Pais & Filhos

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sonia isabel c. r.
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Desde: 08.01.2010

O tema que venho pôr hoje à conversa é um tanto ou quanto polémico ,pelo simples facto de trazer opiniões diversas,controversas ou ausência delas devido à enorme variedade de factores em discussão.
Tem a ver com pais e filhos e suas responsabilidades uns para com os outros. Quando tento discutir isto com alguém ,não obtenho resultados ou resume-se a 'depende disto e depende daquilo'.

Aproveitando(como não podia deixar de ser) este tempo de necessidades e adversidades vamos falar de onde começa e acaba as obrigações parentais com os sustentos dos filhos.
A questão trata o seguinte, 'São os pais os responsáveis (incondicionalmente ) pelo sustento do filho mesmo que seja maior de idade, porque foram eles que escolheram trazê-lo ao mundo?'

Nós sabemos que a lei da vida é procriar. É necessário. Para dar continuidade.Quando temos um filho (por norma) é uma alegria, foi planeado e assim que o temos nos braços pensamos logo ,e sabemos, que somos a partir dali responsáveis pela educação dele, por vesti-lo ,educá-lo ,protegê-lo,mantê-lo saudável etc .Quando ele atinge a maioridade não o pomos fora de casa,mas muiita vezes desprendemo-nos um pouco de certas despesas, e vem o discurso 'já es maior faz-te a vida' 'tens bom corpo para trabalhar' 'tens que te desenrascar'. Atenção, o cenário que estou a falar não é de filhos que querem viver simplesmente as custas dos pais, é de filhos que por qualquer motivo mesmo sendo maiores não conseguem sustentar-se...

Até que ponto os laços familiares se prendem a estas responsabilidades? Vejamos,um filho maior de idade que viva com os pais e não trabalhe,quem não sabe ,vê de fora e diz logo 'que grande molengão, não quer fazer nada da vida, coitados dos pais que se esfolam a trabalhar'. Se vêem os pais desempregados e o filho trabalha dizem logo,' pois ele só tem que ajudar, são pais foram eles que o criaram ,já não podem agora é a vez do filho fazer por eles'

Não consigo ter opinião certa sobre o assunto, porque pelo menos no meu seio familiar mesmo que humilde, não me disseram agora es maior vai trabalhar,ou e preciso dinheiro contribui faz te a vida.Também nunca fui pedir 'batatinhas' ,desde que sai de casa mesmo que precisasse nunca lhes exigi qualquer ajuda nem dinheiro. No meu caso torna-se dificil.
Há quem defenda que após a maioridade ,um filho não deve cobrar mais nada aos pais,deve sustentar-se e mais tarde caso necessário até ajudá-los a eles pois foram eles que o sustentaram 18anos.
Outros defendem que são os pais os responsáveis pois eles decidiram ter o filho ,ele não teve escolha, e como que assinam assim um trato 'vitalicio' que é o de pôr um ser humano no mundo e assegurar que ele tem sempre condições.
É legítimo exigir aos pais que tenham a total responsabilidade, após termos idade para trabalhar ficam isentos de sustentar o filho?
Ou será legítimo pedir que os pais tenham que assegurar sempre as condicoes de um filho por terem eles a responsabilidade de o criar?

(há casos isolados e gostava que pensassem no geral, esquecendo aqueles casos de pais que nem sequer asseguram as condicoes dos filhos em pequenos, ou os filhos que querem simplesmente viver dos rendimentos sdos pais ou aqueles que nem ajudam e ate os abandonam quando atngem a maioridade,esquecamos esses casos particulares e pensem no geral numa familia normal no meio desta crise, se é legitimo ou nao responsabilizar os pais por cuidarem dos filhos)

'Os fracos vingam-se ,os fortes perdoam e os superiores ignoram.'

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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muito resumidamente, e esquecendo casos pontuais como falaste, acho que os pais não têm obrigação nenhuma de sustentar os filhos eternamente.
Muitos factores podem contribuir para esta tomada de decisão. A maturidade das pessoas não é igual para toda a gente com os mesmos 18 anos. Mas cabe aos pais incutir nos filhos o sentido de responsabilidade e, acima de tudo, de AUTONOMIA,que acho que é o que está a falhar em larga escala.Os miúdos no geral não se desenvecilham sozinhos para fazer coisas básicas, e isto acho que começa a ser geral. Para beberem um copo de água, pedem à mãe que lho chegue, pedem para tirar a gordura à carne e as espinhas ao peixe, com 8/9/10 anos.. para que seja o próprio filho a QUERER fazer-se à vida e viver as suas escolhas, delinear o seu percurso, fazer escolhas, atingir a tal maturidade é preciso começar desde cedo a trabalhar no treino da sua independência, em coisas mais pequenas e sem importância. Para que ele saiba que é um ser aparte dos pais e não um "membro" do corpo destes.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris Sorriso
Afilhada da Joanasantosblue Sorriso

Rute.
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Desde: 05.02.2012
"É legítimo exigir aos pais

"É legítimo exigir aos pais que tenham a total responsabilidade, após termos idade para trabalhar ficam isentos de sustentar o filho?
Ou será legítimo pedir que os pais tenham que assegurar sempre as condições de um filho por terem eles a responsabilidade de o criar?"

Não é legitimo exigir seja o que for dos pais, sejam eles ricos, remediados (se é que hoje em dia isto ainda existe) ou pobres. Se um ser humano consegue se sustentar sozinho acho muito bem que o faça, até para ele é o melhor pois não fica dependente de uma serie de coisas nem tem de "prestar contas" a ninguém. Agora caso este tenha um revés na vida, como tem acontecido ultimamente com milhares de jovens adultos e adultos com filhos e vidas constituídas que têm de recorrer aos pais para poderem sobreviver, nestes casos acho que não é exigência dos filhos para com os pais mas sim um sentimento dos pais que fala mais alto pois (eu não ainda sou mãe) calculo que seja muito aflitivo para um pai ou uma mãe pensarem quanto mais verem um filho a passar fome ou a ter qualquer dificuldade na vida parte destes (pais) a ajuda para com os maiores amores da suas vida os filhos. Claro que há as excepções mas a essas pessoas não chamo pais....
Com os meus pais consiga eu ou não sustentar-me sozinha , mesmo não precisando e não pedindo nada, eles vão me continuar sempre a ajudar em tudo porque eles são assim e como uma vez já me disseram “porque és nossa filha”.

Não sei se fugi ao tópico, mas penso que não. Beijinho

Rute

xarra
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Desde: 01.10.2010
Penso que exigir que os

Penso que exigir que os sustentem não é a melhor palavra.
Falando do meu caso, tenho 24 anos e claro que ninguém é obrigado a sustentar-me, mas não conseguindo eu arranjar trabalho, que outra solução há?
Mas também te digo, não há cá compras, não há cá saídas todas as noites e qualquer coisa que queira fazer, pergunto se posso ou se temos dinheiro.

