oh menina, fashabôr!

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Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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Maria Radiante escreveu:
eu, por acaso só sou esquisita com as meias de leite, por isso vou pedir a opinião a quem sabe da coisa. costumo pedir "vou-lhe pedir um enorme favor, traga-me uma meia de leite como se fosse para bebé de 2 anos de idade, fraquinho e quase branco" porque não gosto do sabor do café, é a melhor maneira de o pedir ou há outra melhor que eu desconheço?

looool
devo dizer-te que se me pedissem meia de leite para um bebé, fosse ela clarinha ou mais clarinha ainda, eu sugeriria de imediato se preferia antes de cevada. Por ter zero cafeína.
Se não gostas de café...já pensaste nesta alternativa? Sorriso

Mas acho que sim, és bem clara Espertalhão não precisas de pedir um enorme favor...é a meia de leite mais simples de tirar. "Duas gotinhas" de carioca e o resto de leite, nem é preciso mexer no manípulo de café Espertalhão o empregado agradece e o patrão também, é menos despesa que dás à casa Espertalhão :D

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris Sorriso
Afilhada da Joanasantosblue Sorriso

liliana_gaio
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Desde: 25.03.2011
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Eu já estive dos 2 lados e já fui das 2 maneiras. Mesmo a pessoa mais civilizada tem dias menos bons! Sorriso

Geralmente sou calma, cordial e agradável. Levanto os tabuleiros no open space da restauração, dobro as roupas mais ou menos quando as desdobro (não fica perfeito mas também não fica mal) mas não ando a redistribuir roupa pela zara e simplesmente a deixo á saída do provador.

Na restauração gosto de deixar gorjeta quando gosto do serviço e faço questão de não deixar quando o mesmo me desagrada. Gosto de empregados expeditos e detesto molengões que não aproveitam as voltas. Também não gosto de empregados que preferem estar a namorar as outras empregadas do que com o mínimo de atenção ao cliente e depois é dificílimo chamá-lo!

Quando tinha uma loja, fui buscar criancinhas por um braço ao escritório, ao armazém e ao wc. Lembro-me de 1 caso de 1 mãe com 3 filhos em que chamei subtilmente a atenção da mãe mas ela era mesmo frouxa e fui eu a chamar a atenção das crianças e acho que meti os 4 na linha!!!

Depois detesto atestados de estupidez no geral. Na loja, que vendia um artigo muito invulgar e geralmente era uma compra estudada e necessária pelo cliente, tentar devolver artigo com as desculpas mais esparrapadas do mundo deixava-me doida! A uma cliente que veio devolver com 1 mentirinha do arco-da-velha em vésperas de natal e casa cheia, cheguei mesmo a sussurrar-lhe que não voltasse. Ela voltou e eu disse-lhe "não tenho o artigo". E como ela não percebeu repeti "para si, não tenho o artigo". Espertalhão Oh pah... vantagens e desvantagens do negócio próprio!

Do outro lado e a propósito dos atestados de estupidez, uma das grandes reclamações que fiz teve a ver com a atitude. O produto em questão, acho que tinha pedido uma bainha num vestido e desloquei-me de proposito alguns 15 km para o levantar. Acho que não estava e eu quis desistir da compra. Começam os problemas, chamo a responsável e o livro de reclamações e a funcionária quis bloquear-me ambas as coisas. A responsável estava no médico. Afinal depois já estava lá. E mesmo assim estava a dificultar-me acesso ao livro de reclamações. Sei que surgiram alguns problemas, eu fiz a reclamação da situação original, depois fiz reclamação sobre a recusa de apresentação do livro e como elas continuavam a reclamar entre dentes ainda disse "já fiz 2 reclamações! Vão continuar e querem que eu faça a 3ª?" (eu já sabia que a reclamação só ia ser resolvida pelos serviços centrais, para que era aquele nhó-nhó-nhó todo?!).

