Pais & Filhos

Retrato de sonia isabel c. r.
23.10.2012 | 20:26
sonia isabel c. r.:
Membro desde: 08.01.2010

O tema que venho pôr hoje à conversa é um tanto ou quanto polémico ,pelo simples facto de trazer opiniões diversas,controversas ou ausência delas devido à enorme variedade de factores em discussão.
Tem a ver com pais e filhos e suas responsabilidades uns para com os outros. Quando tento discutir isto com alguém ,não obtenho resultados ou resume-se a 'depende disto e depende daquilo'.

Aproveitando(como não podia deixar de ser) este tempo de necessidades e adversidades vamos falar de onde começa e acaba as obrigações parentais com os sustentos dos filhos.
A questão trata o seguinte, 'São os pais os responsáveis (incondicionalmente ) pelo sustento do filho mesmo que seja maior de idade, porque foram eles que escolheram trazê-lo ao mundo?'

Nós sabemos que a lei da vida é procriar. É necessário. Para dar continuidade.Quando temos um filho (por norma) é uma alegria, foi planeado e assim que o temos nos braços pensamos logo ,e sabemos, que somos a partir dali responsáveis pela educação dele, por vesti-lo ,educá-lo ,protegê-lo,mantê-lo saudável etc .Quando ele atinge a maioridade não o pomos fora de casa,mas muiita vezes desprendemo-nos um pouco de certas despesas, e vem o discurso 'já es maior faz-te a vida' 'tens bom corpo para trabalhar' 'tens que te desenrascar'. Atenção, o cenário que estou a falar não é de filhos que querem viver simplesmente as custas dos pais, é de filhos que por qualquer motivo mesmo sendo maiores não conseguem sustentar-se...

Até que ponto os laços familiares se prendem a estas responsabilidades? Vejamos,um filho maior de idade que viva com os pais e não trabalhe,quem não sabe ,vê de fora e diz logo 'que grande molengão, não quer fazer nada da vida, coitados dos pais que se esfolam a trabalhar'. Se vêem os pais desempregados e o filho trabalha dizem logo,' pois ele só tem que ajudar, são pais foram eles que o criaram ,já não podem agora é a vez do filho fazer por eles'

Não consigo ter opinião certa sobre o assunto, porque pelo menos no meu seio familiar mesmo que humilde, não me disseram agora es maior vai trabalhar,ou e preciso dinheiro contribui faz te a vida.Também nunca fui pedir 'batatinhas' ,desde que sai de casa mesmo que precisasse nunca lhes exigi qualquer ajuda nem dinheiro. No meu caso torna-se dificil.
Há quem defenda que após a maioridade ,um filho não deve cobrar mais nada aos pais,deve sustentar-se e mais tarde caso necessário até ajudá-los a eles pois foram eles que o sustentaram 18anos.
Outros defendem que são os pais os responsáveis pois eles decidiram ter o filho ,ele não teve escolha, e como que assinam assim um trato 'vitalicio' que é o de pôr um ser humano no mundo e assegurar que ele tem sempre condições.
É legítimo exigir aos pais que tenham a total responsabilidade, após termos idade para trabalhar ficam isentos de sustentar o filho?
Ou será legítimo pedir que os pais tenham que assegurar sempre as condicoes de um filho por terem eles a responsabilidade de o criar?

(há casos isolados e gostava que pensassem no geral, esquecendo aqueles casos de pais que nem sequer asseguram as condicoes dos filhos em pequenos, ou os filhos que querem simplesmente viver dos rendimentos sdos pais ou aqueles que nem ajudam e ate os abandonam quando atngem a maioridade,esquecamos esses casos particulares e pensem no geral numa familia normal no meio desta crise, se é legitimo ou nao responsabilizar os pais por cuidarem dos filhos)


