Como viver com poupança | A Nossa Vida

Como viver com poupança

Se ao fim-de-semana se veem em casa a jantar, se a última peça de roupa comprada foi há uma estação, porque os saldos assim o permitiram, e as compras do supermercado são exclusivamente de marca branca… Estamos a falar de poupar! Para muitas pessoas, descobrir como se vive debaixo de uma vida de poupança, pode ser uma dolorosa lição a aprender. Especialmente para alguns casais, que tinham um certo nível de vida, e ao perder um emprego, tudo se tem de reduzir para metade. Nem sempre é fácil fazer a vida de forma confortável financeiramente e de repente ter de restringir a vida a um orçamento menor, conseguir poupar, e ainda assim aproveitar a vida. Ficam aqui algumas dicas para saberem lidar com a nova vida debaixo de um orçamento.

Contas, planeamento e recompensa  

Uma das melhore lições que podem assimilar, é conseguir fazer um balanço tão bom na vida como nas finanças familiares. De acordo com o orçamento familiar, no início de cada mês decidam cuidadosamente, como casal que são, quanto vão gastar em bens ou serviços supérfluos, e onde vão cortar para ter orçamento para esses itens. Se vão a um jantar de aniversário de um familiar num restaurante mais caro, na semana anterior comam sempre em casa, e levem almoço e snacks para o trabalho, se isto já não for um hábito. Se pretendem comprar uma peça de roupa nova, façam disso a grande compra do mês, em vez de algo impulsivo. Se conseguirem manter um bom mês com uma boa poupança, deem-se um pequeno mimo que usualmente se dispensa para poder poupar, como uma manicura, ou massagem, ou saída com os amigos.

As grandes pequenas coisas

Pode parecer uma ideia óbvia, mas os gastos em pequenas coisas, somados, dão um grande valor. Ao baixar o consumo de café de 2 a 3 chávenas para 1, poderá significar uma boa poupança no final do mês. Para além do óbvio café, aquela bijutaria que se compra na hora de almoço, o pacote de pastilhas, a revista do quiosque, ou um bolo que se come com o café, tudo são coisas pequenas, mas que quando se fazem contas somam valores consideráveis, podendo ter um efeito mais devastador no orçamento mensal, maior do que as grandes compras.  

Tal como numa dieta

Tal como uma dieta, a poupança não deve ser considerada apenas durante algum tempo, deve fazer parte de um estilo de vida, senão como na dieta, rapidamente se volta ao problema anterior, mas de forma por vezes ainda pior. Ainda na analogia da dieta, quando se comete um erro na dieta, não se pode voltar atrás, porém, na perspetiva da poupança, há retorno, pode-se sempre devolver a compra que se fez, para isso existe o período de retorno. As compras de impulso são as grandes sabotadoras da poupança, e estas devem ser evitadas. Para se evitar esses momentos, é melhor existir honestidade: registe todas as suas compras, podendo até criar o registo no seu telemóvel e no final do mês façam as contas. No final do mês irão ter a certeza para onde vai o dinheiro, que compras se podem dispensar, e até que custos foram supérfluos, tendo em conta o registo passado.

Objetivos, objetivos, objetivos

Para chegar a algum lado é necessário uma meta e, como tudo, sem meta pode não existir um objetivo, e portanto uma falta de motivação. A meta não deve ser muito complicada, e pode simplesmente ser: chegar ao final do mês com dinheiro na conta. Isto pode criar a consciência de que podem apenas ser vítimas de um ordenado baixo, ou de um custo de vida alto. Poderão não conseguir poupar o suficiente para ir numa segunda lua-de-mel para as Caraíbas, mas não desistam. Poderão poupar o suficiente para passar uma semana em Portugal, numa bela habitação de turismo rural. Quando falamos de finanças, pequenas vitórias podem sentir-se como grandes acontecimentos. Irão perceber que, quando o impulso for enorme para comprar algo, e conseguirem pensar: será que isto faz mesmo falta? E responderem não. Aí sentirão uma grande vitória. Mas não se esqueçam que se devem sempre recompensar pelo esforço!  

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