oh menina, fashabôr! | Page 4 | A Nossa Vida
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Retrato de Sofia1984
Qui, 09/08/2012 - 00:32
Sofia1984:
Membro desde: 28.05.2010
Maria Radiante wrote:

eu, por acaso só sou esquisita com as meias de leite, por isso vou pedir a opinião a quem sabe da coisa. costumo pedir "vou-lhe pedir um enorme favor, traga-me uma meia de leite como se fosse para bebé de 2 anos de idade, fraquinho e quase branco" porque não gosto do sabor do café, é a melhor maneira de o pedir ou há outra melhor que eu desconheço?

looool
devo dizer-te que se me pedissem meia de leite para um bebé, fosse ela clarinha ou mais clarinha ainda, eu sugeriria de imediato se preferia antes de cevada. Por ter zero cafeína.
Se não gostas de café...já pensaste nesta alternativa? Smile

Mas acho que sim, és bem clara Grin não precisas de pedir um enorme favor...é a meia de leite mais simples de tirar. "Duas gotinhas" de carioca e o resto de leite, nem é preciso mexer no manípulo de café Grin o empregado agradece e o patrão também, é menos despesa que dás à casa Grin Grin

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris
Afilhada da Joanasantosblue

Retrato de liliana_gaio
Qui, 09/08/2012 - 01:20
liliana_gaio:
Membro desde: 25.03.2011

Eu já estive dos 2 lados e já fui das 2 maneiras. Mesmo a pessoa mais civilizada tem dias menos bons! Smile

Geralmente sou calma, cordial e agradável. Levanto os tabuleiros no open space da restauração, dobro as roupas mais ou menos quando as desdobro (não fica perfeito mas também não fica mal) mas não ando a redistribuir roupa pela zara e simplesmente a deixo á saída do provador.

Na restauração gosto de deixar gorjeta quando gosto do serviço e faço questão de não deixar quando o mesmo me desagrada. Gosto de empregados expeditos e detesto molengões que não aproveitam as voltas. Também não gosto de empregados que preferem estar a namorar as outras empregadas do que com o mínimo de atenção ao cliente e depois é dificílimo chamá-lo!

Quando tinha uma loja, fui buscar criancinhas por um braço ao escritório, ao armazém e ao wc. Lembro-me de 1 caso de 1 mãe com 3 filhos em que chamei subtilmente a atenção da mãe mas ela era mesmo frouxa e fui eu a chamar a atenção das crianças e acho que meti os 4 na linha!!!

Depois detesto atestados de estupidez no geral. Na loja, que vendia um artigo muito invulgar e geralmente era uma compra estudada e necessária pelo cliente, tentar devolver artigo com as desculpas mais esparrapadas do mundo deixava-me doida! A uma cliente que veio devolver com 1 mentirinha do arco-da-velha em vésperas de natal e casa cheia, cheguei mesmo a sussurrar-lhe que não voltasse. Ela voltou e eu disse-lhe "não tenho o artigo". E como ela não percebeu repeti "para si, não tenho o artigo". Grin Oh pah... vantagens e desvantagens do negócio próprio!

Do outro lado e a propósito dos atestados de estupidez, uma das grandes reclamações que fiz teve a ver com a atitude. O produto em questão, acho que tinha pedido uma bainha num vestido e desloquei-me de proposito alguns 15 km para o levantar. Acho que não estava e eu quis desistir da compra. Começam os problemas, chamo a responsável e o livro de reclamações e a funcionária quis bloquear-me ambas as coisas. A responsável estava no médico. Afinal depois já estava lá. E mesmo assim estava a dificultar-me acesso ao livro de reclamações. Sei que surgiram alguns problemas, eu fiz a reclamação da situação original, depois fiz reclamação sobre a recusa de apresentação do livro e como elas continuavam a reclamar entre dentes ainda disse "já fiz 2 reclamações! Vão continuar e querem que eu faça a 3ª?" (eu já sabia que a reclamação só ia ser resolvida pelos serviços centrais, para que era aquele nhó-nhó-nhó todo?!).