Também já recusei envolver-me mais com uma pessoa pela forma como tratava os empregados de mesa. Num primeiro jantar, tinhamos um rapaz novo a servir e a fazer sugestões, a tentar ser agradável e simpático. Parecia-me estar naquele serviço á pouco tempo, mas era prestável e interessado. Ao serviar as entradas ele quase se desiquilibrava e as coisas quase que caiam e a pessoa com quem eu estava deixou escapar um resmungo em mau tom do género "agora deixe cair isso"! Repreeendi-o e ele disse-me que era a brincar, mas uma pessoa que não é das nossas relações não tem que saber identificar o sarcasmo vulgar alheio. E o rapaz estava mesmo a esforçar-se. Nunca mais vi esse talzinho ... Espertalhão

Liliana

liliana_gaio
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Desde: 25.03.2011
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Maria do Porto escreveu:
... eu peço SEMPRE descafeinado, cheio, em chávena fria e com adoçante! Gargalhadas
O senhor que me atende todos os dias vira-se para o balcão e diz: "Sai o esquisito!" Gargalhadas
Fica tudo a olhar para mim - e a sorrir...

Adoro empregados da restauração com sentido de humor. As vezes mesmo que o produto não seja muito bom fica-se cliente do serviço! (estranhamente, nestes casos normalmente o produto é bom! Choque! )

Liliana

Maria Radiante
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Desde: 08.08.2009
e como é que eu peço isso? a

e como é que eu peço isso? a meia de leite mais fraquinha da casa come se fosse para bebé de dois anos e quase branca? é que cá em casa ninguém toma café (a máquina é só para as visitas e agora nem isso que avariou esta semana) e eu não sou lá muito sabedora dessas andanças. a cevada é como aquele pó da mocambo que todas as nossas avós têm em casa? é que se for eu até gosto disso (com pouco e quase branco na mesma, mas gosto), desculpa a pergunta se calhar muito idiota, mas há nos cafés?

Caleidoscópio
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Desde: 21.07.2010
Não concordo com quem diz que

Não concordo com quem diz que nõ devemos fazer certas coisas por que as pessoas podem ficar "sem muito trabalho e depois são despedidas". Quem diz isso nunca deve trabalhado em atendimento ao público, etc. porque há sempre imenso para fazer (em restauração e cafés, então, é sair 1 a 2 h mais tarde para ficar a "fechar a loja).
Mas o que é certo é que em muitos países verdadeiramente civilizados (por mais que insistam Portugal não o é) não se vê a falta de civismo e badalhoquice que aqui se pratica (muitas pessoas têm a tal atitude de arrumar a roupa nas lojas, levantar a louça nos cafés e manter a limpeza dos wc, etc.) e não é por isso que têm uma taxa de desemprego igual ou mais alta que a nossa, antes pelo contrário...

O blog dos livros usados - http://asaladoslivros.blogspot.pt/

thaisa 2011
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Desde: 16.02.2011
..

Caleidoscópio escreveu:
e não é por isso que têm uma taxa de desemprego igual ou mais alta que a nossa, antes pelo contrário...

Depende... Por acaso não tive a curiosidade dos numeros mas existem estatisticas de desemprego por setor, por níves de habilitação ou por faixa etária/sexo etc. No entanto não sei se existe uma análise estatistica sobre o desemprego na restauração ou nas lojas que comercializam roupa...
Ser civilizado e correcto não implica fazer o trabalho para o qual as pessoas foram contratadas.
O exemplo das caixas automaticas nos supermercados, das caixas de depósitos nos balcões dos bancos nos shoppings, das caixas que emitem cheques, do serviço nas bombas de gasolina (ha pouquissimas onde existe alguem a fazer isso por nós) etc.
A mim, pessoalmente, o conceito DIY, parece-me que retira emprego.

Mr.V
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Desde: 05.09.2008
Olá!

