Preciso de conselhos de gaijo.

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Sofia1984
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Desde: 29.05.2010

Bom, então é o seguinte...finalmente inspirei-me aqui nos tópicos para eu mesma criar um tópico a falar da minha relação, que -para que bem se entenda- começo por dar a "cheirar" de onde veio...
Trabalhamos juntos durante 6 anos, dei-lhe formação inclusive.Não gostava dele, achava-o muito fechado no seu mundo, anti-social mesmo.Raramente o via rir com vontade. Nunca teve namoradas. Somos muito diferentes mesmo.

Estamos juntos há 2 anos, depois de um processo de lenta aproximação no trabalho...depois saídas com colegas em comum...depois conversas até às tantas na internet...depois muita força para ele tentar se abrir mais...depois uma relação minha que falhou e voilá: apaixonei-me pela pessoa que eu nunca na vida quereria assim à partida.
Aprendi a lidar com o seu lado anti-social, aprendi que as pessoas não mudam nunca certos aspectos, aprendi que nós é que temos que aprender a lidar com esses aspectos -os que menos gostamos.

Mas há coisas que sinceramente como amiga dele achei que fossem mudar para melhor com a nossa relação de namoro, mas não vejo jeitos.
Gosto do meu companheiro, fomos durante algum tempo no trabalho e somos ainda unha e carne. Não me imagino sem ele, porque gosto de muita coisa nele, e acho-o inteligente a gerir a vida, a fazer escolhas, a negociar, a pensar nas hipóteses todas...enfim.Gosto dele sobretudo porque sinto-me bem por ter ao meu lado uma pessoa não que me faz feliz, mas que me faz sentir que sou feliz. Não nos falta nada. Temos já um filho que foi planeado. E não me arrependo de nada até hoje.Estou certa de que tb ele gosta de mim e não se imagina sem mim. Não porque ele o diga... mas pela nossa história em si.Acho que ele percebeu que me deu trabalho suficiente para não querer voltar a passar por tudo outra vez com outra pessoa.Não estou armada em importante: acho mesmo que é dificil uma mulher gostar dele sendo ele como é.

No meio de muita coisa que consegui encaixar,falta-me uma:
ou aprender a lidar com o facto de ele ser uma pessoa desprendida de sentimentalismo, ou conseguir que ele perceba que dar um abraço não vem a calhar só quando alguém morre, ou quando fazemos as pazes de alguma discussão.
Ou aprender a aceitar o seu jeito desapegado de afecto, ou conseguir que ele perceba que uma relação precisa de tempo a dois, precisa de compartilhar tarefas, compartilhar carinho, compreensão.

Dá-me a sensação de que ele não se apercebe que gostava de um pouco mais de cumplicidade, de momentos a dois...então faço questão de lho pedir. Mas acaba sempre em "discussão", como se ele tivesse eternamente a lutar para não mostrar mais afecto do que aquilo, mais amor do que aquilo, mais carinho do que aquilo.

Muitas vezes enquanto amigos ele me dizia "prefiro não me iludir muito com as pessoas, porque assim se estas me decepcionarem, nunca tenho um choque tão grande como se tivesse confiado plenamente nelas".
Eu respondia: "mas então quando é que te vais dar ao prazer de sentir verdadeiramente a felicidade de ter um amigo/a do coração a quem poderás confiar tudo, quando é que vais deixar-te sentir a plenitude de amares e ser amado sem reservas?"
e ele dizia sempre: prefiro guardar sempre um pouco de mim para se houver lugar a uma decepção.

Não compreendo isto. Para mim é viver com uma visão deprimente acerca da desilusão em si.Passa a vida a defender-se do que ainda não aconteceu, e isso prejudica um pouco a nossa relação, como devem calcular. Está sempre de pé atrás em tudo, sempre desconfiado das intenções dos outros.
É filho unico, teve a vida tranquila de mamã a fazer-lhe tudo, teve segurança...será que lhe faltou carinho e agora lhe custa tanto dar?

Como devo agir perante esta atitude? Devo reivindicar mais entrega da parte dele ou simplesmente encarar isto como a sua forma de ser (mesmo que me cause estranheza que eu acredite na nossa relação de uma forma que duvido que ele alguma vez vá acreditar)?

Parece que não sabe lidar com amor de homem/mulher... só saberia continuar a ser amigo.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Aniinhas
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Desde: 03.11.2011
Sofia

Espero não te desiludir.
São 4 da manha e vim ao forum, para encontrar respostas para um pergunta semelhante á tua.
Estou casada há 10 anos e tenho 2 filhos. O meu marido é exactamente mas tão perfeitamente exacto como descreves o teu companheiro que até me arrepiei ao ler. COnfesso que por momento pensei que estava a falar do meu marido.
E como disse, vim ao forum porque ...me cansei. Porque me cansei de uma relação de amizade, transformada em amor-odio. Os filhos crescem e preciso de atenção redodrada embora pensemos que não mas em todas as idades, nos pais temos de estar lá.
Esse abraço que se necessita não so quando morre alguem desejo o dias, noites a fio e chego a passar semanas em o ter, até mesmo quando o peço, porque muitas vezes desse pedido surge uma discussão.
POrque não houve tempo, para terminar um assunto no trabalho e a cabeça vem a rebentar e porque afinal ainda temos de ajudar os miudos a fazer os trabalhos da escola...e dps ...dps ele senta-se em frt a tv a consumir informação importante ( que por vezes me atira a cara a dizer que sou burra por não a ter consumido, aprendido e interiorizado)enquanto eu passo 2 longas horas de pé a engomar roupa. Caio exausta na cama, mas não me esqeuci do abraço ...mas ...ele esqueceu -se até porque por norma quando la chego ele ja ressona.
Desenvilvi capacidades domesticas e outras para não o incomodar de forma que eu propria me sinto inferior a ele. Diminuida. Mas ele ...na minha optima tornou se ingrato. li algures que os homens tambem precisam de carinho ... ahh e eu não dou? Carinho não é so sexo. Mas ele tambem não sabe distiguir.