Também já recusei envolver-me mais com uma pessoa pela forma como tratava os empregados de mesa. Num primeiro jantar, tinhamos um rapaz novo a servir e a fazer sugestões, a tentar ser agradável e simpático. Parecia-me estar naquele serviço á pouco tempo, mas era prestável e interessado. Ao serviar as entradas ele quase se desiquilibrava e as coisas quase que caiam e a pessoa com quem eu estava deixou escapar um resmungo em mau tom do género "agora deixe cair isso"! Repreeendi-o e ele disse-me que era a brincar, mas uma pessoa que não é das nossas relações não tem que saber identificar o sarcasmo vulgar alheio. E o rapaz estava mesmo a esforçar-se. Nunca mais vi esse talzinho ... Grin

Liliana

Retrato de liliana_gaio
Qui, 09/08/2012 - 01:33
liliana_gaio:
Membro desde: 25.03.2011
Maria do Porto wrote:

... eu peço SEMPRE descafeinado, cheio, em chávena fria e com adoçante! Laughing
O senhor que me atende todos os dias vira-se para o balcão e diz: "Sai o esquisito!" Laughing
Fica tudo a olhar para mim - e a sorrir...

Adoro empregados da restauração com sentido de humor. As vezes mesmo que o produto não seja muito bom fica-se cliente do serviço! (estranhamente, nestes casos normalmente o produto é bom! :o )

Liliana

Retrato de Maria Radiante
Qui, 09/08/2012 - 02:20
Maria Radiante:
Membro desde: 08.08.2009

e como é que eu peço isso? a meia de leite mais fraquinha da casa come se fosse para bebé de dois anos e quase branca? é que cá em casa ninguém toma café (a máquina é só para as visitas e agora nem isso que avariou esta semana) e eu não sou lá muito sabedora dessas andanças. a cevada é como aquele pó da mocambo que todas as nossas avós têm em casa? é que se for eu até gosto disso (com pouco e quase branco na mesma, mas gosto), desculpa a pergunta se calhar muito idiota, mas há nos cafés?

Retrato de Caleidoscópio
Qui, 09/08/2012 - 05:24
Caleidoscópio:
Membro desde: 21.07.2010

Não concordo com quem diz que nõ devemos fazer certas coisas por que as pessoas podem ficar "sem muito trabalho e depois são despedidas". Quem diz isso nunca deve trabalhado em atendimento ao público, etc. porque há sempre imenso para fazer (em restauração e cafés, então, é sair 1 a 2 h mais tarde para ficar a "fechar a loja).
Mas o que é certo é que em muitos países verdadeiramente civilizados (por mais que insistam Portugal não o é) não se vê a falta de civismo e badalhoquice que aqui se pratica (muitas pessoas têm a tal atitude de arrumar a roupa nas lojas, levantar a louça nos cafés e manter a limpeza dos wc, etc.) e não é por isso que têm uma taxa de desemprego igual ou mais alta que a nossa, antes pelo contrário...

O blog dos livros usados - http://asaladoslivros.blogspot.pt/

Retrato de thaisa 2011
Qui, 09/08/2012 - 09:47
thaisa 2011:
Membro desde: 16.02.2011
Caleidoscópio wrote:

e não é por isso que têm uma taxa de desemprego igual ou mais alta que a nossa, antes pelo contrário...

Depende... Por acaso não tive a curiosidade dos numeros mas existem estatisticas de desemprego por setor, por níves de habilitação ou por faixa etária/sexo etc. No entanto não sei se existe uma análise estatistica sobre o desemprego na restauração ou nas lojas que comercializam roupa...
Ser civilizado e correcto não implica fazer o trabalho para o qual as pessoas foram contratadas.
O exemplo das caixas automaticas nos supermercados, das caixas de depósitos nos balcões dos bancos nos shoppings, das caixas que emitem cheques, do serviço nas bombas de gasolina (ha pouquissimas onde existe alguem a fazer isso por nós) etc.
A mim, pessoalmente, o conceito DIY, parece-me que retira emprego.

Retrato de Mr.V
Qui, 09/08/2012 - 09:59
Mr.V:
Membro desde: 05.09.2008

Eu já trabalhei em restauração, trabalho com atendimento ao público, presencial e telefónico, e as queixas que tenho são ao nível da restauração, na qualidade de empregado... Há pessoas tão mas tão irritantes que só me dá vontade de...grrr

Não têm o direito de tratar o empregado como se fosse um escravo... Quero assim, ah não afinal quero assado, depois nem assim sem assado, é cozido, mal cozido, afinal bem passado, fogo...

Quando sou atendido (na qualidade de cliente) já fui bem e mal atendido, nunca senti necessidade de escrever no livro de reclamações, já fui mal atendido e compreendi o empregado (não estar num bom dia, apesar de não ser razão para, eu consigo compreender e dar um desconto). Já fui bem atendido e deixei uma boa gorjeta (não sou de deixar gorjetas). Acho que é tudo uma questão de compreensão e de educação...