Eu já trabalhei em restauração, trabalho com atendimento ao público, presencial e telefónico, e as queixas que tenho são ao nível da restauração, na qualidade de empregado... Há pessoas tão mas tão irritantes que só me dá vontade de...grrr

Não têm o direito de tratar o empregado como se fosse um escravo... Quero assim, ah não afinal quero assado, depois nem assim sem assado, é cozido, mal cozido, afinal bem passado, fogo...

Quando sou atendido (na qualidade de cliente) já fui bem e mal atendido, nunca senti necessidade de escrever no livro de reclamações, já fui mal atendido e compreendi o empregado (não estar num bom dia, apesar de não ser razão para, eu consigo compreender e dar um desconto). Já fui bem atendido e deixei uma boa gorjeta (não sou de deixar gorjetas). Acho que é tudo uma questão de compreensão e de educação...

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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Maria Radiante escreveu:
e como é que eu peço isso? a meia de leite mais fraquinha da casa come se fosse para bebé de dois anos e quase branca? é que cá em casa ninguém toma café (a máquina é só para as visitas e agora nem isso que avariou esta semana) e eu não sou lá muito sabedora dessas andanças. a cevada é como aquele pó da mocambo que todas as nossas avós têm em casa? é que se for eu até gosto disso (com pouco e quase branco na mesma, mas gosto), desculpa a pergunta se calhar muito idiota, mas há nos cafés?

se não houver Cevada (sim, é memso esse pó que falas que todas as avós tinham!Sorriso ) num café, então alguém anda a falhar na lista de compras!
-sim, experimenta pedir uma meia de leite de cevada clarinha. Depois diz se gostaste Sorriso

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
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Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris Sorriso
Afilhada da Joanasantosblue Sorriso

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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Mr.V escreveu:

Não têm o direito de tratar o empregado como se fosse um escravo... Quero assim, ah não afinal quero assado, depois nem assim sem assado, é cozido, mal cozido, afinal bem passado, fogo...

Sempre cá passaste! Sorriso
Agora fizeste-me lembrar uma situação que me aconteceu há cerca de 2 anos no bar da praia onde trabalhei, e onde nesse dia estava apenas com uma colega ao serviço.
uma da tarde, senta-se um casal aí dos seus sessentas e muitos numa das imensas mesas de vago que havia nesse dia em particular, e um pouco longe do balcão.
Eu andava às mesas, então fui eu que atendi.

-"Olá boa tarde, já escolheram?"

pausa para olhar bem para mim e, não tão de seguida como isso, com balbucios pelo meio...o senhor olha para mim e responde, pausada e indecisamente:

-"menina, eu queria uma omolete com batata, mas pouca batata, um bocadinho de alface e cenoura".

-"sim senhor. E a senhora?"

-"eu quero uma baguete americana".

(Depois de perguntar o que desejavam para beber...)

-"menina, a omolete do meu marido tem de ser branquinha está bem? é que se não ele não come".

respondi afirmativamente, e disse que não havia problema e retirei-me.

Cheguei à cozinha e disse:

"S, faz aí uma omelete jóia ali pr'aquele avôzinho, só com pouca batata, cenoura e alface".

E ela assim fez.

A omelete pronta, levei-a ao senhor. Chego lá com o prato e ele olha com horror. O pânico apoderou-se dele, e assim que lhe pousei o prato ele levanta as mãos, como se estivesse a sacudir moscas e diz:

"não é nada assim!!! olhe, tire-me estas batatas daqui, que isto é muita batata" e também é muita cenoura!!"

E eu, considerando a idade disse-lhe amigavelmente que lhe iria retirar o que ele quisesse e levei o prato para trás.

"S., tira aí meia dúzia de batatas e podes também tirar um bocado de cenoura que ele não quer tanta."

Levo novamente o prato à mesa e, de novo, o velho quase que espumava.

"não é assim, menina!!! o que eu quero é 'scrambled eggs' (ovos mexidos)!!!"

A esta altura eu já me estava a passar, a mulher dele já se estava a passar e a minha colega então...só lhe faltava deitar lume também. Diz a esposa assim :"menina, se quiser eu vou lá dentro fazer como ele gosta"...e eu nesta altura já só pensava...
"porque raio não lhe fizeste tu a comida em casa?!"