Retrato de Sofia1984
Ter, 23/10/2012 - 20:52
Sofia1984:
Membro desde: 28.05.2010

muito resumidamente, e esquecendo casos pontuais como falaste, acho que os pais não têm obrigação nenhuma de sustentar os filhos eternamente.
Muitos factores podem contribuir para esta tomada de decisão. A maturidade das pessoas não é igual para toda a gente com os mesmos 18 anos. Mas cabe aos pais incutir nos filhos o sentido de responsabilidade e, acima de tudo, de AUTONOMIA,que acho que é o que está a falhar em larga escala.Os miúdos no geral não se desenvecilham sozinhos para fazer coisas básicas, e isto acho que começa a ser geral. Para beberem um copo de água, pedem à mãe que lho chegue, pedem para tirar a gordura à carne e as espinhas ao peixe, com 8/9/10 anos.. para que seja o próprio filho a QUERER fazer-se à vida e viver as suas escolhas, delinear o seu percurso, fazer escolhas, atingir a tal maturidade é preciso começar desde cedo a trabalhar no treino da sua independência, em coisas mais pequenas e sem importância. Para que ele saiba que é um ser aparte dos pais e não um "membro" do corpo destes.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris
Afilhada da Joanasantosblue

Retrato de Rute.
Ter, 23/10/2012 - 21:07
Rute.:
Membro desde: 05.02.2012

"É legítimo exigir aos pais que tenham a total responsabilidade, após termos idade para trabalhar ficam isentos de sustentar o filho?
Ou será legítimo pedir que os pais tenham que assegurar sempre as condições de um filho por terem eles a responsabilidade de o criar?"

Não é legitimo exigir seja o que for dos pais, sejam eles ricos, remediados (se é que hoje em dia isto ainda existe) ou pobres. Se um ser humano consegue se sustentar sozinho acho muito bem que o faça, até para ele é o melhor pois não fica dependente de uma serie de coisas nem tem de "prestar contas" a ninguém. Agora caso este tenha um revés na vida, como tem acontecido ultimamente com milhares de jovens adultos e adultos com filhos e vidas constituídas que têm de recorrer aos pais para poderem sobreviver, nestes casos acho que não é exigência dos filhos para com os pais mas sim um sentimento dos pais que fala mais alto pois (eu não ainda sou mãe) calculo que seja muito aflitivo para um pai ou uma mãe pensarem quanto mais verem um filho a passar fome ou a ter qualquer dificuldade na vida parte destes (pais) a ajuda para com os maiores amores da suas vida os filhos. Claro que há as excepções mas a essas pessoas não chamo pais....
Com os meus pais consiga eu ou não sustentar-me sozinha , mesmo não precisando e não pedindo nada, eles vão me continuar sempre a ajudar em tudo porque eles são assim e como uma vez já me disseram “porque és nossa filha”.

Não sei se fugi ao tópico, mas penso que não. Kiss

Rute

Retrato de xarra
Ter, 23/10/2012 - 21:48
xarra:
Membro desde: 01.10.2010

Penso que exigir que os sustentem não é a melhor palavra.
Falando do meu caso, tenho 24 anos e claro que ninguém é obrigado a sustentar-me, mas não conseguindo eu arranjar trabalho, que outra solução há?
Mas também te digo, não há cá compras, não há cá saídas todas as noites e qualquer coisa que queira fazer, pergunto se posso ou se temos dinheiro.

Da mesma maneira que eu não me sinto obrigada a, se estivesse a trabalhar, ter que pagar algo para estar na minha própria casa, mas é claro, com tantas dificuldades, parte de mim mesmo querer ajudar e digo mais, a minha mãe pagou-me a licenciatura e do que depender de mim, tenciono paga-la. Não vai ser fácil e lá está, estou desempregada, mas gostava mesmo muito.

Realmente depende muito da educação e das mentalidades.
Os pais não são obrigados a sustentar mas se puderem ajudar porque não?
Se não ajudarem os filhos, vão ajudar quem?
Mas claro como eu disse, há limites e não é para se andar com saídas e luxos.

Beijocas

Editei para acrescentar: Mesmo não estando eu a trabalhar agora e eles estando-me a sustentar, faço coisas cá em casa. Passo a ferro, lavo a loiça, cozinho, limpo a casa toda...

Retrato de danielafcarvalho
Ter, 23/10/2012 - 22:46
danielafcarvalho:
Membro desde: 23.04.2012
xarra wrote:

Penso que exigir que os sustentem não é a melhor palavra.
Falando do meu caso, tenho 24 anos e claro que ninguém é obrigado a sustentar-me, mas não conseguindo eu arranjar trabalho, que outra solução há?
Mas também te digo, não há cá compras, não há cá saídas todas as noites e qualquer coisa que queira fazer, pergunto se posso ou se temos dinheiro.

