa causa. Pior ainda: os antidepressivos não se limitam a abafar a tristeza; abafam todas as outras emoções, incluíndo a alegria de viver.

Definitivamente não fazes a mais pequena ideia do que se fala, por exemplo, quando nos referimos a Depressão Endógena. Esta é uma patologia orgânica e biológica (tipo... diabetes). Não tem nada a ver com pessoas tristonhas, com pouca auto-estima, cheias de problemas. É uma predisposição genética e, a maioria dos especialistas, diz que é hereditária.

E mais... não fazes ideia dos diferentes anti-depressivos, ansiolíticos, estabilizadores, antiepilépticos, anticonvulsionantes, etc, que existem no mercado. Cada segmento tem um número quase infinito de aplicações. Por exemplo, os doentes com Alzheimer, tomam um anti-depressivo ESPECÍFICO. Que não colide com uma série de outros factores.

É importante que se arranjem "muletas emocionais", seja nas terapias, na religião, num passatempo, nas relações sociais, etc. Bem orientadas,essas muletas, podem fazer MILAGRES. No entanto, desvalorizar o uso de medicação, em situações muito bem analisadas é desrespeitar o doente e o seu sofrimento. Dizer-lhes que a força está dentro deles e que apenas depende deles (e claro, dos terapeutas que ganham dinheiro com isso) É ERRADO, DESUMANO e LEVIANO.

Não entendas o meu texto como uma "agressão" ao que defendes (e desculpa se estou a passar essa mensagem). Eu trabalho com algumas das terapias que conheces e defendo alguns autores que citas na tua página. No entanto... é importante perceber que nós (terapeutas) temos uma grande responsabilidade nas nossas mãos. Com a vida das pessoas não se brinca.

As diversas áreas de actuação PODEM e DEVEM trabalhar em conjunto MAS... fomentar o ódio pela medicação e transmitir essa mensagem a uma pessoa que tem uma DISFUNÇÃO ao nível dos neurotransmissores, pode provocar-lhes a morte!

Retrato de Silvia Duarte
Sex, 27/05/2011 - 14:36
Silvia Duarte:
Membro desde: 06.02.2008

Clap Clap

Deixa lá...ainda há quem pense que gastamos rios de dinheiro em medicação (sim,porque a medicação para a depressão é carissima) e tomamos a dita medicação por gosto,por teimosia.

Eu tomo porque o MEU médico assim o recomendou e prescreveu e sim,FAZ MUITO BEM ao meu organismo,só eu e a inha familia sabemos como fico se não tomar o abençoado cipralex diário.
Eu,pessoalmente,prefiro tomar um cipralex por dia e saber o porquê de o estar a tomar do que engolir todos os dias uma aspirina só porque sim,porque dizem que previne possiveis doenças.

"Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo,depois ser restolho
há que penar para aprender a viver"
Mafalda Veiga

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