Vale a pena fazer uma formação enquanto se trabalha? | A Nossa Vida

Vale a pena fazer uma formação enquanto se trabalha?

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22.09.2026 | 16:17
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Conciliar trabalho e formação pode parecer uma tarefa complicada. Depois de um dia inteiro de trabalho, nem sempre existe vontade ou energia para estudar, fazer trabalhos ou frequentar aulas. No entanto, continuar a aprender pode ser uma forma importante de evoluir profissionalmente e abrir novas oportunidades.

Mas será que vale realmente a pena fazer uma formação enquanto se trabalha? Depende, naturalmente, dos objetivos de cada pessoa, mas existem várias vantagens que merecem ser consideradas.

Uma das principais vantagens é a possibilidade de melhorar as competências profissionais sem deixar de ter um rendimento mensal. Para quem já está empregado, fazer uma formação pode permitir adquirir conhecimentos numa determinada área sem ter de abandonar imediatamente o emprego.

Por exemplo, alguém que trabalha numa área administrativa pode decidir fazer uma formação em Excel, contabilidade, recursos humanos ou marketing digital. Mesmo que a formação não implique uma mudança imediata de profissão, os novos conhecimentos podem ser úteis no trabalho atual e, eventualmente, contribuir para uma progressão na carreira.

Outra vantagem é a possibilidade de preparar uma mudança profissional. Nem sempre estamos satisfeitos com a profissão que escolhemos inicialmente. Fazer uma formação enquanto continuamos a trabalhar pode ser uma forma relativamente segura de explorar uma nova área antes de tomar uma decisão mais radical.

Imagine alguém que trabalha há vários anos numa determinada profissão, mas gostaria de entrar na área da programação. Em vez de abandonar imediatamente o emprego, pode começar por fazer um curso em horário pós-laboral e perceber se realmente gosta da área e se tem aptidão para ela.

Também existe a questão da valorização do currículo. Num mercado de trabalho competitivo, manter os conhecimentos atualizados pode fazer diferença. As empresas procuram profissionais com competências técnicas, mas também valorizam cada vez mais a capacidade de adaptação e a vontade de aprender.

Por outro lado, conciliar trabalho e formação não é fácil. A gestão do tempo é provavelmente um dos maiores desafios. Depois de oito horas de trabalho, deslocações e responsabilidades pessoais, pode ser difícil encontrar tempo para estudar.

Por isso, antes de iniciar uma formação, é importante perceber se o horário é compatível com a nossa rotina. Existem atualmente muitas opções em regime pós-laboral, ao fim de semana ou em formato online, o que pode facilitar bastante a conciliação.

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Outro aspeto importante é não escolher uma formação apenas porque está na moda. O ideal é pensar primeiro no objetivo que pretendemos alcançar. Queremos obter uma promoção? Mudar de profissão? Melhorar o currículo? Aprender uma competência específica? Quanto mais claro for o objetivo, mais fácil será escolher uma formação adequada.

Também é importante considerar a duração e o esforço exigido. Uma formação mais longa pode proporcionar conhecimentos mais aprofundados, mas uma formação curta e específica pode ser suficiente para quem pretende desenvolver uma determinada competência.

Na minha opinião, fazer uma formação enquanto se trabalha pode ser uma excelente aposta, desde que exista um objetivo concreto e que o esforço seja compatível com a vida pessoal e profissional.

E vocês? Já fizeram alguma formação enquanto trabalhavam? Sentiram que essa formação trouxe vantagens para a vossa carreira ou acabou por ser demasiado cansativa para conciliar com o trabalho?


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