Da mesma maneira que eu não me sinto obrigada a, se estivesse a trabalhar, ter que pagar algo para estar na minha própria casa, mas é claro, com tantas dificuldades, parte de mim mesmo querer ajudar e digo mais, a minha mãe pagou-me a licenciatura e do que depender de mim, tenciono paga-la. Não vai ser fácil e lá está, estou desempregada, mas gostava mesmo muito.

Realmente depende muito da educação e das mentalidades.
Os pais não são obrigados a sustentar mas se puderem ajudar porque não?
Se não ajudarem os filhos, vão ajudar quem?
Mas claro como eu disse, há limites e não é para se andar com saídas e luxos.

Beijocas

Editei para acrescentar: Mesmo não estando eu a trabalhar agora e eles estando-me a sustentar, faço coisas cá em casa. Passo a ferro, lavo a loiça, cozinho, limpo a casa toda...

danielafcarvalho
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Desde: 23.04.2012
Olá

xarra escreveu:
Penso que exigir que os sustentem não é a melhor palavra.
Falando do meu caso, tenho 24 anos e claro que ninguém é obrigado a sustentar-me, mas não conseguindo eu arranjar trabalho, que outra solução há?
Mas também te digo, não há cá compras, não há cá saídas todas as noites e qualquer coisa que queira fazer, pergunto se posso ou se temos dinheiro.

Da mesma maneira que eu não me sinto obrigada a, se estivesse a trabalhar, ter que pagar algo para estar na minha própria casa, mas é claro, com tantas dificuldades, parte de mim mesmo querer ajudar e digo mais, a minha mãe pagou-me a licenciatura e do que depender de mim, tenciono paga-la. Não vai ser fácil e lá está, estou desempregada, mas gostava mesmo muito.

Realmente depende muito da educação e das mentalidades.
Os pais não são obrigados a sustentar mas se puderem ajudar porque não?
Se não ajudarem os filhos, vão ajudar quem?
Mas claro como eu disse, há limites e não é para se andar com saídas e luxos.

Beijocas

Editei para acrescentar: Mesmo não estando eu a trabalhar agora e eles estando-me a sustentar, faço coisas cá em casa. Passo a ferro, lavo a loiça, cozinho, limpo a casa toda...

Eu estou na mesma situação que tu Xarra Sorriso Também tenho 24 anos e desde Fevereiro deste ano que voltei para casa dos meus pais, e como tal estou a sustentar-me, não sei se é a melhor palavra ou não, mas a verdade é que se não fossem os meus pais se calhar não tinha nada...
Claro que esta situação não é me favorável, ou melhor não é a que eu quero, já dei explicações e ganhei algum dinheiro que me permitiu comprar algumas coisas, mas não a independência...
Sinceramente acho que isto de morar com os pais principalmente quem já teve uma certa independência não é fácil, porque isto diga-se não é vida, eu como qualquer pessoa queria ter a minha vida de volta ter a minha independência, ter os meu hábitos, apesar dos meus pais darem liberdade e estar à vontade não é a mesma coisa.
Tal como a Xarra também ajudo em tudo que posso, limpo, trato de burocracias e como estou em casa todas as coisas sobram para mim...mas não me queixo acho legitimo. Claro que não há roupas novas, saídas, férias e assim.
Mas na verdade eu só queria ter a minha vida de volta e arranjar um emprego para ter a minha independência.
Há pessoas que vivem à custa dos pais, outros que são donas de casa e vivem à custa dos maridos, outras que vivem à custa do rendimento social. Acho que se os pais poderem ajudar no inicio de vida acho que não há mal, mas não estarem a sustentar toda a vida sem os filhos tentarem arranjar emprego ou estudarem.

DMRS
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Desde: 24.08.2009
Agora revirando um pouco a

Agora revirando um pouco a medalha: "até que ponto podem os pais exigir aos filhos que os ajudem/os mantenham quando estes já não podem ? na realidade os filhos não pediram para nascer, nem para ser filhos dos seus pais. Não é também um dever dos pais pensarem na sua velhice e precaverem-se para ela não esperando ser dependentes dos filhos na mesma?"

Respondendo à pergunta da autora (e também um pouco à que coloquei):
Pessoalmente não acho que haja legitimidade para qualquer exigência (excepto em casos pontuais), no entanto, há algo que se chama AMOR , VINCULAÇÃO e RELAÇÕES FAMILIARES e é isso que nos faz ajudar um filho caso este precise ou que nos faz ajudar os nossos pais quando eles não podem.

Desde cedo que queria a minha independência e sempre soube que assim que tivesse oportunidade iria sair de casa dos meus pais (questões pessoais) mas SEI que aquela casa também é minha: o meu pai sempre me garantiu que aquela casa é da NOSSA FAMÍLIA.
Eu cresci a aprender isto: que nós somos uma família e que a família se entre-ajuda. Eu tenho os meus atritos com os meus familiares e já tive algumas quezílias mais problemáticas, por exemplo, com a minha mãe mas se ela algum dia precisar de mim eu irei fazer tudo o que tiver ao meu alcance para a ajudar.
Porquê? porque é meu dever?! não acho...
Irei fazê-lo porque tenho um vinculo a ela. Aquele mesmo vínculo que me faz sentir segura por saber que se deixar de ter tecto ou condições a porta de casa dos meus pais se irá abrir para mim e para os meus. Da mesma forma que quando eles precisarem, a minha porta se irá abrir.
Neste momento a minha família é maior mas tenho a certeza que as portas dos meus sogros se encontram abertas para nós, da mesma forma que eles sabem que podem contar connosco.

Enquanto mãe de um menino de 3 anos espero ensinar-lhe a querer ser auto-suficiente e a lutar pelos seus objectivos mas quero que ele saiba que terá sempre a porta aberta, sempre que precisar.

A meu ver não é uma questão de obrigação mas de amor incondicional, de retribuição e de entre-ajuda.

danielafcarvalho
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Desde: 23.04.2012
:)

Concordo contigo Diana S. Piscar o olho

isucas
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Desde: 25.06.2010
:)

Diana S escreveu:
Agora revirando um pouco a medalha: "até que ponto podem os pais exigir aos filhos que os ajudem/os mantenham quando estes já não podem ? na realidade os filhos não pediram para nascer, nem para ser filhos dos seus pais. Não é também um dever dos pais pensarem na sua velhice e precaverem-se para ela não esperando ser dependentes dos filhos na mesma?"

Respondendo à pergunta da autora (e também um pouco à que coloquei):
Pessoalmente não acho que haja legitimidade para qualquer exigência (excepto em casos pontuais), no entanto, há algo que se chama AMOR , VINCULAÇÃO e RELAÇÕES FAMILIARES e é isso que nos faz ajudar um filho caso este precise ou que nos faz ajudar os nossos pais quando eles não podem.