Desculpa Sofia que o meu desabafo já vai longo.
Reproduzo as frases que mais me marcaram do teu texto:
"uma pessoa não que me faz feliz, mas que me faz sentir que sou feliz"
ISTOA MIM PARECE UM VERDADEIRO PARADOXO, DAQUI A UNS ANOS VAIS PERCEBER É BEM MAIS INPORTANTE SER QUE PARECER!
"acho mesmo que é dificil uma mulher gostar dele sendo ele como é"
EU PENSO O MESMO DO MEU, MAS ACREDITA O MAIS IMPORTANTE ÉS TU E A TUA FELICICADE, ACHA QUE PODERA HAVER OUTRA PESSOA PARA ALEM DELE QEU GOSTE DE TI COMO ÉS?
"Passa a vida a defender-se do que ainda não aconteceu" E TU? ESTA NO MESMO BARCO DELE? VAIS VIVER A TUA VIDA HOJE OU VAIS DEIXAR PRA AMANHA???

Como te disse espero não te decepcionar.
A vossa relação é diferente. Está no inicio e tu pareces ser uma pessoa muito mais coerente que eu, aprente emtne pela forma como escreves.
Eu ...decidi ...decido ...ter coragem ...para ser definitivamente feliz apenas a 3 eu e os meus filhos.

TFG
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Desde: 01.05.2011
...
Sofia1984 escreveu:

Ou aprender a aceitar o seu jeito desapegado de afecto, ou conseguir que ele perceba que uma relação precisa de tempo a dois, precisa de compartilhar tarefas, compartilhar carinho, compreensão.

Dá-me a sensação de que ele não se apercebe que gostava de um pouco mais de cumplicidade, de momentos a dois...então faço questão de lho pedir. Mas acaba sempre em "discussão", como se ele tivesse eternamente a lutar para não mostrar mais afecto do que aquilo, mais amor do que aquilo, mais carinho do que aquilo.

Não compreendo isto. Para mim é viver com uma visão deprimente acerca da desilusão em si.Passa a vida a defender-se do que ainda não aconteceu, e isso prejudica um pouco a nossa relação, como devem calcular. Está sempre de pé atrás em tudo, sempre desconfiado das intenções dos outros.
É filho unico, teve a vida tranquila de mamã a fazer-lhe tudo, teve segurança...será que lhe faltou carinho e agora lhe custa tanto dar?

Parece que não sabe lidar com amor de homem/mulher... só saberia continuar a ser amigo.

Sofia1984, não sou gajo, desculpe Sorriso , mas posso dar o meu testemunho de gaja.

Já tive uma relação muito parecida com a sua. Ao ler o seu texto, passou-me mesmo pela cabeça, "tal e qual, será que é o mesmo"? Incrível.

Foi uma situação complicada, porque tive muita dificuldade em sequer conhecer essa pessoa. Não se dava a conhecer. Era muito fechado, falar de sentimentos era quase impossível, como se fosse tabu, falar de coisas sérias, compromisso, relação, muito complicado e tenso. Aliás, a relação terminou precisamente porque da parte dele não havia vontade de assumir a relação, sob pretexto de vir a sofrer com isso. Por isso, acabámos, afastou-se repentinamente de mim. Como tinha medo que as coisas não corressem bem e viessem a acabar, acabou-as mesmo antes de começar. Assim não sofreu. Ele, claro!

Enfim, não soube lidar muito bem com a situação. A muito custo aceitei o afastamento, olhando a todos os minutos para o telemóvel durante muito tempo, na esperança de... Mas, hoje, vendo as coisas à distância, e conhecendo-me como conheço, não ia conseguir ser feliz. Viver na dúvida constante nunca me ia permitir ter estabilidade emocional, que é algo fundamental para mim: saber que está tudo bem na relação, e simplesmente não me ralar com isso a todo o momento.

Lamento não poder ajudar, mas penso que o "como agir" depende muito da nossa forma de ser e o que precisamos para ser felizes. Para uma pessoa tão reservada e que parece que todos os actos e manifestações de sentimento são controlados e racionalizados tenho sérias dúvidas se uma reivindicação de maior entrega resulta.
Contudo, não posso fazer juízos de valor, cada pessoa e contextos são diferentes.

Quando lhe fala nesse assunto, falando de forma calma e sem muita pressão, a reacção é sempre discutir? Existe alguma manifestação de pelo menos entender a sua posição? Admite que é reservado e que tem dificuldade ou que simplesmente não gosta ou não sente necessidade de estar "sempre" a abraçá-la, etc.? Existem pessoas que não gostam de muitos "agarranços", mais desprendidas, e há que respeitar esse espaço, mas... há limites, não é? Complicado.

Sofia1984
Retrato de Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
.