Mas em vez disso respondi:
"olhe, se reparar nós na nossa lista não temos "scrambled eggs", temos omeletes de vários tipos.O senhor pediu-me isso, ou pediu omelete?... Mas se quer mesmo ovos mexidos também se arranja, que não seja por isso.

(aliás, ia dar um gozo fora de série à minha colega pegar naquilo e transformar em ovos mexidos, tal era o stress dela já).

Levei o prato pela segunda vez para trás e disse à "S."...:

"Transformas isto em ovos mexidos?" lol

E ela já a deitar lume pela venta:

"é ovos mexidos que ele quer?! eu dou-lhe os ovos mexidos!!!"

pega na espátula e começa, literalmente, à porrada com a omelete, e deixou-a tão transformadinha, tão transformadinha, que ninguém haveria de jurar que aquilo alguma vez foi uma omelete.

Levo o prato novamente ao cliente e perguntei:

-"é assim que quer?" e ele:

-"é menina! tava difícil!"

-"Pronto, bom apetite então".
A esta altura a mulher dele já tinha feito a digestão da baguete.

Chego atrás do balcão, e vem o homem com o prato na mão e eu a pensar "desta vez sou eu que me passo e atiro-te com o prato à cara!"

A "S." ficou a 'moer' enquanto ele se dirigia a mim...

"Menina, ponha só aqui um bocado de pimenta 'fashabôr'!"

Espertalhão

há clientes que nos agoniam por dentro loooool

obrigada avôzinho! volte sempre!

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Sofia1984
Retrato de Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
As casas de banho

é certo que um empregado de mesa deveria ser apenas empregado de mesa, lavar a louça da cafetaria, tirar bebidas e preparar bandejas...mas não. Hoje em dia limpa-se escritórios, vidros, faz-se entregas a casa das pessoas, faz-se todo o serviço de snack na cozinha, vai-se buscar fruta porque acabou...e limpa-se tudo.

Inclusivé Sanitas.Casas de banho, vá!
E eu não me importo. A única condição é arranjarem-me umas luvas. Sem isso, podem despedir-me à vontade, que eu não me sinto despedida por justa causa. E a minha consciência é o que importa, não a minha reputação.

E, não tão poucas vezes como isso, deparo-me com cenários nas casas de banho que considero "grotescos".
Só vos digo uma coisa: para eu já me ter recusado a limpar uma vez a casa de banho, a coisa tinha de estar mesmo medonha.
Mas sabem o que é medonho?
De certeza que não. Pois eu passo a descrever...peço neste momento aos mais sensíveis que parem de lêr aqui mesmo.

Alguém devia ter comido algo no dia anterior que lhe fez muito, mas muito mal. Tão mal, que o intestino dessa pessoa acumulou uns 4m3 de ar, que foi capaz de espalhar merda em cada cm de um total de 4m2, que era o tamanho da casa de banho. A sanita...essa não a via.
Dentro guardávamos guarda sóis, baldes de lixo limpos e vazios, sacos de plástico para os baldes do lixo, etc. Era uma espécie de arrecadação.

Também lá havia uma mangueira pendurada. Essa mangueira serve para limpar as coisas no final do dia, e para lavar o chão do bar, vidros, etc.
Se eu tivesse feito aquele "serviço", podia até ter vergonha de chamar alguém para limpar. Mas, no mínimo, tinha ido ver se a mangueira estava a funcionar.

Pior do que limpar aquela porcaria era alguém ter tentado ir à casa de banho depois desta pessoa, sem a casa de banho ter sido limpa.
Vocês voltavam a um bar onde tivessem visto isto?

Provavelmente, não.

Meus senhores e minhas senhoras...geralmente as casas de banho possuem umas coisas ao lado da sanita que se chamam escovas ou piaçabas. Servem para limpar restos de cocó colados nas louças sanitárias. E não é preciso pôr moeda para usar. É de graça.