Da mesma maneira que eu não me sinto obrigada a, se estivesse a trabalhar, ter que pagar algo para estar na minha própria casa, mas é claro, com tantas dificuldades, parte de mim mesmo querer ajudar e digo mais, a minha mãe pagou-me a licenciatura e do que depender de mim, tenciono paga-la. Não vai ser fácil e lá está, estou desempregada, mas gostava mesmo muito.

Realmente depende muito da educação e das mentalidades.
Os pais não são obrigados a sustentar mas se puderem ajudar porque não?
Se não ajudarem os filhos, vão ajudar quem?
Mas claro como eu disse, há limites e não é para se andar com saídas e luxos.

Beijocas

Editei para acrescentar: Mesmo não estando eu a trabalhar agora e eles estando-me a sustentar, faço coisas cá em casa. Passo a ferro, lavo a loiça, cozinho, limpo a casa toda...

Eu estou na mesma situação que tu Xarra Também tenho 24 anos e desde Fevereiro deste ano que voltei para casa dos meus pais, e como tal estou a sustentar-me, não sei se é a melhor palavra ou não, mas a verdade é que se não fossem os meus pais se calhar não tinha nada...
Claro que esta situação não é me favorável, ou melhor não é a que eu quero, já dei explicações e ganhei algum dinheiro que me permitiu comprar algumas coisas, mas não a independência...
Sinceramente acho que isto de morar com os pais principalmente quem já teve uma certa independência não é fácil, porque isto diga-se não é vida, eu como qualquer pessoa queria ter a minha vida de volta ter a minha independência, ter os meu hábitos, apesar dos meus pais darem liberdade e estar à vontade não é a mesma coisa.
Tal como a Xarra também ajudo em tudo que posso, limpo, trato de burocracias e como estou em casa todas as coisas sobram para mim...mas não me queixo acho legitimo. Claro que não há roupas novas, saídas, férias e assim.
Mas na verdade eu só queria ter a minha vida de volta e arranjar um emprego para ter a minha independência.
Há pessoas que vivem à custa dos pais, outros que são donas de casa e vivem à custa dos maridos, outras que vivem à custa do rendimento social. Acho que se os pais poderem ajudar no inicio de vida acho que não há mal, mas não estarem a sustentar toda a vida sem os filhos tentarem arranjar emprego ou estudarem.

Retrato de DMRS
Ter, 23/10/2012 - 22:57
DMRS:
Membro desde: 24.08.2009

Agora revirando um pouco a medalha: "até que ponto podem os pais exigir aos filhos que os ajudem/os mantenham quando estes já não podem ? na realidade os filhos não pediram para nascer, nem para ser filhos dos seus pais. Não é também um dever dos pais pensarem na sua velhice e precaverem-se para ela não esperando ser dependentes dos filhos na mesma?"

Respondendo à pergunta da autora (e também um pouco à que coloquei):
Pessoalmente não acho que haja legitimidade para qualquer exigência (excepto em casos pontuais), no entanto, há algo que se chama AMOR , VINCULAÇÃO e RELAÇÕES FAMILIARES e é isso que nos faz ajudar um filho caso este precise ou que nos faz ajudar os nossos pais quando eles não podem.

Desde cedo que queria a minha independência e sempre soube que assim que tivesse oportunidade iria sair de casa dos meus pais (questões pessoais) mas SEI que aquela casa também é minha: o meu pai sempre me garantiu que aquela casa é da NOSSA FAMÍLIA.
Eu cresci a aprender isto: que nós somos uma família e que a família se entre-ajuda. Eu tenho os meus atritos com os meus familiares e já tive algumas quezílias mais problemáticas, por exemplo, com a minha mãe mas se ela algum dia precisar de mim eu irei fazer tudo o que tiver ao meu alcance para a ajudar.
Porquê? porque é meu dever?! não acho...
Irei fazê-lo porque tenho um vinculo a ela. Aquele mesmo vínculo que me faz sentir segura por saber que se deixar de ter tecto ou condições a porta de casa dos meus pais se irá abrir para mim e para os meus. Da mesma forma que quando eles precisarem, a minha porta se irá abrir.
Neste momento a minha família é maior mas tenho a certeza que as portas dos meus sogros se encontram abertas para nós, da mesma forma que eles sabem que podem contar connosco.