Desde cedo que queria a minha independência e sempre soube que assim que tivesse oportunidade iria sair de casa dos meus pais (questões pessoais) mas SEI que aquela casa também é minha: o meu pai sempre me garantiu que aquela casa é da NOSSA FAMÍLIA.
Eu cresci a aprender isto: que nós somos uma família e que a família se entre-ajuda. Eu tenho os meus atritos com os meus familiares e já tive algumas quezílias mais problemáticas, por exemplo, com a minha mãe mas se ela algum dia precisar de mim eu irei fazer tudo o que tiver ao meu alcance para a ajudar.
Porquê? porque é meu dever?! não acho...
Irei fazê-lo porque tenho um vinculo a ela. Aquele mesmo vínculo que me faz sentir segura por saber que se deixar de ter tecto ou condições a porta de casa dos meus pais se irá abrir para mim e para os meus. Da mesma forma que quando eles precisarem, a minha porta se irá abrir.
Neste momento a minha família é maior mas tenho a certeza que as portas dos meus sogros se encontram abertas para nós, da mesma forma que eles sabem que podem contar connosco.

Enquanto mãe de um menino de 3 anos espero ensinar-lhe a querer ser auto-suficiente e a lutar pelos seus objectivos mas quero que ele saiba que terá sempre a porta aberta, sempre que precisar.

A meu ver não é uma questão de obrigação mas de amor incondicional, de retribuição e de entre-ajuda.

Concordo contigo! Eu acho que nestes casos não se trata de uma obrigação mas que pais e que vem o filho a precisar e não fazem nada? Ou que raio de filho não ajuda os pais quando eles também precisam?
A minha mãe diz que os pais têm obrigação de ajudar os filhos porque eles não pediram para nascer, já os filhos não tem obrigação de ajudar os pais!
Eu não concordo nada com isto. Eu já ajudei muito a minha mãe e ela também já me ajudou muito porque nem ela me suportaria ver passar necessidades nem eu suportaria o contrário por mais que esteja chateada com ela! Noto é que ela nunca me quer pedir ajuda eu é que a obrigo a aceitar mas lá está isso e por causa da teoria dela!

Rute.
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Desde: 05.02.2012
Boa tarde a todas

Também concordo com a Diana S.

Em resposta a frase da isucas "...mas que pais é que vem o filho a precisar e não fazem nada?" Por exemplo, os meus sogros não ajudam em nada mesmo sabendo que o filho precisa da ajuda deles, nem querem saber, muito pelo contrario por vezes chegaram a ter acções que posso designar de más, existem pais assim infelizmente.

Os meus pais já são diferentes ajudam mesmo quando não precisamos eu as vezes até me chateio com a minha mãe e avó por me mandarem sempre alguma coisa. Agora como precisamos mais são os meus pais que nos têm amparado(termo que acho adequado á situação)os meus pais também são dos que dizem que "os pais têm obrigação de ajudar os filhos, já os filhos não tem obrigação de ajudar os pais".
Claro que nem se pergunta se eu algum dia os vou ajudar quando precisarem porque eu gosto de estar presente(sempre quanto posso)na vida deles e sempre que precisem de mim eu estou lá e estarei sempre. Lá esta o tal sentido de família e de amor, que foi referido por aqui, é isto que faz haver uma "troca" entre pais e os filhos não de interajuda, apesar desta estar presente, mas de amor porque é por amor a nós filhos que eles o fazem.

Rute

PatyF
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Desde: 04.09.2009
..

Isto realmente dá pano para mangas!
Concordo com a resposta da Diana. Não é uma questão de dever, mas uma questão de amor, de vinculo!
As nossas acções regem-se pelo que sentimos com a pessoa em questão!
Eu acho que um pai/mãe, sente-se de alguma maneira eternamente responsavél por tudo o que acontece a um filho. Deve ser angustiante ver um filho seguir caminhos errados, sofrer..

Eu crescí aprendendo o siginificado de entre-ajuda, percebendo que as coisas não caiem do céu! Tenho plena noção que vou puder contar sempre com os meus pais, que hão-de ajudar-me sempre em tudo o que puderem, mas cabe à minha consciência perceber até que ponto devo/posso pedir-lhes ajuda.
Exemplificando, os meus pais já me ajudaram algumas vezes financeiramente, assim como eu já os ajudei quando eles precisaram e numa altura em que felizmente, eu podia.
Os meus pais utilizam muitas vezes a expressão "porque somos teus pais. Os pais é que têm que ajudar os filhos." Pois eu acho que eles devem ajudar-me assim como eu os devo ajudar, porque gostamos uns dos outros, porque para mim é esse o significado da familia..Não podemos exigir só direitos, também temos deveres, mais não seja, obrigação moral!

Mas também penso que um filho só é filho, quando o sabe ser, ou seja quando tem consciência.
Há pessoas que acham que os pais têm obrigação de os sustentar, não aceitam qualquer trabalho, mesmo quando os pais vivem com dificuldades.. Não ajudam em casa e os pais ainda têm de sustentar os vicios deles. Estas situações eu reprovo completamente, assim como situações de pais que gostam de viver à custa dos filhos, empantando-lhes a vida só porque acham que os filhos têm o dever de os sustentar!

Resumindo, os pais não têm obrigação de assegurar o sustento de um filho eternamente, mas não acho que haja um pai que ame um filho e o veja passar fome, sem lhe estender a mão!

sonia isabel c. r.
Retrato de sonia isabel c. r.
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Desde: 08.01.2010
...

abri este tópico também com base na frase que já disseram e repetiram por aí,que os pais teem obrigacao de ajudar os filhos e o contrário já não. porque há muitos pais assim,que simplesmente dão dão e mesmo que não seja preciso dão outra vez. e habitualmente sentem que quando um filho os ajuda é sinónimo de 'fraqueza'. sempre vi os 'homens' da familia mais velhos darem aos filhos e chegarem a ficar ofendidos quando os filhos querem retribuir e dizem 'tu nao tens que me dar nada etc etc eu e que sou teu pai'

aqui será o orgulho a falar (o facto de se sentirem menos) ou será mesmo o sentimento de amor, ou até 'obrigação' de pais?também se pode colocar dúvida.

li também que alguém pegou no assunto de na velhice os pais também terem algum tipo de apoio.pois mais uma vez podemos por aqui desenrolar mais qualquer coisa, há casos de pessoas que se sentem bem sós, que decidem não ter filhos,uns por um motivo outros por outro, mas há quem ache que não tê.los e sinónimo de solidão ,há quem diga assim 'quem é que depois cuidava de mim'?

será que é válido dizer que um filho deve ser sempre amparado e ajudado pelos pais e depois retribuir na velhice deles?

nós sabemos que há quem tenha os pais mais injustos e desnaturados e no fim de vida deles levam -nos para suas casas e cuidam deles (amor de filhos) e sabemos que existe os que têem tudo dos pais do bom e do melhor,não valorizam, e na velhice dos pais, mesmo que possam,preferem esquece los e mete los em lares...

'Os fracos vingam-se ,os fortes perdoam e os superiores ignoram.'