Não sintam que ao dar-me a vossa opinião poderei ficar triste ou decepcionada.
Sei bem que as opiniões poderão de certa forma por-nos a pensar nas coisas vistas por outras prespectivas, mas isso para mim é positivo, porque encontro nas vossas histórias pontos em comum com a minha, mas algumas diferenças. Mesmo que a historia fosse exactamente igual -e isso nunca acontece- quem está do outro lado é diferente! O que me fascina na possibilidade de partilhar este aspecto da minha vida é possivelmente encontrar uma forma de me conseguir readaptar todos os dias.
Sinto que gostamos muito um do outro, já dependiamos antes de estarmos juntos... a qualquer lado que fossemos com amigos se ele n fosse nao era a mesma coisa, e se eu nao fosse logo ele mechamava, insistia pra ir, etc. Eramos cola mesmo. Com o inicio do nosso relacionamento apercebi-me q as coisas eram melhores do que eu poderia imaginar, mas mesmo assim sinto que não há uma total entrega, porque acho que ele não sabe ser tao bem namorado como era amigo.
Para mim é impensavel separarmo-nos.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Konigvs
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Desde: 21.10.2011
Bom eu seu gaijo Achei

Bom eu sou gaijo Sorriso
Achei interessantíssimo o teu testemunho, aliás tenho lido aqui vivências da "vida de casado" muito interessantes para um gaijo solteiro como eu Espertalhão aliás não fariam nada mal a muito boa gente que planeia casar/viver junto porque muitas vezes não têm bem a noção do outro lado da coisa.

Bom aquilo que te aconteceu eu descreveria com sendo o "amor-amizade", que a meu ver este será um dos amores que mais probabilidades terá de ter sucesso. Não são paixonetas fugazes por uma gaija(o) toda boa, etc etc. São relações de confiança mútua e companheirismo que se vão solidificando e quando a pessoa dá conta não consegue viver sem a outra pessoa.

Tens toda a razão quando dizes que não se consegue mudar certos aspetos nas pessoas. Nós podemos "moldar" algumas coisas. Tu podes fazer com ele não deixa a tampa da sanita levantada Sorriso mas naquilo que é a essência de uma pessoa isso ninguém mudará, e nisso é bom que ninguém tenha ilusões. Muda-se por vezes temporariamente quando "dá jeito". Ok isto pode ser uma visão demasiado fechada, eu acredito que sim que há pessoas e temos exemplos de pessoas que mudaram nas suas vidas, mas traços muito vincados de personalidade duvido.

No que se refere ao afeto há pessoas que crescem com alguns bloqueios. Lembro-me de um caso que me contaram que um jovem (20 anos na altura) falava à pessoa que me contou que os pais nunca lhe deram carinho. Ele queixava-se que os pais sempre tiveram muito dinheiro e lhe davam tudo, mas a mãe (e o pai) eram incapazes de lhe dar um beijo. E ele achava que se tornou num adulto carente e frio por causa disso. Isto é só um exemplo!

Quando dizias que ele diz que, e já to dizia quando eram amigos - e aí ele nunca te "enganou" - que não se entrega totalmente porque não se quer dececionar. Isso lembrava-me uma conversa que tive com um amigo meu aqui há uns 5 anos, em que passado um/dois anos de uma separação de um namoro longo (7/8anos)ele me dizia "não volto a mergulhar de cabeça. Um dias destes volto a conhecer alguém dou tudo de mim, e um dia ela lembra-se e levo outro pontapé no cu. Isso não vai voltar a acontecer."

O teu companheiro é defensivo, desconfiado e depois isso traduz-se também nos afetos. Como agir? Ele não dá tanto quanto querias, dás tu Piscar o olho
Exemplo parvo: um gato nunca vai ser um cão! Um cão adora o dono, anda sempre atrás de nós e adora-nos. Um gato não. É mais independente e precisa da sua escapada para caçar. E nunca ninguém conseguirá transformar o cão em gato, nem o gato em cão.
Como também um passivo há-de ser sempre um passivo e não tomar a iniciativa e ficar no seu canto como aquele aluno que nunca responde na aula como medo de errar, assim como um manipulador há-de ser sempre um manipulador que usa a falsidade para conseguir o que quer.
Assim como o teu companheiro também nunca será a pessoa mais otimista do mundo, nem confiante e carinhosa do mundo porque essa não é a sua "alma".

Tens simplesmente de amá-lo como ele é Sorriso

"Tudo o que é preciso na vida é ignorância e confiança; depois, o sucesso está garantido."

Aniinhas
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Desde: 03.11.2011
Mas a questão Konigvs

é que a Sofia diz que ele não a faz feliz, apenas a faz sentir feliz. Não é um sentimento ABSOLUTO, mas sim relativo.
Não a preenche na totalidade.
É a essencia dela contra a dele. Não se adpata a ele e assim não conseguirá viver feliz ... ter uma vida completa.

è verdade que nunca se é completamente feliz, mas tambem nunca se "AMA DEMAIS" e ...SOfia tu ama-lo ...DEMAIS?
ou simplesmente AMA-LO?

angel.espiritua...
Retrato de angel.espiritualidade
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Desde: 14.04.2011
dar e receber carinho
Sofia1984 escreveu:

No meio de muita coisa que consegui encaixar,falta-me uma:
ou aprender a lidar com o facto de ele ser uma pessoa desprendida de sentimentalismo, ou conseguir que ele perceba que dar um abraço não vem a calhar só quando alguém morre, ou quando fazemos as pazes de alguma discussão.
Ou aprender a aceitar o seu jeito desapegado de afecto, ou conseguir que ele perceba que uma relação precisa de tempo a dois, precisa de compartilhar tarefas, compartilhar carinho, compreensão.

Há muitos homens assim, que não sabem dar nem receber carinho. Não são todos, mas são muitos.

Eu próprio era assim, aborrecia-me qualquer gesto ternurento que durasse mais de vinte segundos, achava que havia coisas mais importantes a fazer. Entretanto passei por muitas coisas dolorosas, e aprendi aos poucos a abrir-me. Mas isso só aconteceu depois de muitos anos, e de bastante sofrimento ...