Enquanto mãe de um menino de 3 anos espero ensinar-lhe a querer ser auto-suficiente e a lutar pelos seus objectivos mas quero que ele saiba que terá sempre a porta aberta, sempre que precisar.

A meu ver não é uma questão de obrigação mas de amor incondicional, de retribuição e de entre-ajuda.

Retrato de danielafcarvalho
Ter, 23/10/2012 - 23:13
danielafcarvalho:
Membro desde: 23.04.2012

Concordo contigo Diana S. Wink

Retrato de isucas
Qua, 24/10/2012 - 10:05
isucas:
Membro desde: 25.06.2010
Diana S wrote:

Agora revirando um pouco a medalha: "até que ponto podem os pais exigir aos filhos que os ajudem/os mantenham quando estes já não podem ? na realidade os filhos não pediram para nascer, nem para ser filhos dos seus pais. Não é também um dever dos pais pensarem na sua velhice e precaverem-se para ela não esperando ser dependentes dos filhos na mesma?"

Respondendo à pergunta da autora (e também um pouco à que coloquei):
Pessoalmente não acho que haja legitimidade para qualquer exigência (excepto em casos pontuais), no entanto, há algo que se chama AMOR , VINCULAÇÃO e RELAÇÕES FAMILIARES e é isso que nos faz ajudar um filho caso este precise ou que nos faz ajudar os nossos pais quando eles não podem.

Desde cedo que queria a minha independência e sempre soube que assim que tivesse oportunidade iria sair de casa dos meus pais (questões pessoais) mas SEI que aquela casa também é minha: o meu pai sempre me garantiu que aquela casa é da NOSSA FAMÍLIA.
Eu cresci a aprender isto: que nós somos uma família e que a família se entre-ajuda. Eu tenho os meus atritos com os meus familiares e já tive algumas quezílias mais problemáticas, por exemplo, com a minha mãe mas se ela algum dia precisar de mim eu irei fazer tudo o que tiver ao meu alcance para a ajudar.
Porquê? porque é meu dever?! não acho...
Irei fazê-lo porque tenho um vinculo a ela. Aquele mesmo vínculo que me faz sentir segura por saber que se deixar de ter tecto ou condições a porta de casa dos meus pais se irá abrir para mim e para os meus. Da mesma forma que quando eles precisarem, a minha porta se irá abrir.
Neste momento a minha família é maior mas tenho a certeza que as portas dos meus sogros se encontram abertas para nós, da mesma forma que eles sabem que podem contar connosco.

Enquanto mãe de um menino de 3 anos espero ensinar-lhe a querer ser auto-suficiente e a lutar pelos seus objectivos mas quero que ele saiba que terá sempre a porta aberta, sempre que precisar.

A meu ver não é uma questão de obrigação mas de amor incondicional, de retribuição e de entre-ajuda.

Concordo contigo! Eu acho que nestes casos não se trata de uma obrigação mas que pais e que vem o filho a precisar e não fazem nada? Ou que raio de filho não ajuda os pais quando eles também precisam?
A minha mãe diz que os pais têm obrigação de ajudar os filhos porque eles não pediram para nascer, já os filhos não tem obrigação de ajudar os pais!
Eu não concordo nada com isto. Eu já ajudei muito a minha mãe e ela também já me ajudou muito porque nem ela me suportaria ver passar necessidades nem eu suportaria o contrário por mais que esteja chateada com ela! Noto é que ela nunca me quer pedir ajuda eu é que a obrigo a aceitar mas lá está isso e por causa da teoria dela!

Retrato de Rute.
Qua, 24/10/2012 - 12:07
Rute.:
Membro desde: 05.02.2012

Também concordo com a Diana S.

Em resposta a frase da isucas "...mas que pais é que vem o filho a precisar e não fazem nada?" Por exemplo, os meus sogros não ajudam em nada mesmo sabendo que o filho precisa da ajuda deles, nem querem saber, muito pelo contrario por vezes chegaram a ter acções que posso designar de más, existem pais assim infelizmente.