Sofia1984
Retrato de Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
.

sonia isabel c. r. escreveu:

li também que alguém pegou no assunto de na velhice os pais também terem algum tipo de apoio.pois mais uma vez podemos por aqui desenrolar mais qualquer coisa, há casos de pessoas que se sentem bem sós, que decidem não ter filhos,uns por um motivo outros por outro, mas há quem ache que não tê.los e sinónimo de solidão ,há quem diga assim 'quem é que depois cuidava de mim'?

será que é válido dizer que um filho deve ser sempre amparado e ajudado pelos pais e depois retribuir na velhice deles?

nós sabemos que há quem tenha os pais mais injustos e desnaturados e no fim de vida deles levam -nos para suas casas e cuidam deles (amor de filhos) e sabemos que existe os que têem tudo dos pais do bom e do melhor,não valorizam, e na velhice dos pais, mesmo que possam,preferem esquece los e mete los em lares...

eu acho que independentemente dos nossos pais terem sido melhores ou piores, e obrigaçao dos filhos pelo menos assegurar o seu bem estar fisico. O psicologico, por motivos obvios, ja ficara ao criterio daquilo que foi a nossa vida em comum.

Os pais podem falhar, podem ate nao merecer muito por nao terem dado muito, etc, mas se eu nao consigo negar comida e roupa a um sem abrigo, nao vejo porque faze-lo com os meus pais, por muito mauzinhos que eles ate possam ter sido (por acaso nao foram...!).
Somos 4 irmas, e acho que por muito que nao haja muito dinheiro para manter os meus pais na velhice, um teto e comida a repartir pelas 4 nao faltarao. Fui educada assim, a minha avo passou os ultimos anos dela a rodar pelos filhos e fomos felizes assim, portanto e assim que pretendo fazer. Espero que as minhas irmas tambem.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
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isucas
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Desde: 25.06.2010
sogros

Rute. escreveu:
Também concordo com a Diana S.

Em resposta a frase da isucas "...mas que pais é que vem o filho a precisar e não fazem nada?" Por exemplo, os meus sogros não ajudam em nada mesmo sabendo que o filho precisa da ajuda deles, nem querem saber, muito pelo contrario por vezes chegaram a ter acções que posso designar de más, existem pais assim infelizmente.

Os meus pais já são diferentes ajudam mesmo quando não precisamos eu as vezes até me chateio com a minha mãe e avó por me mandarem sempre alguma coisa. Agora como precisamos mais são os meus pais que nos têm amparado(termo que acho adequado á situação)os meus pais também são dos que dizem que "os pais têm obrigação de ajudar os filhos, já os filhos não tem obrigação de ajudar os pais".
Claro que nem se pergunta se eu algum dia os vou ajudar quando precisarem porque eu gosto de estar presente(sempre quanto posso)na vida deles e sempre que precisem de mim eu estou lá e estarei sempre. Lá esta o tal sentido de família e de amor, que foi referido por aqui, é isto que faz haver uma "troca" entre pais e os filhos não de interajuda, apesar desta estar presente, mas de amor porque é por amor a nós filhos que eles o fazem.

Por aqui a situação é parecida! Os meus sogros tiveram 1 filha e depois mais 5 filhos, para eles não são todos iguais! A rapariga e mais 2 rapazes são os preferidos e coitadinhos os outros são os renegados! O meu marido é dos renegados e posso-te dizer que sinto muitas vezes nele que se os pais lhe viessem pedir isto e aquilo (mesmo que por necessidade) ele os mandava a fava porque foi o eles lhe fizeram quando ele mais precisou!

Editei para dizer que a dada altura tudo o que o meu marido precisava era de apoio emocional eu estava grávida de 23semanas e ia ter que interromper porque o bebe tinha deficiencias e eu corria risco de vida e tudo o que o pai dele soube dizer foi "A culpa é tua não fizesses sexo com ela" imaginam o que aquilo doeu?? Enfim há pais e pais e filhos e filhos

PatyF
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Desde: 04.09.2009
...

Cada caso é um caso.. E é verdade que há pais (por mais dificil que me possa parecer) que não têm quaisquer preocupação com os filhos..vê-se cada caso! Não percebo porque é que os têm!!

Assim como há filhos que são renegados, inclusivé discriminados e são esses discriminados os primeiros a estender a mão aos pais.

A questão da velhice na minha opinião, é mais complicado do que algumas meninas falaram, isto porque muitas vezes não se trata só de dar um prato de comida e um tecto. Trata-se também de deixar um trabalho para trás (implicando além da parte emocional, dificuldades financeiras!) para ficar em casa a cuidar dos pais 24h/24h.
Não digo que nós filhos, não tenhamos essa obrigação moral, mas quando falaram que dão tecto e comida a um sem abrigo, não acho que se possa comparar!

Quanto ao facto dos mais velhos não aceitarem ajuda dos mais novos, acho que é um pouco de tudo, o facto de acharem que eles é que têm de ajudar, mas também acho que é muito uma questão de orgulho!
"Ninguém" gosta de pedir ajuda..Eu por mim falo, então se for uma ajuda de foro económico, até fico doente!!

Eu, felizmente quanto à parte da discriminação, não tenho quaisquer problemas, porque sou filha única. Piscar o olho
Mas vejo casos que me deixam muito fustrada e nem é nada comigo..

Sofia1984
Retrato de Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
.

PatyF escreveu:

A questão da velhice na minha opinião, é mais complicado do que algumas meninas falaram, isto porque muitas vezes não se trata só de dar um prato de comida e um tecto. Trata-se também de deixar um trabalho para trás (implicando além da parte emocional, dificuldades financeiras!) para ficar em casa a cuidar dos pais 24h/24h.
Não digo que nós filhos, não tenhamos essa obrigação moral, mas quando falaram que dão tecto e comida a um sem abrigo, não acho que se possa comparar!

estive a ler aqui as opinioes, e deparei-me aqui com este teu raciocinio, que se refere ao que disse la atras. Se leres com atençao o que eu disse e que NO CASO de eventualmente os pais NAO merecerem, ainda assim acho que pelo menos um tecto e comida nao se deve negar. "Porque" se nao o nego a uma pessoa que nao sejam os meus pais, muito menos a eles negaria.
Ja em relaçao a deixar o trabalho para cuidar deles,isso ja depende muito de outros factores, tanto podia deixar o meu trabalho e viver da reforma dos meus pais (ja que os abrigava e mantinha eles tinham de contribuir para as despesas da casa, tal como eu fiz em nova: eles deram tecto mas eu trabalhei desde os 16 anos e ate sair de casa nunca fiquei com dinheiro nenhum) como podia optar por manter o meu trabalho.
Penso que quando os velhotes conseguem pelo menos andar pelo proprio pe e serem minimamente autonomos, nao ha necessidade de ver o facto dos nossos pais estarem aos nossos cuidados como um entrave a nada...talvez apenas a uma ida de ferias, nada mais.

como eu ja disse somos 4 irmas, nao vejo qualquer problema em repartirmos pelas 4 todos os cuidados inerentes aos nossos pais na velhice, e julgo mesmo que ira ser assim. Espero bem que sim.