Sofia1984 escreveu:

Passa a vida a defender-se do que ainda não aconteceu

Este comentário seu parece-me muito acertado, é isso mesmo que ele está a fazer.

Quanto a mudá-lo, o meu conselho é não pressioná-lo a mudar. Ninguém consegue mudar outra pessoa, a não ser que a outra pessoa esteja preparada para a mudança. A vida, com os seus altos e baixos, encarrega-se de prepará-lo. Mas esteja sempre pronta a apoiá-lo e ajudá-lo a mudar, a abrir-se, sempre que apropriado. Entretanto, deve dar-lhe amor, mais nada.

Mas há coisas que pode mudar em si própria, e por vezes o que nós mudamos em nós próprios provoca mudanças nos outros. Aconselho um processo de auto-análise e de auto-conhecimento. Questione cada acto seu, questione-se quanto às motivações das suas atitudes, observe as suas próprias emoções. Será que a Sofia é demasiado apegada a ele ? Será que tem demasiado medo do futuro, da insegurança ? Se for caso disso, e se conseguir ultrapassar os seus próprios medos/receios/apegos, a atitude dele poderá mudar.

Carr
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Desde: 10.08.2011
...

Isso são traços da personalidade, como disseste e bem nao vao mudar.

Nao entendo muito bem o tópico.. no principio falas de como aceitas a maneira dele... depois do final, queixas-te e nao te conformas.

Eu tenho uma teoria, que é a teoria da infancia marca mesmo. Uma pessoa que sofreu abusos sexuais em criança, vai ter tendencia a ser promiscua e a banalizar sexo e banalizar o q lhe aconteceu. Uma pessoa que sofreu violencia fisica em criança vai ter tendencia a bater aos filhos em adulta e a banalizar a violencia fisica como forma de educação e assim, banalizar o q lhe aconteceu. Uma pessoa que foi abandonada/desprezada em criança vai ter tendencia a abandonar/desprezar os outros em adulta como forma de banalizar o q lhe aconteceu. É uma forma de a pessoa banalizar coisas graves, as vezes traumaticas, e assim se proteger um bocadinho mais, porque está a (tentar) dar menos importancia ao q lhe aconteceu. E faz isto tudo de forma inconsciente.

Por isso, se dizes q o aceitaste tal como ele é.. porque agora ages como se não te conformasses? Como se o quisesses mudar? Se a maneira de ser dele te magoa (e se ele é assim, creio q sabes q nao o faz de forma consciente pra te magoar), porquê procurar problemas por aí? Ou existem OUTROS problemas?...

Sofia1984
Retrato de Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
b
angel.espiritualidade escreveu:

Quanto a mudá-lo, o meu conselho é não pressioná-lo a mudar. Ninguém consegue mudar outra pessoa, a não ser que a outra pessoa esteja preparada para a mudança. A vida, com os seus altos e baixos, encarrega-se de prepará-lo. Mas esteja sempre pronta a apoiá-lo e ajudá-lo a mudar, a abrir-se, sempre que apropriado. Entretanto, deve dar-lhe amor, mais nada.

as vezes conversamos na boa sobre aspectos da nossa personalidade, tanto os bons como os maus.Embora seja eu que arranje sempre conversa, quando acontece alguma cena que achei mal, como por exemplo, passarmos pelos vizinhos eles cumprimentarem-nos aos dois mas apenas eu os saudar, reclamar contra alguem q lhe businou com razao, etc...gosstava que ele fizesse mais isto comigo tambem. que me fosse dizendo quando tb ele achou mal eu fazer alguma coisa... as vezes zangamo-nos porque ele acha que como não faz considerações sobre o meu feitio, eu perco imediatamente o direito de o fazer c ele.

angel.espiritualidade escreveu:

Mas há coisas que pode mudar em si própria, e por vezes o que nós mudamos em nós próprios provoca mudanças nos outros. Aconselho um processo de auto-análise e de auto-conhecimento. Questione cada acto seu, questione-se quanto às motivações das suas atitudes, observe as suas próprias emoções. Será que a Sofia é demasiado apegada a ele ? Será que tem demasiado medo do futuro, da insegurança ? Se for caso disso, e se conseguir ultrapassar os seus próprios medos/receios/apegos, a atitude dele poderá mudar.

nao sei se faço introspecção que chegue...mas faço muita!penso muito nas coisas, em como poderei ser melhor pessoa, em como poderei ser melhor companheira.
se sou demasiado apegada a ele? concerteza que sim! se tenho medo do futuro? nao!devo ser das poucas pessoas que conheço que nao tem medo de ficar velha, pois tenho a certeza de que cada estágio da minha vida será um contributo para a minha aprendizagem e para a minha evolução!
de resto gosto dos nossos momentos a dois como tb gosto dos meus sozinha.
Mas ha alturas que uma pessoa anda doente ou mais triste por causa do trabalho, ou com um problema familiar...era nessas alturas que eu gostava que ele se solidarizasse mais comigo, que me desse mais "colinho"...nessas alturas nao quero ficar sozinha, queria mais atenção...acho isto normal!mas ele é como no resto dos dias: parece não saber a importancia que tem para mim, apesar de eu lho lembrar varias vezes...

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

angel.espiritua...
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Desde: 14.04.2011
colinho
Sofia1984 escreveu:

Mas ha alturas que uma pessoa anda doente ou mais triste por causa do trabalho, ou com um problema familiar...era nessas alturas que eu gostava que ele se solidarizasse mais comigo, que me desse mais "colinho"...nessas alturas nao quero ficar sozinha, queria mais atenção...acho isto normal!

