A Dieta Okinawa
Certamente já ouviu falar da Dieta Okinawa… se não, prepare-se para conhecer uma dieta que é sinónima de saúde, longevidade e bem-estar. Não estivesse esta forma de comer e de estar na vida inspirada numa pequena ilha japonesa onde vive a maior população de centenários do mundo.
Oki… quê?
É numa pequena ilha japonesa chamada Okinawa que encontramos o maior grupo de centenários do mundo – 33 em cada 100 mil habitantes tem mais de um século de vida e continuam “aí para as curvas” como se costuma dizer. O segredo desta fonte de saúde e bem-estar físico e mental? Uma dieta assente na qualidade dos alimentos, em vez de na quantidade, ou seja, ingere-se apenas os alimentos que o corpo necessita, nem mais, nem menos. Os benefícios são mais do que muitos e os números falam por si: quando comparada com os habitantes dos países ocidentais, esta população tem 80% menos doenças cardíacas; 50% menos cancros dos ovários, mama, útero e próstata; 40% menos fracturas do fémur; níveis de stress super-reduzidos; e ver alguém com excesso de peso é muito raro, uma vez que o índice de massa corporal destes japoneses ronda os 18-22 (o limite máximo normal situa-se nos 25). Está convencido? Nós estamos!
Os 10 mandamentos
- Se não tiver fome, não coma, ou seja, aprenda a reconhecer os níveis de saciedade para parar de comer antes de ficar cheio. Evite repetir porções durante as refeições.
- As refeições devem ser planeadas tendo em conta alimentos pobres em calorias, mas ricos em minerais e vitaminas.
- Ingerir 7 porções de fruta e legumes diariamente.
- Consumir ingerir 7 porções de leguminosas (feijão, grão, lentilhas) diariamente; e/ou cereais integrais e soja (sempre nas refeições principais).
- Beber muita água e chá, de preferência chá verde.
- Reduzir o máximo possível o consumo de bebidas alcoólicas.
- Restringir, sempre que possível, o consumo de produtos de origem animal, ou seja, carne e lacticínios.
- Em termos de temperos, evitar ao máximo o excesso de sal e açúcar.
- Optar sempre por especiarias e ervas aromáticas para criar refeições saborosas e praticamente isentas de calorias no que toca a condimentos.
- Comer peixe pelo menos três vezes por semana.
Os top 10 alimentos
- Água: a bebida-chave para quem quer efectivamente emagrecer, os poderes da água vão muito além – asseguram os níveis de hidratação do corpo, eliminam toxinas nocivas, restauram a quantidade de minerais desejados, combatem a osteoporose, mantêm o sistema nervoso a funcionar em pleno e o ritmo cardíaco normal.
- Algas: com poucas calorias e muitas vitaminas (A, C, E, B12), minerais (ferro, fósforo, cálcio, magnésio) e outros nutrientes essenciais ao bem-estar do organismo (fibras, selénio, zinco, iodo), as algas são ainda benéficas para a concentração mental e para a perda de alguns quilos indesejados. Podem ser incorporadas em pratos tão diversos como sopas, saladas, estufados, vegetais salteados ou cozidos, entre outros.
- Arroz: pobre em calorias e em glúten, o arroz é o cereal de eleição da Dieta Okinawa, também porque garante a saciedade de apetite durante mais tempo e ajuda a combater o aparecimento de diabetes. Recomenda-se o arroz integral, mas pode e deve variar com outros tipos.
- Chá verde: carregado de antioxidantes e outras substâncias altamente benéficas para a saúde, o chá verde é, juntamente com o H2O, a bebida de eleição na Dieta Okinawa. Não contém calorias e é óptimo para manter o ritmo metabólico acelerado ao longo de todo o dia. Em Okinawa, o chá verde com flores de jasmim é o mais apreciado – experimente!
- Óleo de colza: embora pouco divulgado (encontra-se em lojas de produtos dietéticos), o óleo de colza já foi apontado como sendo a gordura vegetal mais saudável no mundo, uma vez que contém ómega 3, algo que o distingue dos seus congéneres e que o nosso organismo e coração agradecem.
- Peixe: parte integrante da Dieta Okinawa (pelo menos 3 vezes por semana), todo o tipo de peixe (pescada, barbo, dourada, linguado, atum, salmão, sardinha, cavala…) é bem-vindo no prato, porque todos eles são fonte de ómega 3, minerais e proteínas que fazem bem ao corpo, à mente e à silhueta.
- Porco: embora esta carne represente apenas uma pequena fatia da Dieta Okinawa, os japoneses consideram-na uma carne magra óptima, com níveis de colesterol reduzidos e um fornecimento excelente de vitamina B1, fundamental para o coração, músculos e sistema nervoso. Na ilha, a carne de porco é quase sempre cozida, optando-se pelas partes magras e excluindo-se o presunto, a entremeada e outras gorduras.
- Rábano negro: uma espécie de couve rica em vitamina C e pobre em calorias que assegura um colesterol baixo e fortalece o sistema imunitário. Se não conseguir encontrar, pode substitui-lo por rábanos normais, qualquer tipo de couve, nabos ou rabanetes.
- Sementes de sésamo: pequenas, mas potentes, as sementes de sésamo têm dezenas de características saudáveis – gorduras polinsaturadas (protegem o coração); vitamina E, fibras e proteínas (previnem a fadiga e atrasam o envelhecimento); fitoesteróis (asseguram níveis de colesterol saudáveis); cálcio (combate a osteoporose); ácido fólico (impede malformações congénitas nos bebés).
- Soja: um super-alimento que, para além de estar recheado com coisas boas (potássio, fósforo, magnésio, manganésio, cálcio, cobre, zinco, ómega 3, antioxidantes, fitoesteróis e ácidos gordos polinsaturados), é ainda polivalente, podendo ser consumida em forma de semente, rebentos, feijão, tofu, leite, molho…
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