Este tema e mesmo muito familiar para mim. Tive oportunidade de trabalhar com idosos num centro de dia, conhecia a realidade de se ser velho e desamparado. Como conheci a realidade de os ter a morar em minha casa, pois a minha mae fez disso um trabalho a tempo inteiro.Cuidou do meu bisavo com 94 anos, da minha avo com 86 e da irma desta, com 73. Cuidou de uma senhora com 70 e picos que apesar de estar em nossa casa por falta de disponibilidade dos filhos (a senhora era totalmente dependente de terceiros e eles nao podiam abandonar os seus trabalhos) era muito bem acompanhada, os filhos visitavam-na regularmente.
Na minha familia os velhos nao sao, de todo, negligenciados. Pelo contrario,sao muito bem tratados e nao lhes falta nada, embora tambem assuma que volta e meia ha problemas com os filhos desses idosos, que nao querem contribuir para nada quando as reformas nao chegam para cobrir as despesas. Na minha casa nunca lhes faltou nada. Mas a reforma deles era para pagar os medicamentos, fraldas, tratamentos e medicos.

Quando eles nao tem muito dinheiro tem de haver acordo entre os filhos para contribuirem, ou entao tem de se pedir apoio domiciliario.
Nao vejo desculpa absolutamente nenhuma para nao se cuidar dos nossos velhos.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris Sorriso
Afilhada da Joanasantosblue Sorriso

PatyF
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Desde: 04.09.2009
Sofia

Percebi o teu ponto de vista. Piscar o olho

Quanto a tomar conta dos "velhotes", quando falei em deixar o trabalho, obviamente falei no caso destes dependerem de cuidados permanetes, no caso, por exemplo, de serem acamados!
Também já viví a situação de perto com os meus bisavós. A minha bisavó esteve 8 anos de cama e o meu bisavó apesar de só ter estado 1 mês de cama, já precisava que tomassem conta dele antes, pois´já não ía à casa de banho sozinho. Além de que, acho que esse mês foi mais pesado do que os 8 anos da minha bisavó, pois ganhou imensas feridas, tinha sonda, enfim.. E viví de perto ao esgotamento da minha mãe após a morte deles!

Daí eu achar que os velhinhos não devem ser renegados, mas há situações muito, mas muito delicadas, daí ser necessário (deveria ser!) a ajuda de todos, quando muitas vezes, não é o que acontece. Preocupado

DMRS
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Desde: 24.08.2009
.

Em relação a tomar conta na velhice nós cá também já falamos isso com os nossos pais pois a nível económico e familiar vai ser-nos impossível tomar conta quer de uns quer de outros.

No meu caso somos 2 (eu e irmão) mas no caso do meu marido ele é filho único (e se não é para os dele não é para os meus). Duvidamos seriamente que as coisas mudem de tal forma que possamos pagar uma casa que dê para ter todos em condições dignas, ou que um de nós possa deixar de ter emprego (e muito honestamente EU enquanto pessoa sou incapaz de viver como dona de casa, a tratar única e exclusivamente de alguém acamado - já estive e psicologicamente é mito desgastante - e foram meses e não anos).
Não pretendemos abandoná-lo num lar mas existem centros de dia (caso não estejam acamados e ficam connosco de noite) e o lar em ultimo caso quando ficarem mesmo acamados.

Os meus sogros entendem: eles também não deixaram a sua vida para tratar dos seus pais (apesar de serem muitos irmãos mas também nunca abandonaram os seus); já os meus pais estão mais que mentalizados e acham que até vão gostar (a minha mãe trabalhou muito tempo em lares e agora trabalha num centro de dia; já o meu pai adora convivio e acho que vai preferir o lar cheio de gente que a nossa casa - ele próprio o diz)

Neste momento vivemos uma situação parecida com a minha avó. Apesar de ter 5 filhos nenhum tem condições económicas/familiares ou até fisicas para poder tomar conta dela (até porque ela andou de casa em casa mas agora já não é possível pois acamou quase totalmente e é impensável descolar-se muito (mesmo em cadeira de rodas). Pelo que os meus tios e pais viram-se obrigados a recorrer ao lar.
No entanto, eu não considero isso abandono pois sempre que podem vão visita-la. E, por exemplo, os meus pais estão a tentar tratar das coisas para que a minha avó possa passar o natal até ao ano novo em casa deles (pois é uma altura em que vão estar em casa)

Socialmente estamos numa situação economica, financeira e familiar em que se torna quase impossivel manter os nossos idosos connosco 24h sob 24h. No entanto, é aí que, provavelmente, a nossa definição de abandono pode ser diferente.

Os meus pais/sogros aceitam e entendem (se as coisas se alterarem - muito- será diferente), no entanto, tenho por exemplo, o caso duma tia minha que disse que jamais perdoaria o filho (único - emigrante com uma familia para sustentar e manter) se este a deixasse num lar. Esta minha tia teve um problema de saude muito grave. Um ano depois de nos ter dito isto necessita de ir para um lar - o marido tem que trabalhar para manter a casa/pagar despesas medicas; o filho é emigrante tem um filho pequeno para manter e ele e a mulher não podem realmente tomar conta dela mas ajudam financeiramente com o que podem E sempre que podem estão cá, aproveitando voos low-cost simplesmente para poder vir dar o apoio (mesmo durante fins-de-semana).
Para alguns(incluindo a definição da minha tia)isto é abandono... eu não acho pois estão todos a fazer o que podem mas não podem deixar de viver, nem a sua vida para trás para tomar conta dela.

Rute.
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Desde: 05.02.2012
Isucas, acredito que deve

Isucas, acredito que deve ter doido e muito, tal não se diz, nem se pensa quanto mais dizer. Seria neto dele sangue do sangue, mas lá esta á pais e pais e há coisas que vêm de trás da educação que tiveram.
Isto nem se compara o que referiste , mas para vermos as pessoas, o meu sogro proibiu a minha sogra de mandar qualquer tipo de comida para o nós quando o meu marido ficou desempregado (eu também o estava) á excepção de coisas que eles cultivam, cebolas, couves, batatas isso assim, mas ainda não se fazem trocas de alimentos por outros nos supermercados e carne, peixe e outros bens de primeira necessidade são também necessários. Se nós quiséssemos comer que lá fossemos comer e dormir (tudo o que ele sempre quis, ter o filho preso lá em casa). À bem pouco tempo o meu marido no decorrer de uma conversa disse-me que o pai chegava a chatear-se com a mãe por esta deitar comida fora que se estragava na arca por haver em excesso (como têm em excesso não conseguem gasta-la logo estraga-se), eu adoro curgetes (para meter na sopa, etc…) eles sabem disso, mas dão-nas aos porcos, ela nunca foi capaz de guarda algumas e dar-nos quando lá íamos, graças a Deus temos os meus pais e a minha família e fome nunca passámos.
O meu sogro disse aos meus pais que dinheiro também não nos dava, quando chegou a dizer na minha cara que caso precisa-se mos de alguma coisa era só pedir, na primeira vez que o filho se chega ao pé dele para pedir dinheiro emprestado, não dado, ele desculpou-se concluindo que nem tencionava emprestar-lho, o meu marido pedi-o 100€ á mãe e esta respondeu-lhe que não tinha dinheiro em casa quando podia levantar na mercearia (o senhor faz-lhe isso é uma aldeia todos se conhecem bem) alem dela ter o cartão multibanco, por tanto negou-se. Mais tarde de noite ligou ao filho a dizer que o pai tinha dado autorização para lhe emprestar o dinheiro, quando o outro filho para comprar um carro pediu 1000€ e foram logo sem hesitação emprestar ás escondidas do meu marido, em fim nem vale apena comenta mais.
Mas em relação ao caso que algumas meninas falaram aqui de dar nem que seja um prato de comida, isso não se nega a ninguém e eu não me estou a ver a mim nem ao meu marido a negar comida aos meu sogros (nem a ninguém) por mais indignados que fiquemos com o que nos fazem .
Em relação a velhice os meus sogros tem dinheiro ao contraio dos meus pais, sou capaz de ajudar mais os meus que os do meu marido (mas ele também o é), não por serem dele, mas porque têm menos e sempre estão presentes para nós, alem disso o meu sogro já disse (algo que me fez rir, mais vele) que o dinheiro que tem e junta é para ele, nunca se sabe quando precisa de uma cadeira de rodas lolol.
Mas como já vi muitas historias de pais assim, e que depois os filhos preferidos lhes dão com os pés na velhice e é os renegados que lhes tem de dar a mão, vou esperar para ver o futuro.