Claro que é normal querermos "colinho" por vezes.

Pelos vistos, o seu namorado tem um bloqueio emocional, não consegue comunicar com sinceridade, tem dificuldade até em comentar (ou ouvir comentários) sobre os traços da personalidade dele. Ele precisa de aprender a amar e a ser amado, a dar e a receber, de abandonar esta postura defensiva permanente.

Mas este tópico não é sobre ele, é sobre si, sobre como a Sofia deve comportar-se nesta situação. Como já disse, não acho boa ideia insistir em mudar o feitio do companheiro. Apoiá-lo se ele começar a mudar sim, mas pressioná-lo não.

Não sei se já experimentou fazer meditação. Eu, quando medito, tenho a sensação de receber o tal "colinho", tenho uma sensação de plenitude que depois, no dia-a-dia, faz-me necessitar menos do carinho das pessoas próximas. Deste modo, consigo dar amor e carinho sem exigir (quase) nada em troca. Neste site pode encontrar alguns exercícios simples de meditação
http://alexandrasolnado.com/index.php?location=12&...

liliana_gaio
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Desde: 25.03.2011
.

Respondendo de uma forma muito simplificada, quase que "metaforizando"...

Nós não mudamos ninguem, mas ensinamos coisas às pessoas.
Primeiro tens que o ensinar a "receber carinho".

Eu própria nunca cresci com muitos "abracinhos" beijinhos ou ou muito colo. A minha mãe não me queria habituar mal, mas hoje em dia, falando nisso (quando dou 1 beijo mais espontâneo e ela estranhando), diz-me ela que era eu que não queria. E sempre me chamaram de "arisca".

Em algum ponto do meu crescimento, e talvez mais nos últimos anos, depois de ter passado a "bravura"/"fortaleza" dos 20's, aos 30's algo mudou. Choro quando tenho que chorar e aceito melhor e dou muito carinho.

Tinha um ex que quando o abraçava rematava a coisa com "vá, vá!", como quem diz "está bom". Mas eu sei que ele gostava. Mas não estava habituado. E acabava por o fazer mais vezes, por ele ficar sem jeito e eu achar graça.

Não sei dizer com quem passei a ser mais carinhosa, mas a dada altura, fiquei. Talvez a maturidade, o espírito maternal com que acolhemos as pessoas frágeis em nosso redor... talvez as crianças e a "queda" dos meus avós me tenha amolecido muuuuito.

Seja como for, não é impossível. E não é que ele não goste. Mas antes de dar, acho que vai ter que aprender a receber. só aí ele poderá compreender o que tu sentes, quando é ele a dar.

Dá muito, sem nunca te esqueceres de ti. Irrita-me um bocadinho ter que fazer "jogo" numa relação em que já "estamos", mas parece que é mesmo assim que a coisa funciona, portanto, de vez em quando, tira-lhe o previlégio. Aos poucos a coisa vai lá.

Há uma coisa que uma amiga minha muito RP que eu tenho me dizia era "não é com vinagre que se apanham moscas".
Lembro-me disto muitas vezes.

Liliana

_Bruno_
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Desde: 22.05.2011
Olá Sofia, Entendo

Olá Sofia,

Entendo perfeitamente como se sente o teu companheiro. Eu tb entreguei-me muitas vezes ( até podes ler sobre o que sofri no tópico que tenho cá ) e sofri enormes decepções. Por isso, acho que deves respeitar esse jeito de ser dele. Foi a maneira que ele encontrou de poder lidar com o mundo. Penso que o teu companheiro é extremamente inteligente e que deve ter sofrido algum tipo de decepção no passado que o marcou de tal forma que teve de se proteger com esse mecanismo. Tens de ter paciência e aceitar esse mecanismo. Isso não significa que não goste verdadeiramente de ti. Beijos e espero que as coisas melhorem.

Sofia1984
Retrato de Sofia1984
Utilizador offline. Visto pela última vez há 5 h 1 minuto. Offline
Desde: 29.05.2010
.
_Bruno_ escreveu:

Olá Sofia,
Entendo perfeitamente como se sente o teu companheiro. Eu tb entreguei-me muitas vezes ( até podes ler sobre o que sofri no tópico que tenho cá ) e sofri enormes decepções. Por isso, acho que deves respeitar esse jeito de ser dele. Foi a maneira que ele encontrou de poder lidar com o mundo. Penso que o teu companheiro é extremamente inteligente e que deve ter sofrido algum tipo de decepção no passado que o marcou de tal forma que teve de se proteger com esse mecanismo. Tens de ter paciência e aceitar esse mecanismo. Isso não significa que não goste verdadeiramente de ti. Beijos e espero que as coisas melhorem.

Olá Bruno,

sei que a nivel amoroso ele nunca teve ninguém. Eu não sou a primeira paixão dele, mas sou a primeira namorada e a mulher com quem ele teve um filho.
É filho único, sempre teve facilidades em casa, não tem problemas familiares e toda a gente em casa o considera inteligente. Procuram-no inclusive para algumas ocasiões em que é preciso tomar decisões.
Foi um aluno razoável, tinha alguns amigos e colegas na escola que ainda hoje o convidam para encontros.
Sempre foi um trabalhador de quem nunca tiveram queixas a nivel de trabalho.
A unica recomendação que os seus superiores lhe dão SEMPRE é no sentido de ele não se isolar tanto.
Para dois supervisores lhe darem este mesmo conselho em jeito de "queixa" em locais de trabalho diferentes, é porque de facto algo ele tem de errado com o mundo.
A unica coisa que houve de traumático na vida dele foi uma série de intervenções cirúrgicas a que foi submetido desde os seus 3 anos de idade até aos 8 devido a um problema motor com que nasceu.
Ás vezes até dou comigo a pensar que 7 ou 8 anestesias gerais lhe tenham afectado de alguma forma alguma coisa a nivel cerebral...ele tem mesmo muitas dificuldades em interagir com pessoas, expressar opiniões e até em recordar-se de algumas coisas. É um pouco estranho às vezes.