Retrato de Sofia1984
Qui, 09/08/2012 - 10:01
Sofia1984:
Membro desde: 28.05.2010
Maria Radiante wrote:

e como é que eu peço isso? a meia de leite mais fraquinha da casa come se fosse para bebé de dois anos e quase branca? é que cá em casa ninguém toma café (a máquina é só para as visitas e agora nem isso que avariou esta semana) e eu não sou lá muito sabedora dessas andanças. a cevada é como aquele pó da mocambo que todas as nossas avós têm em casa? é que se for eu até gosto disso (com pouco e quase branco na mesma, mas gosto), desculpa a pergunta se calhar muito idiota, mas há nos cafés?

se não houver Cevada (sim, é memso esse pó que falas que todas as avós tinham!:) ) num café, então alguém anda a falhar na lista de compras!
-sim, experimenta pedir uma meia de leite de cevada clarinha. Depois diz se gostaste Smile

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
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Retrato de Sofia1984
Qui, 09/08/2012 - 10:23
Sofia1984:
Membro desde: 28.05.2010
Mr.V wrote:

Não têm o direito de tratar o empregado como se fosse um escravo... Quero assim, ah não afinal quero assado, depois nem assim sem assado, é cozido, mal cozido, afinal bem passado, fogo...

Sempre cá passaste! Smile
Agora fizeste-me lembrar uma situação que me aconteceu há cerca de 2 anos no bar da praia onde trabalhei, e onde nesse dia estava apenas com uma colega ao serviço.
uma da tarde, senta-se um casal aí dos seus sessentas e muitos numa das imensas mesas de vago que havia nesse dia em particular, e um pouco longe do balcão.
Eu andava às mesas, então fui eu que atendi.

-"Olá boa tarde, já escolheram?"

pausa para olhar bem para mim e, não tão de seguida como isso, com balbucios pelo meio...o senhor olha para mim e responde, pausada e indecisamente:

-"menina, eu queria uma omolete com batata, mas pouca batata, um bocadinho de alface e cenoura".

-"sim senhor. E a senhora?"

-"eu quero uma baguete americana".

(Depois de perguntar o que desejavam para beber...)

-"menina, a omolete do meu marido tem de ser branquinha está bem? é que se não ele não come".

respondi afirmativamente, e disse que não havia problema e retirei-me.

Cheguei à cozinha e disse:

"S, faz aí uma omelete jóia ali pr'aquele avôzinho, só com pouca batata, cenoura e alface".

E ela assim fez.

A omelete pronta, levei-a ao senhor. Chego lá com o prato e ele olha com horror. O pânico apoderou-se dele, e assim que lhe pousei o prato ele levanta as mãos, como se estivesse a sacudir moscas e diz:

"não é nada assim!!! olhe, tire-me estas batatas daqui, que isto é muita batata" e também é muita cenoura!!"

E eu, considerando a idade disse-lhe amigavelmente que lhe iria retirar o que ele quisesse e levei o prato para trás.

"S., tira aí meia dúzia de batatas e podes também tirar um bocado de cenoura que ele não quer tanta."

Levo novamente o prato à mesa e, de novo, o velho quase que espumava.

"não é assim, menina!!! o que eu quero é 'scrambled eggs' (ovos mexidos)!!!"

A esta altura eu já me estava a passar, a mulher dele já se estava a passar e a minha colega então...só lhe faltava deitar lume também. Diz a esposa assim :"menina, se quiser eu vou lá dentro fazer como ele gosta"...e eu nesta altura já só pensava...
"porque raio não lhe fizeste tu a comida em casa?!"

Mas em vez disso respondi:
"olhe, se reparar nós na nossa lista não temos "scrambled eggs", temos omeletes de vários tipos.O senhor pediu-me isso, ou pediu omelete?... Mas se quer mesmo ovos mexidos também se arranja, que não seja por isso.

(aliás, ia dar um gozo fora de série à minha colega pegar naquilo e transformar em ovos mexidos, tal era o stress dela já).

Levei o prato pela segunda vez para trás e disse à "S."...:

"Transformas isto em ovos mexidos?" lol

E ela já a deitar lume pela venta:

"é ovos mexidos que ele quer?! eu dou-lhe os ovos mexidos!!!"

pega na espátula e começa, literalmente, à porrada com a omelete, e deixou-a tão transformadinha, tão transformadinha, que ninguém haveria de jurar que aquilo alguma vez foi uma omelete.