Rute

DMRS
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Desde: 24.08.2009
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São mesmo infelizes certas situações Preocupado

Rute. escreveu:

Mas como já vi muitas historias de pais assim, e que depois os filhos preferidos lhes dão com os pés na velhice e é os renegados que lhes tem de dar a mão, vou esperar para ver o futuro.

Isto aconteceu com o meu sogro. Ele era um dos filhos mais odiado, o pai chegou-o a por em tribunal porque ele o agrediu (a defender a mãe) , entre outras coisas. Era o tipo de "pai" que não dava de comer aos filhos para poder andar de fato e engravatado...
Entretanto a mãe do meu sogro faleceu e o senhor arranjou outra mulher que também falava mal para o meu sogro (a mãe dele morreu cedo e para ele a mãe dele foi uma tia).
No entanto, agora no fim da vida, depois dos restantes irmãos terem ido buscar todo o dinheiro deles quem ia todos os dias (excepto ao fim-de-semana) tratar do pai era o meu sogro. Um outro irmão dele que também nunca levou nada (nem bom tratamento) ia mesmo todos os dias.

Eu conheço os meus sogros a 7 anos e já aí o meu sogro fazia isto à algum tempo.
Agora acabaram por ir para um lar pois a madrasta deixou de conseguir andar (e todos os que a ajudavam ela acabou por mal-tratar e os que se tinham aproveitado já tinham abandonado o barco) e mesmo assim nas partilhas a madrasta chamou todos excepto o meu sogro e outro irmão...(não que ainda restasse alguma coisa de valor, nem o meu sogro queria nada mas sentiu-se desrespeitado)

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
.

sabem o que vos digo? não façam muitos planos, porque amanhã nem sabemos se não vamos ser nós -os mais novos- a precisar dos mais velhos.
Não vale a pena dizer que farão assim ou assado, porque numa semana, ou mesmo num dia, tudo muda de figura.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris Sorriso
Afilhada da Joanasantosblue Sorriso

DMRS
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Desde: 24.08.2009
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Sofia1984 escreveu:
sabem o que vos digo? não façam muitos planos, porque amanhã nem sabemos se não vamos ser nós -os mais novos- a precisar dos mais velhos.
Não vale a pena dizer que farão assim ou assado, porque numa semana, ou mesmo num dia, tudo muda de figura.

Concordo e não concordo: por um lado não sabemos o dia de amanhã mas, a meu ver, convém ter as coisas bem assentes e bem faladas antes para que depois não haja espaço para acusações nem para falsas expectativas. Claro que devemos estar a contar com o imprevisto mas eu cá gosto de ter uma ideia base sobre a vida (no geral - não só neste assunto).

Daniela2011
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Desde: 20.11.2010
Ajudar até um certo ponto

xarra escreveu:
Penso que exigir que os sustentem não é a melhor palavra.
Falando do meu caso, tenho 24 anos e claro que ninguém é obrigado a sustentar-me, mas não conseguindo eu arranjar trabalho, que outra solução há?
Mas também te digo, não há cá compras, não há cá saídas todas as noites e qualquer coisa que queira fazer, pergunto se posso ou se temos dinheiro.

Da mesma maneira que eu não me sinto obrigada a, se estivesse a trabalhar, ter que pagar algo para estar na minha própria casa, mas é claro, com tantas dificuldades, parte de mim mesmo querer ajudar e digo mais, a minha mãe pagou-me a licenciatura e do que depender de mim, tenciono paga-la. Não vai ser fácil e lá está, estou desempregada, mas gostava mesmo muito.

Realmente depende muito da educação e das mentalidades.
Os pais não são obrigados a sustentar mas se puderem ajudar porque não?
Se não ajudarem os filhos, vão ajudar quem?
Mas claro como eu disse, há limites e não é para se andar com saídas e luxos.

Beijocas

Editei para acrescentar: Mesmo não estando eu a trabalhar agora e eles estando-me a sustentar, faço coisas cá em casa. Passo a ferro, lavo a loiça, cozinho, limpo a casa toda...

Ajudar um filho è torna-lo independente e dar-lhe uma cana para pescar no seu caso uma licenciatura .A partir daqui os País não tem mais nenhuma obrigação. Porque os Pais sambem tem as suas próprias vidas muitas vezes deixando de viver para pagar uma licenciatura , quer isto eternamente para a sua mãe ? penso que não ..... Quando ela for velha e não poder trabalhar você vai deixar a sua vida para a sustentar ou tomar conta dela ou pagar-lhe o lar ?

danielafcarvalho
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Desde: 23.04.2012
:)

Daniela2011 escreveu:
xarra escreveu:
Penso que exigir que os sustentem não é a melhor palavra.
Falando do meu caso, tenho 24 anos e claro que ninguém é obrigado a sustentar-me, mas não conseguindo eu arranjar trabalho, que outra solução há?
Mas também te digo, não há cá compras, não há cá saídas todas as noites e qualquer coisa que queira fazer, pergunto se posso ou se temos dinheiro.

Da mesma maneira que eu não me sinto obrigada a, se estivesse a trabalhar, ter que pagar algo para estar na minha própria casa, mas é claro, com tantas dificuldades, parte de mim mesmo querer ajudar e digo mais, a minha mãe pagou-me a licenciatura e do que depender de mim, tenciono paga-la. Não vai ser fácil e lá está, estou desempregada, mas gostava mesmo muito.

Realmente depende muito da educação e das mentalidades.
Os pais não são obrigados a sustentar mas se puderem ajudar porque não?
Se não ajudarem os filhos, vão ajudar quem?
Mas claro como eu disse, há limites e não é para se andar com saídas e luxos.

Beijocas

Editei para acrescentar: Mesmo não estando eu a trabalhar agora e eles estando-me a sustentar, faço coisas cá em casa. Passo a ferro, lavo a loiça, cozinho, limpo a casa toda...