Só tento perceber de onde vem isto. Se é algo orgânico ou se é algo que tenha uma origem bem definida...quando descobrisse a resposta a este enigma talvez me fosse mais fácil "aceitar", mas garantidamente penso que o melhor para ele( na vida dele) e para nós enquanto casal, seria melhor que ele corrigisse a sua postura perante o mundo em muitas situações.

Até porque é complicado para ele perceber onde é que está o problema na maneira de ser dele. Isto é grave: é o mesmo que (dramatizando) um serial killer se achar normal. Quando falamos sobre isto ele acha que é normalíssimo ser assim anti-social, não mostra interesse em trabalhar a comunicação com os outros nem parece perceber em que medidas é que isto afecta a sua relação com os outros.

Eu posso ser estúpida: mas se mo chamarem à cara podre eu vou, no minimo, querer saber o porquê da pessoa achar aquilo. Não?

Já dei comigo a pensar que a dificuldade dele em auto analisar-se tem a ver com o estreito numero de pessoas com quem ele se relacionou na vida (paixonetas e amigos /colegas). Este afastamento do mundo levou a que quase ninguém lhe conseguisse ter "acesso", e quando as pessoas não estão "acessíveis" não são amadas, mas também não são criticadas, então a tua personalidade pode construir-se em cima de uma enorme solidão interior...

já não sei nada...

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
.
liliana_gaio escreveu:

Respondendo de uma forma muito simplificada, quase que "metaforizando"...
Nós não mudamos ninguem, mas ensinamos coisas às pessoas.
Primeiro tens que o ensinar a "receber carinho".

Ensinar a receber carinho. Eis uma coisa a que sempre o habituei. O problema parece ser, aparentemente, eu achar normal esse carinho ser muito bem retrubuido! Até pode ser erro ser assim, mas a verdade é que custa muito quando temos certas atenções com alguém que amamos, e depois quando esperamos que a pessoa retribua, ela não faz nada.
Quando engravidei passamos o dia do pai e da mãe "grávidos". No dia do pai falei-lhe que a partir de agora ele ia comemorar esta data, lembrei-o das coisas que faziamos na primaria para os nossos pais nestes dias, e que daqui a uns aninhos era o nosso filhote que ia fazer para nós, desejei-lhe feliz dia o pai (porque ele já era pai, a meu ver, embora o filhote ainda estivesse na barriga), ele até gostou, riu-se embevecido...depois disto achei que ele tivesse percebido q embora eu ainda não tivesse o nosso menino nos braços também já me considerava mãe, no entanto no dia da mãe ele nem se lembrou de nada, e então falei-lhe "fogo, nem te lembraste de me desejar feliz dia da mãe"...e ele muito friamente respondeu que "eu ainda não era mãe, só para o ano que vinha." Respondi-lhe que a meu ver tanto eu como ele já eramos pai e mãe, e que embora na barriga já tinhamos que cuidar do nosso bebé. Fiquei mesmo triste, porque sei que ele n desejou feliz dia da mãe não por achar que eu não era mãe ainda -como ele respondeu- mas porque não dá importância nenhuma a certas coisas. Calculo que mesmo no proximo dia da mae ele se va lembrar disso...Tenho imensa pena por isto. Gostava de o sentir mais "ligado". Gostava de poder falar abertamente destes assuntos com ele sem que ele se comece logo por defender, arranjando desculpas para os seus comportamentos e atitudes que nem ao diabo lembra.

liliana_gaio escreveu:

Seja como for, não é impossível. E não é que ele não goste. Mas antes de dar, acho que vai ter que aprender a receber. só aí ele poderá compreender o que tu sentes, quando é ele a dar.
Dá muito, sem nunca te esqueceres de ti. Irrita-me um bocadinho ter que fazer "jogo" numa relação em que já "estamos", mas parece que é mesmo assim que a coisa funciona, portanto, de vez em quando, tira-lhe o previlégio. Aos poucos a coisa vai lá.

Nunca deixei de lhe dar carinho apesar de por vezes ter vontade...como se me quisesse "vingar" e fazê-lo sentir o que as vezes sinto. Mas ele não sente. Se eu porventura andar mais calada com coisas na cabeça, alguma preocupação...ele não pergunta o que se passa. Fica calado, tende a afastar-se, edói porque às vezes quando mais preciso dele...ele não está lá para mim.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Sofia1984
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angel.espiritualidade escreveu:

Pelos vistos, o seu namorado tem um bloqueio emocional, não consegue comunicar com sinceridade, tem dificuldade até em comentar (ou ouvir comentários) sobre os traços da personalidade dele. Ele precisa de aprender a amar e a ser amado, a dar e a receber, de abandonar esta postura defensiva permanente.

Mas este tópico não é sobre ele, é sobre si, sobre como a Sofia deve comportar-se nesta situação. Como já disse, não acho boa ideia insistir em mudar o feitio do companheiro. Apoiá-lo se ele começar a mudar sim, mas pressioná-lo não.

