Toda a verdade sobre a alimentação | A Nossa Vida

Toda a verdade sobre a alimentação

"Certamente que já leu muita informação contraditória e muita mais a dizer que determinados nutrientes ou alimentos são os principais causadores de muitas das doenças atuais! Não é por comer pão branco, uma francesinha ou beber um refrigerante que irá prejudicar seriamente a sua saúde. O grande problema dos dias atuais está na moderação, uma vez que maior parte das pessoas não segue uma dieta variada e nas doses ideais.

Coma apenas o que precisa

Apesar do crescente aumento da obesidade estar muitas vezes ligado a uma ingestão exagerada de açúcar, está na maioria das situações associada ao simples facto de comermos demasiado! De forma a comermos menos, temos que nos saber controlar e perceber como o nosso corpo reage. O nosso cérebro demora cerca de 20min a perceber que estamos satisfeitos, por isso, apenas irá desligar o sinal da fome após esse tempo. Como muitas pessoas têm tendência a comer rápido, apenas irão parar quando o estômago estiver tão cheio que é fisicamente impossível comer mais! Assim, deve procurar dar tempo ao tempo e esperar calmamente pela sensação de saciedade. Se não o fizer, continuará a aumentar de peso e passará a correr maiores riscos de sofrer de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

Não esteja obcecado com um nutriente

Certamente que já ouviu a expressão “comer um pouco de tudo”! Pode-se mesmo dizer que não existem alimentos maus, pois se os comer em quantidades aceitáveis, eles acabarão por contribuir para uma dieta variada. Procure olhar para a dieta como um todo, variando o mais possível, desta forma conseguirá obter todos os nutrientes necessários. Se ficar obcecado(a) por um determinado nutriente ou alimento, acabará por prejudicar a sua saúde, pois certamente terá falta de muitos outros nutrientes essenciais.

A gordura não é má

Durante muitos anos olhou-se (e alguns ainda olham) para a gordura como algo prejudicial. A ingestão de gordura foi durante muito tempo associada a um aumento do risco de sofrer de doenças cardiovasculares. Hoje em dia já se olha para a gordura de outro modo e já se percebe que mais importante do que a quantidade de gordura é o tipo de gordura que ingerimos. Atualmente costuma-se separar as gorduras em saudáveis (monoinsaturada e polinsaturadas) e em menos saudáveis (saturada e trans), mas isso não significa que se comer gordura saturada estará a ingerir «veneno». Deverá apenas ter o cuidado de não abusar da gordura saturada e trans, pois vários estudos têm demonstrado que esta leva a um aumento do colesterol. No entanto, a gordura saturada continua a ser uma boa fonte de energia.

O glúten não é o diabo

Este deve ser o nutriente mais fustigado dos dias modernos, levando a que pessoas que não sejam celíacas e que não tenham qualquer intolerância ao glúten o eliminem da alimentação. Se é celíaco, então deve-o eliminar obrigatoriamente. Os restantes deverão ter em atenção que vários estudos têm demonstrado que a chamada “intolerância ao glúten” parece ser causada por um grupo de hidratos de carbono e não pelo próprio glúten. Para além disso, o aumento de pessoas intolerantes ao glúten pode ainda estar associado ao facto dos produtos processados usarem e abusarem do glúten para conferir uma textura mais agradável. Ou seja, o problema não parece estar nas pequenas quantidades de glúten presentes no pão de fabrico tradicional, mas sim nas exageradas quantidades adicionadas a alimentos processados para reduzir o tempo de fabrico.

A importância da fibra

Um dos nutrientes mais importantes para a manutenção de uma dieta saudável é a fibra. Ainda por cima, a fibra tem a particularidade de praticamente não contribuir com calorias para a nossa dieta, uma vez que ela não será absorvida pelos intestinos. Os alimentos ricos em fibra e em prebióticos e probióticos permitem regular o trânsito intestinal e fornecer o ambiente adequado à flora intestinal. Apesar de não se compreender totalmente como os microrganismos presentes no cólon afetam a nossa saúde, a verdade é que vários estudos científicos o têm demonstrado.

Petiscar não está errado

Os snacks têm quase sempre uma conotação negativa ou menos saudável. Petiscar ao longo do dia poderá na verdade ser uma das atitudes mais saudáveis que poderá fazer, mas claro terá que recorrer a snacks saudáveis, ricos em proteína , hidratos de carbono complexos e gorduras saudáveis. Por isso, ao invés de olhar apenas para a quantidade de calorias que compõe um snack, passe a estar mais atenta ao tipo de macronutrientes que o constituem. Exemplos de bons snacks são os ovos cozidos, queijo com pouca gordura, iogurtes, etc…"

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