Levo o prato novamente ao cliente e perguntei:

-"é assim que quer?" e ele:

-"é menina! tava difícil!"

-"Pronto, bom apetite então".
A esta altura a mulher dele já tinha feito a digestão da baguete.

Chego atrás do balcão, e vem o homem com o prato na mão e eu a pensar "desta vez sou eu que me passo e atiro-te com o prato à cara!"

A "S." ficou a 'moer' enquanto ele se dirigia a mim...

"Menina, ponha só aqui um bocado de pimenta 'fashabôr'!"

Grin

há clientes que nos agoniam por dentro loooool

obrigada avôzinho! volte sempre!

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris
Afilhada da Joanasantosblue

Retrato de Sofia1984
Qui, 09/08/2012 - 10:44
Sofia1984:
Membro desde: 28.05.2010

é certo que um empregado de mesa deveria ser apenas empregado de mesa, lavar a louça da cafetaria, tirar bebidas e preparar bandejas...mas não. Hoje em dia limpa-se escritórios, vidros, faz-se entregas a casa das pessoas, faz-se todo o serviço de snack na cozinha, vai-se buscar fruta porque acabou...e limpa-se tudo.

Inclusivé Sanitas.Casas de banho, vá!
E eu não me importo. A única condição é arranjarem-me umas luvas. Sem isso, podem despedir-me à vontade, que eu não me sinto despedida por justa causa. E a minha consciência é o que importa, não a minha reputação.

E, não tão poucas vezes como isso, deparo-me com cenários nas casas de banho que considero "grotescos".
Só vos digo uma coisa: para eu já me ter recusado a limpar uma vez a casa de banho, a coisa tinha de estar mesmo medonha.
Mas sabem o que é medonho?
De certeza que não. Pois eu passo a descrever...peço neste momento aos mais sensíveis que parem de lêr aqui mesmo.

Alguém devia ter comido algo no dia anterior que lhe fez muito, mas muito mal. Tão mal, que o intestino dessa pessoa acumulou uns 4m3 de ar, que foi capaz de espalhar merda em cada cm de um total de 4m2, que era o tamanho da casa de banho. A sanita...essa não a via.
Dentro guardávamos guarda sóis, baldes de lixo limpos e vazios, sacos de plástico para os baldes do lixo, etc. Era uma espécie de arrecadação.

Também lá havia uma mangueira pendurada. Essa mangueira serve para limpar as coisas no final do dia, e para lavar o chão do bar, vidros, etc.
Se eu tivesse feito aquele "serviço", podia até ter vergonha de chamar alguém para limpar. Mas, no mínimo, tinha ido ver se a mangueira estava a funcionar.

Pior do que limpar aquela porcaria era alguém ter tentado ir à casa de banho depois desta pessoa, sem a casa de banho ter sido limpa.
Vocês voltavam a um bar onde tivessem visto isto?

Provavelmente, não.

Meus senhores e minhas senhoras...geralmente as casas de banho possuem umas coisas ao lado da sanita que se chamam escovas ou piaçabas. Servem para limpar restos de cocó colados nas louças sanitárias. E não é preciso pôr moeda para usar. É de graça.

Pergunto-me se alguém que esteja a usar a sanita e a deixe toda cagada não têm vergonha de o deixar assim para alguém que já esteja cá fora, à espera da sua vez de a usar.
Sim, porque mesmo que "não tenha sido eu a cagar a sanita", sou eu que vou passar por badalhoca perante a pessoa que a vai usar de seguida, e que olhou bem para a minha cara, e que possivelmente se vai sentar numa mesa ao lado da minha.
Por isso quando uso uma casa de banho, não é com muito custo que se a vir cagada pego na escova e limpo eu mesma.

Porque me incomoda a badalhoquice dos outros.

A mesma coisa para os urinóis. Tentem, pelo menos, fazer pontaria. E se por acaso um descuido vos acontecer, deve lá existir um pouco de papel para limpar, que é para isso que ele serve!

Se não existir papel, ou escovas piaçabas, peçam ao dono do estabelecimento para colocar. É o mínimo. E isto é ser civilizado.
E não: eu não ia ser despedida por falta de trabalho se não tivesse que raspar merda das sanitas onde toda a gente caga mas raro é o que limpa.

Obrigada! volte sempre!

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris
Afilhada da Joanasantosblue