Queria que este tópico fosse na medida do possível uma forma de eu ver as coisas por outros prismas, por isso é fundamental que eu leia sobre o que osoutros acham que pode causar este desligamento da parte dele, a par de como devo ser com ele.
Não vim aqui deixar um testamento para que a partir desse momento as pessoas me passassem a mão pela cabeça, tivessem pena de mim ou tão pouco me dessem razão.

Aquilo que busco é muito mais do que simplesmente consolo. Porque eu não me conformo com consolo, e busco SEMPRE soluções para os problemas. E isto é um problema para mim.
Quero ou conseguir perceber uma brecha no meu comportamento que me permita abstrair-me do feitio dele -seja ele qual for- ou, melhor ainda, conseguir no final disto tudo ser capaz de o levar a mudar mesmo. Para o meu bem e felicidade, mas garanto: sobretudo da felicidade dele.
Penso que ele seria muito mais feliz com ele mesmo e com o mundo se fosse mais aberto para o mundo e é acreditando puramente no que digo que gostava que ele mudasse.
Nesse dia eu ia ser, também, uma pessoa mais feliz ainda.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

angel.espiritua...
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frieza
Sofia1984 escreveu:

Nunca deixei de lhe dar carinho apesar de por vezes ter vontade...como se me quisesse "vingar" e fazê-lo sentir o que as vezes sinto. Mas ele não sente. Se eu porventura andar mais calada com coisas na cabeça, alguma preocupação...ele não pergunta o que se passa. Fica calado, tende a afastar-se, edói porque às vezes quando mais preciso dele...ele não está lá para mim.

Sendo assim, tem a certeza que quer continuar a viver ao lado dele ?

Sofia1984
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angel.espiritualidade escreveu:
Sofia1984 escreveu:

Nunca deixei de lhe dar carinho apesar de por vezes ter vontade...como se me quisesse "vingar" e fazê-lo sentir o que as vezes sinto. Mas ele não sente. Se eu porventura andar mais calada com coisas na cabeça, alguma preocupação...ele não pergunta o que se passa. Fica calado, tende a afastar-se, edói porque às vezes quando mais preciso dele...ele não está lá para mim.

Sendo assim, tem a certeza que quer continuar a viver ao lado dele ?

Sorriso sim, e digo isto de coração. Não tive um exagero de namorados (4 além deste actual lol) mas foram os suficientes para me fazer perceber que os defeito irão sempre existir. Se não for do cú é das calças, como eu costumo dizer.

Na minha ultima relação antes desta, achei tudo perfeito. Perfeito até demais. Tinha um namorado que se preocupava comigo, que me mimava, preparava jantar, fazia massagens, era romantico...enfim. Além disso era giro! Bastante mesmo. Só que na hora da verdade revelou-se um verdadeiro "encostado", trabalhar não era com ele, aos 30 anos ainda não se sentia pronto para trabalhar, portanto fazer planos a longo prazo com alguém assim era missão impossível.
Por isso estás a ver...

Resolvi investir nesta relação porque acho o conjunto uma coisa que apesar dos dias maus, me agrada. Apesar de tudo o que odeio nele, a verdade é que isso também faz parte dele. Luto é por uma boa forma de o fazer ser um pouco mais "flexivel" na visão dura que ele tem da vida, das coisas em geral. É sempre tudo muito "recto", é descrente, pessimista, tem que ser lembrado constantemente que a vida não se passa apenas com pedras nos nossos sapatos.

Tento perceber o porquê de ser tão "pé atras", e ia dar-me muito prazer vê-lo ir ficando diferente de dia pra dia, quem sabe com mais motivos para não ser tão pessimista, tão "pra baixo".
Quero ensina-lo a ser mais feliz, se é que a vida me permite tal missão.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

ella
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Sofia, nem toda a gente 'e

Sofia, nem toda a gente 'e romantica, carinhosa, e nem todo o mundo sabe expressar o que sente...
Ha pessoas que detestam melguises e lamenchices... pessoas que interiorizam as coisas, pessoas que sentem-se bem sozinhas mas que mesmo assim gostam dos companheiros.
Eu sou mulher mas fico sem jeito para certas expressoes de afecto em publico, cresci assim... os meus pais amam-me imenso mas nunca foram de dar mimos, davam a maneira deles, a cuidar de nos e a sacrificarem-se por n'os e isso 'e o que eu entendo por amor.
Os meus avos tbm nao eram de expressar afecto, e isso de beijoqueiros nao eram com eles...
Faz dias eu atendia o telefone ao meu marido e disse: tou... e as minhas colegas acharam estranho porque acham que eu devia ter dito: ola amor...
e acabar com outra expressao carinhosa.
Fico dias sem ligar para as minhas amigas, mas nao quer dizer que nao goste delas...
Eu tento ser diferente com o meu filho e 'e muito mimado, mas nunca fui uma mulher muito meiguinha.
Mas com certeza deve haver coisas que o teu marido faz por ti com carinho, do estilo: ir buscar algo para cobrir-te quando tens frio, cuidar de ti, ouvir-te, defender-te...
H'a pessoas que nao lembra-se de nos em dias especias, mas lembram-se de nos todos os dias.
'e bom dar e receber, mas acho que deves continuar a dar afecto ao teu marido, "agua mole em pedra dura..."

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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ella escreveu:

Mas com certeza deve haver coisas que o teu marido faz por ti com carinho, do estilo: ir buscar algo para cobrir-te quando tens frio, cuidar de ti, ouvir-te, defender-te...
H'a pessoas que nao lembra-se de nos em dias especias, mas lembram-se de nos todos os dias.
'e bom dar e receber, mas acho que deves continuar a dar afecto ao teu marido, "agua mole em pedra dura..."

