As 6 mulheres que marcaram a vida de Steve Jobs | A Nossa Vida

As 6 mulheres que marcaram a vida de Steve Jobs

Diz-se que por de trás de um grande homem está sempre uma grande mulher mas, quando se faz uma retrospetiva da vida de Steve Jobs, falecido em Outubro 2011 aos 56 anos, descobre-se que foram várias as mulheres que marcaram, influenciaram e inspiraram a vida e o legado extraordinário do fundador da Apple.

Clara Jobs

Filho de mãe americana (Joanne Carole Schieble) e pai sírio (Abdulfattah "John" Jandali), os pais de Joanne eram contra a relação e possível casamento entre ambos, por isso, quando tiveram um filho, Steve, o bebé foi dado para adoção. Clara e Paul Jobs foram o casal que o adotaram depois do casal ao qual Steve estava inicialmente destinado, ter mudado de ideias e optado por adotar uma menina em vez de um menino. Dos pais biológicos Steve Jobs sempre disse que foram apenas “esperma e óvulo” e que os seus verdadeiros pais foram, são e sempre serão Clara e Paul Jobs. Curiosamente, os pais biológicos de Steve Jobs acabaram por se casar e ter outra filha antes de se divorciarem em 1962.

Laurene Powell-Jobs

Durante uma conferência na Stanford Business School, Steve Jobs foi distraído pela presença de uma mulher linda e loira sentada na primeira fila. Após essa mesma conferência, Steve estava já dentro do seu carro, pronto para seguir para uma reunião de negócios quando pensou: “Se esta fosse a minha última noite de vida, queria passá-la numa reunião de negócios ou com aquela mulher?”. A resposta não demorou muito e Steve Jobs saiu do carro a correr, foi procurar Laurene Powell, convidou-a para jantar e a partir daí, sempre estiveram lado a lado. O casal deu o nó em Março de 1991 numa pequena cerimónia budista e, a partir desse momento, só a morte separou Steve e Laurene que viveram um casamento de felicidade, amor, amizade, respeito e cumplicidade.

Erin e Eve Jobs

O primeiro filho de Steve e Laurene foi um menino, Reed, nascido em 1991, ao qual se seguiram duas meninas – Erin e Eve, nascidas em 1995 e 1998, respetivamente. Steve Jobs admitiu que viver numa casa predominantemente feminina mudou o seu temperamento – passou de necessitar de ser acarinhado, a acarinhar as suas meninas, olhando pela sua educação e necessidades do dia-a-dia. Steve Jobs era o tipo de pai que se preocupava com a alimentação dos filhos, se viam demasiada televisão e fazia questão de estar presente nas reuniões de pais. Sobre o equilíbrio entre família e trabalho, Steve disse o seguinte numa entrevista: “Isso foi uma das coisas que se tornou mais claro com esta experiência (referindo-se ao cancro do pâncreas que batalhou durante anos e que o vitimou em 2011). Percebi que amo a minha vida. Mesmo. Tenho a melhor família do mundo e tenho o meu trabalho. E é basicamente a isso que me dedico. Não socializo muito, nem vou a conferências. Amo a minha família e adoro gerir a Apple, e adoro a Pixar. E tenho o privilégio de fazer tudo isso. Tenho muita sorte.”

Lisa Brennan-Jobs

Embora tenha negado ser pai de Lisa Brennan-Jobs durante dois anos (alegando até que era estéril!), Steve Jobs acabou por assumir a paternidade da menina que teve em 1978 com a sua namorada de liceu e de longa data, a pintora Chris Ann Brennan. Lisa viveu com Steve Jobs alguns anos durante a sua adolescência, antes de ter ingressado na Universidade de Harvard. Especula-se ainda que Steve terá batizado um dos primeiros computadores Apple (o modelo Apple Lisa) com o nome da sua primeira filha, hoje uma jornalista/escritora de sucesso.

Mona Simpson

Foi durante a década de 80 que Steve Jobs procurou e conheceu a sua mãe biológica, altura em que também recebeu a notícia de que tinha uma irmã – a escritora de bestsellers Mona Simpson. Para além de serem fisicamente parecidos, a ligação entre Steve e Mona foi imediata e, para além de irmãos, tornaram-se inseparáveis e melhores amigos. Diz-se que o seu livro “A Regular Guy” (“Um Rapaz Normal”), editado em 1997, foi inspirado em Steve. No funeral do irmão, Mona Simpson disse o seguinte: “Cresci como filha única, criada por uma mãe solteira. Porque éramos pobres e porque sabia que o meu pai tinha emigrado da Síria, imaginava que ele fosse parecido com o Omar Sharif. Eu tinha esperança que ele fosse rico e afável e que entrasse na nossa vida (e no nosso apartamento ainda por mobilar) para nos ajudar. Mais tarde, depois de ter conhecido o meu pai, tentei acreditar que ele terá mudado o seu número de telefone e não deixou a sua nova morada porque era um revolucionário idealista que procurava criar um novo mundo para os árabes. Mesmo como feminista, passei a minha vida à espera de um homem que pudesse amar e que me amasse. Durante décadas pensei que esse homem fosse o meu pai. Quando eu tinha 25 anos conheci esse homem e ele era o meu irmão”.

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