Os meus pais já são diferentes ajudam mesmo quando não precisamos eu as vezes até me chateio com a minha mãe e avó por me mandarem sempre alguma coisa. Agora como precisamos mais são os meus pais que nos têm amparado(termo que acho adequado á situação)os meus pais também são dos que dizem que "os pais têm obrigação de ajudar os filhos, já os filhos não tem obrigação de ajudar os pais".
Claro que nem se pergunta se eu algum dia os vou ajudar quando precisarem porque eu gosto de estar presente(sempre quanto posso)na vida deles e sempre que precisem de mim eu estou lá e estarei sempre. Lá esta o tal sentido de família e de amor, que foi referido por aqui, é isto que faz haver uma "troca" entre pais e os filhos não de interajuda, apesar desta estar presente, mas de amor porque é por amor a nós filhos que eles o fazem.

Rute

Retrato de PatyF
Qua, 24/10/2012 - 14:05
PatyF:
Membro desde: 04.09.2009

Isto realmente dá pano para mangas!
Concordo com a resposta da Diana. Não é uma questão de dever, mas uma questão de amor, de vinculo!
As nossas acções regem-se pelo que sentimos com a pessoa em questão!
Eu acho que um pai/mãe, sente-se de alguma maneira eternamente responsavél por tudo o que acontece a um filho. Deve ser angustiante ver um filho seguir caminhos errados, sofrer..

Eu crescí aprendendo o siginificado de entre-ajuda, percebendo que as coisas não caiem do céu! Tenho plena noção que vou puder contar sempre com os meus pais, que hão-de ajudar-me sempre em tudo o que puderem, mas cabe à minha consciência perceber até que ponto devo/posso pedir-lhes ajuda.
Exemplificando, os meus pais já me ajudaram algumas vezes financeiramente, assim como eu já os ajudei quando eles precisaram e numa altura em que felizmente, eu podia.
Os meus pais utilizam muitas vezes a expressão "porque somos teus pais. Os pais é que têm que ajudar os filhos." Pois eu acho que eles devem ajudar-me assim como eu os devo ajudar, porque gostamos uns dos outros, porque para mim é esse o significado da familia..Não podemos exigir só direitos, também temos deveres, mais não seja, obrigação moral!

Mas também penso que um filho só é filho, quando o sabe ser, ou seja quando tem consciência.
Há pessoas que acham que os pais têm obrigação de os sustentar, não aceitam qualquer trabalho, mesmo quando os pais vivem com dificuldades.. Não ajudam em casa e os pais ainda têm de sustentar os vicios deles. Estas situações eu reprovo completamente, assim como situações de pais que gostam de viver à custa dos filhos, empantando-lhes a vida só porque acham que os filhos têm o dever de os sustentar!

Resumindo, os pais não têm obrigação de assegurar o sustento de um filho eternamente, mas não acho que haja um pai que ame um filho e o veja passar fome, sem lhe estender a mão!

Retrato de sonia isabel c. r.
Qua, 24/10/2012 - 18:33
sonia isabel c. r.:
Membro desde: 08.01.2010

abri este tópico também com base na frase que já disseram e repetiram por aí,que os pais teem obrigacao de ajudar os filhos e o contrário já não. porque há muitos pais assim,que simplesmente dão dão e mesmo que não seja preciso dão outra vez. e habitualmente sentem que quando um filho os ajuda é sinónimo de 'fraqueza'. sempre vi os 'homens' da familia mais velhos darem aos filhos e chegarem a ficar ofendidos quando os filhos querem retribuir e dizem 'tu nao tens que me dar nada etc etc eu e que sou teu pai'

aqui será o orgulho a falar (o facto de se sentirem menos) ou será mesmo o sentimento de amor, ou até 'obrigação' de pais?também se pode colocar dúvida.

li também que alguém pegou no assunto de na velhice os pais também terem algum tipo de apoio.pois mais uma vez podemos por aqui desenrolar mais qualquer coisa, há casos de pessoas que se sentem bem sós, que decidem não ter filhos,uns por um motivo outros por outro, mas há quem ache que não tê.los e sinónimo de solidão ,há quem diga assim 'quem é que depois cuidava de mim'?

será que é válido dizer que um filho deve ser sempre amparado e ajudado pelos pais e depois retribuir na velhice deles?

nós sabemos que há quem tenha os pais mais injustos e desnaturados e no fim de vida deles levam -nos para suas casas e cuidam deles (amor de filhos) e sabemos que existe os que têem tudo dos pais do bom e do melhor,não valorizam, e na velhice dos pais, mesmo que possam,preferem esquece los e mete los em lares...

'Os fracos vingam-se ,os fortes perdoam e os superiores ignoram.'