Claro que sim!Não tenho dúvidas em relação ao amor dele, se não aí é que era mau não é?

Sorriso

Obrigada pelo comentario!

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
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CláudiaSoares
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olá
Sofia1984 escreveu:
ella escreveu:

Mas com certeza deve haver coisas que o teu marido faz por ti com carinho, do estilo: ir buscar algo para cobrir-te quando tens frio, cuidar de ti, ouvir-te, defender-te...
H'a pessoas que nao lembra-se de nos em dias especias, mas lembram-se de nos todos os dias.
'e bom dar e receber, mas acho que deves continuar a dar afecto ao teu marido, "agua mole em pedra dura..."

Claro que sim!Não tenho dúvidas em relação ao amor dele, se não aí é que era mau não é?

Sorriso

Obrigada pelo comentario!

A tua história fez-me lembrar uma relação do meu passado.Ele também era anti social, apesar de ter colegas e amigos que o convidavam para encontros. Também não era nada dado a abraços e lamechiches, mas eu era e sempre fui. Chegamos a discutir pq eu o abraçava muitas vezes por motivo nenhum, só pq me apetecia dar miminho e receber e ele começava a dizer "és mesmo mimalha, é só mimalhices, assim pareces uma criança!" Lutei muito para ele perceber que ser assim meiguinha não fazia de mim parecer infantil ou criança, mas sim uma mulher adulta meiga e doce. A relação foi longa ainda e com o passar do tempo ele começou a ser mais meigo comigo, mas mesmo assim para mim não era o suficiente. A relação terminou devido a vários problemas de compatibilidade, este foi mais um deles, essas incompatibilidades enfraqueceram os meus sentimentos, até os matarem totalmente. No teu caso, sei que nas outras áreas são compatíveis, logo a tua história não é igual à minha. Só te queria mostrar que há pessoas que simplesmente são assim e vivem bem com isso. Acho que tens de parar de tentar mudá-lo e parar de tentar perceber pq ele é assim, pq quem não compreende tb não aceita. Tens de decidir se consegues viver bem com isso. Já disseste que pretendes continuar com ele, logo acho que só tens que perceber que é assim que é a tua relação e não pensar mais nisso.
Tb podes optar por dar carinho sem esperar receber o mesmo em troca. Ele não vai mudar, mesmo que queiras muito. Resta-te aceitá-lo.

Muitas felicidades Sorriso

Better to fail with honor than to succed by fraud

angel.espiritua...
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necessidades emocionais
Sofia1984 escreveu:

Quero ensina-lo a ser mais feliz, se é que a vida me permite tal missão.

Se vocês gostarem de cinema, uma possibilidade seria irem ver filmes que mostrem o lado mais sensível dos homens. Um filme que eu gostei muito é "Pequenas mentiras entre amigos"
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/285407_pequenas...

Mas continuo a achar que a solução passa mais pela Sofia do que pelo seu namorado. No fundo, quem iniciou esta discussão não foi ele, foi a Sofia. Concordo com a CláudiaSoares: tem de decidir se consegue viver bem com isso. Tente perceber o que a faz querer viver ao lado dele. Quais são as suas necessidades emocionais que ele preenche ? Ou são apenas aspectos prácticos, pragmáticos ?

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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angel.espiritualidade escreveu:

Tente perceber o que a faz querer viver ao lado dele. Quais são as suas necessidades emocionais que ele preenche ? Ou são apenas aspectos prácticos, pragmáticos ?

boa pergunta. uma para dormir sobre.nunca tinha colocado esta questão a mim mesma.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
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The_doctor48
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Ola Sofia e restantes membros

Ola Sofia e restantes membros deste forum.
Vi o teu topico, chamando-me a atençao, a necessidade de precissares de ajuda sobre opinioes masculinas, dai quando começei a ler fiquei perplexo por a descriçao que fazes do teu namorado ( marido ) e exactamente a descriçao que eu vejo em mim, tirando a parte do anti-social e muitas pessoas o virão certamente.
Cresci numa familia normal em que nao passava dificuldades, mas em relaçao a afectividade, carinho, atençao nada, tenho mais um irmão do qual ele foi a razao do qual eu sou hoje, pois o meu irmao que por sinal e bem formado e etc sempre foi bastante acarinhado da parte do meus pais do qual ele hoje e o que e graças a eles, pois revertendo os papeis aqui eu sempre desde a adolescencia que fui a "ovelha" negra da familia em que refugiava-me muito, se eu te disser que em todo a minha vida eu nao ouvi um gesto de carinho nem uma palavra carinhosa da partes dos quais devias ser os meus maiores ente queridos nao nunca tive um gesto de carinho da parte deles, dai crescendo uma pessoa revoltada carente e muito fria. Tive um relacionamento do qual duraram quase 3 anos do qual eu amava essa pessoa verdadeiramente, mas pela minha personalidade nao me consegui entregar totalmkente a essa pessoa, derivado a ser reservado, e senti e hoje sinto inteiramente que essa pessoa se devia de sentir inteiramente como tu, pois por vezes deviasse de questionar o porque da razao de eu ser assim tao distante e ter medo de me entregar totalmente a pessoa que amo, ate que surgiram uns problemas e nos acabamos e hoje sinto que poderia ter dado muito por essa pessoa, mas a algo dentro de mim mais forte que nao deixa, e acredita e de um mau estar muito grande ser assim, pelo menos falo por mim. Peço desculpa por algo no texto que esteja mal dito ou assim, mas e que eu nao tenho grande geito para textos.

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