Ajudar um filho è torna-lo independente e dar-lhe uma cana para pescar no seu caso uma licenciatura .A partir daqui os País não tem mais nenhuma obrigação. Porque os Pais sambem tem as suas próprias vidas muitas vezes deixando de viver para pagar uma licenciatura , quer isto eternamente para a sua mãe ? penso que não ..... Quando ela for velha e não poder trabalhar você vai deixar a sua vida para a sustentar ou tomar conta dela ou pagar-lhe o lar ?

Que comentário mais infeliz. A sério... acha mesmo que os filhos que dependem financeiramente dos pais querem isso para toda a vida? Todas as pessoas querem ter a sua independência.
Os pais não tem mais nenhuma obrigação? Então a rapariga vai comer aonde e vai dormir aonde se não tem emprego? Na rua? Enfim à cada uma.
Eu no meu caso, vou cuidar da minha mãe e do meu pai e não por obrigação, mas porque são meus pais e apesar de algumas confusões e pontos de vistas diferentes gosto muito deles. E não tenho problemas em pagar um lar, porque tenho afecto por eles. Mesmo à minha avó que disse-me coisas que não merecia, nunca a abandonei e sempre fui vê-la ao hospital.

homemsemsignificado
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Desde: 20.03.2012
filhos

Não li todos os comentarios.... mas vou deixar mais um:...

Eu acho que é basicamente uma questão de educação. Nos países nórdicos os habitos culturais ditam que quando um filho(a) atinge a maioridade sai de casa e torna-se independente. Algo normal nesses sociedades pois os pais (quando eram filhos) fizeram o mesmo. Socialmente, em tempos de necessidade é "cada um por si".

Em Portugal, a nossa cultura é tradicionalmente mais assente na familia. Não importa a idade, se um familiar estiver em dificuldades há sempre uma familiar que ajuda. Atenção que estou a a generalizar. Há sempre situações diferentes, mas em Portugal há laços que ultrapassam as idades entre pais e filhos. Pessoalmente, sou independente, tenho casa e familia propria, mas é frequente, mais por iniciativa dos pais e sogros, ajudarem com alguma coisa, como compras, ou coisas pequenas, mesmo que não precisemos nem pedimos. Cuturalmente há essa "vontade" de ajudar. E não vejo nisto algo de "faço agora pq amanhã posso eu precisar". Nada disso!

Eu acho que este sentimento de partilha, embora escasso, é algo que faz parte da nossa cultura. E acredito que em tempos de maiores dificuldades é isso que nos ajuda nos momentos de mais dificuldades materiais. Em países nordicos seria cada um por si...

É esta a minha visão do assunto....

Rute.
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Desde: 05.02.2012
Danielafcarvalho – concordo

Danielafcarvalho – concordo plenamente com a resposta dada ao comentário da Daniela2011. Nos dias que correm se não forem os pais o que será dos filhos, o pais está muito bom mas é só para alguns e estes podem dar-se ao luxo de agir da forma que quiserem e mesmo assim alguns agem dando ajuda aos filhos que muitas vezes não necessitam. Acho que é logico (apesar de muitos filhos não o fazerem, por isso existe o abandono de idosos nos hospitais, lares, etc…) tal como os nossos pais nos ajudam agora, nós os ajudarmos mais tarde, não por eles terem feito o mesmo mas por AMOR a eles ou pelo menos, em alguns casos, que seja por gratidão. Como esta claro ninguém gosta de ficar dependente seja de quem for, dos pais, maridos, sogros, família, etc, todos gostamos de fazer a nossa vida á nossa maneira (o que por vezes quando somos ajudados não acontece a 100%) Podem chamar “calões” e dizer que “não querem fazer é nada” (em alguns casos não tiro a veracidade das afirmações, mas não é generalizado)a quem é ajudado mas pensem primeiro em que situação se encontram essas pessoas antes de alvitrarem com certas opiniões.
Mas como diz o ditado cada cabeça sua sentença.
De qualquer maneira quando se escreve em espaços como este pode haver uma passagem errada na transmissão das nossas ideias e causar alguma má interpretação por parte de quem lê, mas eu interpretei o comentário da mesma forma que a Danielafcarvalho.

-

Homemsemsignificado - Visto por esse prisma acho que os meus sogros têm origem nórdica se não nascerem lá mesmo, porque nunca vi gente com tanto desapego a um filho como vejo neles em relação ao meu marido o que me causa uma certa revolta e tristeza.
Mas sim os portugueses são um povo mais quentes, dão mais carinho, sabem ser fraternais e receber sempre de braços abertos os seus filhos quando estes precisam de regressar a casa, seja de que forma for, é da nossa natureza sermos emotivos, explosivos e termos um borbulhão de sentimentos dentro de nós (que noutros pais não existe, devido a serem mais lógicos e frios), mas é por isso que quem visita Portugal vai sempre com um bocadinho de calor humano e ainda bem que assim somos.

Rute

sonia isabel c. r.
Retrato de sonia isabel c. r.
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Desde: 08.01.2010
...

Daniela2011 escreveu:
xarra escreveu:
Penso que exigir que os sustentem não é a melhor palavra.
Falando do meu caso, tenho 24 anos e claro que ninguém é obrigado a sustentar-me, mas não conseguindo eu arranjar trabalho, que outra solução há?
Mas também te digo, não há cá compras, não há cá saídas todas as noites e qualquer coisa que queira fazer, pergunto se posso ou se temos dinheiro.

Da mesma maneira que eu não me sinto obrigada a, se estivesse a trabalhar, ter que pagar algo para estar na minha própria casa, mas é claro, com tantas dificuldades, parte de mim mesmo querer ajudar e digo mais, a minha mãe pagou-me a licenciatura e do que depender de mim, tenciono paga-la. Não vai ser fácil e lá está, estou desempregada, mas gostava mesmo muito.

Realmente depende muito da educação e das mentalidades.
Os pais não são obrigados a sustentar mas se puderem ajudar porque não?
Se não ajudarem os filhos, vão ajudar quem?
Mas claro como eu disse, há limites e não é para se andar com saídas e luxos.

Beijocas

Editei para acrescentar: Mesmo não estando eu a trabalhar agora e eles estando-me a sustentar, faço coisas cá em casa. Passo a ferro, lavo a loiça, cozinho, limpo a casa toda...

Ajudar um filho è torna-lo independente e dar-lhe uma cana para pescar no seu caso uma licenciatura .A partir daqui os País não tem mais nenhuma obrigação. Porque os Pais sambem tem as suas próprias vidas muitas vezes deixando de viver para pagar uma licenciatura , quer isto eternamente para a sua mãe ? penso que não ..... Quando ela for velha e não poder trabalhar você vai deixar a sua vida para a sustentar ou tomar conta dela ou pagar-lhe o lar ?

tornar um filho independente é pagar-lhe um curso?que pode nunca sequer servir lhe de nada na sua vida...pode muito bem nunca chegar a ganhar o pão com ele ... e a partir do momento que tenha a licenciatura não precisa de mais ajuda?

esquecemos o facto de hoje em dia cada vez mais há menos pessoas a seguir estudos? pessoalmente não tirei nem os meus pais me podiam pagar uma e mesmo que trabalhasse para ela nunca me podiam apoiar,será que assim agora vao ter que me sustentar ja que nao me deram licenciatura?nao entendi muito bem este comentario mas reflecte muito uma parte pequena da comunidade que ainda pode ter um canudo...acabar uma licenciatura nunca significou nem significará que acabam as responsabilidades ou dificuldades... não penso que haja prazos 'para ajudarem' .

também é por isso que abri o tópico,porque concordo com alguém que disse que os pais ajudam se quiserem ate quando quiserem,sem obrigacao de sustentar ninguem mas sendo pais seria até anormal que não estivessem sempre lá para nós até quando não precisamos de nada... não são 'obrigados' mas realmente a cultura portuguesa deveria ser assim entre ajuda entre todos, novos,velhos, pais,filhos ,irmaos... não concordo nada que se meta os estudos e formacoes ao barulho até o melhor doutor advogado juiz pode não ter 'trabalho' e ter que viver com os pais...

nao sei se interpretei mal mas acho um pouco mau pensarmos que os pais pagam nos os estudos e depois de nos darem a licenciatura que nos desenrasquemos...acho que está mal conotado aqui

'Os fracos vingam-se ,os fortes perdoam e os superiores ignoram.'

danielafcarvalho
Retrato de danielafcarvalho
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Desde: 23.04.2012
:)

Hoje em dia ter um curso superior (licenciatura, mestrado, doutoramento) não significa que se tenha emprego ou mais facilidade em entrar no mercado de trabalho, pelo contrário...e mesmo que houvesse facilidade com um curso superior ou profissional isso era sinónimo de os nossos pais e restante família não quererem saber de nós? Ás vezes não compreendo certas mentalidades.

jmr4581
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Offline
Desde: 17.04.2012
.........

Ora não li todos os comentários mas na minha opinião na generalidade acho que ambas as partes devem ajudar-se mutuamente..

Quando pensamos em ter filhos temos de pensar que vão dar trabalho,despesas e precisam de nós durante muito tempo e hj em dia ainda mais vão precisar... E se os filhos tiverem disponibilidade financeira tb estou de acordo que ajudem..

No meu caso não foi,nem é assim e no fundo sinto uma certa mágoa de não ter tido apoio nenhum dos meus pais e de eles terem 6 filhos e terem a mentalidade e nos dizerem que os filhos é que têm de ajudar os pais..

Mas pronto são mentalidades...

Sofia1984
Retrato de Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
.

lol

não percebo porque é que as licenciaturas hão de vir sempre à baila.
Licenciatura para cima, licenciatura para baixo.

Mas o que raio é que os estudos têm que ver com a independência dos filhos? que eu me recorde, na minha família, raros foram os casos (até finais da década de 90...lol) de adultos que tenham ficado em casa dos pais além dos 25/30 anos.
Porquê?
Independentemente de terem ou não estudos, de serem ou não serem graduados, trabalhavam.
Aliás, o meu único tio formado (em economia), casou cedo e ainda não trabalhava na área dele, mas sim com o meu avô na serralharia!

Agora há é a mania de que se tirou um curso, PORTANTO é para se trabalhar em exclusivo naquela área.
E como não há trabalho naquela área, está completamente fora de questão ir servir às mesas ou trabalhar numa caixa de supermercado para conseguir morar sozinho, ou com o namorado, ou com a amiga.

O pessoal queixa-se muito, mas sujar as mãos fora da sua área de "estudo" e formação em troca de alguma independência "tá pró teto".

Eu aluguei uma casa sozinha e ganhava 500 euros...trabalhava 6 dias por semana.Se foi fácil? não. Mas os melhores tempos da minha vida foi quando pude finalmente morar por minha conta e ter a minha vida.

Muita gente o que precisa é de começar a dar valor ao trabalho. Pegar numa esfregona ou num pano e ir limpar casas de banho.
"Licenciaturas para se ser independente"...por favor. Já não aguento este discurso.
Nem o discurso do "coitadinho" que "tem um curso superior e está a fazer pizzas"...

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris Sorriso
Afilhada da Joanasantosblue Sorriso

thaisa 2011
Retrato de thaisa 2011
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Desde: 16.02.2011
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Sofia1984 escreveu:
lol

não percebo porque é que as licenciaturas hão de vir sempre à baila.
Licenciatura para cima, licenciatura para baixo.

Mas o que raio é que os estudos têm que ver com a independência dos filhos? que eu me recorde, na minha família, raros foram os casos (até finais da década de 90...lol) de adultos que tenham ficado em casa dos pais além dos 25/30 anos.
Porquê?
Independentemente de terem ou não estudos, de serem ou não serem graduados, trabalhavam.
Aliás, o meu único tio formado (em economia), casou cedo e ainda não trabalhava na área dele, mas sim com o meu avô na serralharia!

Agora há é a mania de que se tirou um curso, PORTANTO é para se trabalhar em exclusivo naquela área.
E como não há trabalho naquela área, está completamente fora de questão ir servir às mesas ou trabalhar numa caixa de supermercado para conseguir morar sozinho, ou com o namorado, ou com a amiga.

O pessoal queixa-se muito, mas sujar as mãos fora da sua área de "estudo" e formação em troca de alguma independência "tá pró teto".

Eu aluguei uma casa sozinha e ganhava 500 euros...trabalhava 6 dias por semana.Se foi fácil? não. Mas os melhores tempos da minha vida foi quando pude finalmente morar por minha conta e ter a minha vida.

Muita gente o que precisa é de começar a dar valor ao trabalho. Pegar numa esfregona ou num pano e ir limpar casas de banho.
"Licenciaturas para se ser independente"...por favor. Já não aguento este discurso.
Nem o discurso do "coitadinho" que "tem um curso superior e está a fazer pizzas"...

Vera.F
Retrato de Vera.F
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Desde: 20.03.2011
Na minha opinião, tem também

Na minha opinião, tem também muito a ver com uma questão de cultura.
Nos EUA, os jovens quando vão para a faculdade, geralmente longe de casa, já não voltam para casa dos pais, tiram curso e a seguir seguem a sua vida, é mal visto voltarem.
Cá, em Portugal, é normalissimo voltarem para casa dos pais, e por lá ficarem até quererem. Se por um lado percebo que alguns fiquem até aos 30, por outro não acho que faça sentido, apenas porque não percebo como o conseguem, porque não desejam ter o seu cantinho.

Eu sai de casa para morar com o meu companheiro ha um ano, tinha 24 anos na altura, e muita gente achou que era nova. Nova? tenho 24 anos, acabei o curso ha 2, ha 2 que trabalho! Só esperamos que ele trabalhasse também, porque como tirou mestrado, demorou mais, e mal começou a trabalhar, 2 meses depois estavamos numa casa!
É facil? Não! Mais facil era estar na casa da minha mãe, sendo ela reformada, eu nem tinha quase que fazer nada. Era melhor? Não! Era mais feliz? Nem pensar!

Tem a ver com a educação e principios de cada um, se eu trabalho, que razão existe para viver as custas da minha mãe?

Não pretendo ofender ninguem! Nem venham já saltar as que estão desempregadas, que não foi a esses casos que me referi.

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