Pergunto-me se alguém que esteja a usar a sanita e a deixe toda cagada não têm vergonha de o deixar assim para alguém que já esteja cá fora, à espera da sua vez de a usar.
Sim, porque mesmo que "não tenha sido eu a cagar a sanita", sou eu que vou passar por badalhoca perante a pessoa que a vai usar de seguida, e que olhou bem para a minha cara, e que possivelmente se vai sentar numa mesa ao lado da minha.
Por isso quando uso uma casa de banho, não é com muito custo que se a vir cagada pego na escova e limpo eu mesma.

Porque me incomoda a badalhoquice dos outros.

A mesma coisa para os urinóis. Tentem, pelo menos, fazer pontaria. E se por acaso um descuido vos acontecer, deve lá existir um pouco de papel para limpar, que é para isso que ele serve!

Se não existir papel, ou escovas piaçabas, peçam ao dono do estabelecimento para colocar. É o mínimo. E isto é ser civilizado.
E não: eu não ia ser despedida por falta de trabalho se não tivesse que raspar merda das sanitas onde toda a gente caga mas raro é o que limpa.

Obrigada! volte sempre!

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris Sorriso
Afilhada da Joanasantosblue Sorriso

Maria do Porto
Retrato de Maria do Porto
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Desde: 29.09.2010
Eu não resisto...

... a contar uma, depois da descrição do "avôzinho do bar da praia"!

Há dois anos, fui como de costume passar uns dias no Gerês.

O que é que se come lá bem?! CARNE! Claro: desde a vitela ao cabrito; desde veado a javali; porco, em todas as versões possíveis...

Há um restaurante que ADORO ("Lurdes Capela" - recomendo! Mesmo á entrada da Vila). Fazem uns grelhados fantásticos - ai, as espetadas!... , uns bifes "à Gerês" de perder a cabeça... BOOOOMM!

Estava eu tranquila á espera do meu almoço, e um casal muito "espremido", muito "não me toques que me desafinas", vem sentar-se na mesa ao lado.

Veio a lista. Chamam a dª Manuela (uma jóia de senhora, que nos serve). E com ela ali a aturar, dispara as perguntas: isto é mesmo javali, ou é porco? O cabrito assado no forno, como é que é assado? E as espetadas de veado, não são cabrito...?

A senhora cheia de paciência lá foi explicando detalhadamente como é que preparavam cada uma das carnes, os temperos, se o forno era a gás ou a lenha... Ao fim de uns bons 15 ou 20 minutos, deram-se por saisfeitos na curiosidade.

Pergunta a Dª Manuela: "Bom, e então o que vão querer?..."
Resposta pronta da "gaija": "Filetes de pescada! O meu marido não come carne!" Gargalhadas

Eu, que tinha estado a fazer de conta que não ouvia, não resisti e dei uma boa gargalhada!!!

É preciso haver gente muito mal educadinha...

Beijinhos.

Maria do Porto

thaisa 2011
Retrato de thaisa 2011
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Desde: 16.02.2011
Ai, Sofia...

Sofia1984 escreveu:

Se não existir papel, ou escovas piaçabas, peçam ao dono do estabelecimento para colocar. É o mínimo. E isto é ser civilizado.
E não: eu não ia ser despedida por falta de trabalho se não tivesse que raspar merda das sanitas onde toda a gente caga mas raro é o que limpa.

Obrigada! volte sempre!


Isso sim é grotesco!!!!!
E numa empresa, onde toda a gente conhece toda a gente, e num x piso só ha 2 casas de banho para mulher, e só 3 mulheres no x piso, e o raio das sanitas parecem cuspir m...da??? E é tudo "doutoras e engenheiras".... Deviam por um cursinho e explicar isso da piaçaba porque nem toda a gente sabe que aquilo se chama assim - pelo menos o meu marido não :ppp para ele é a escovinha da casa de banho (da ultima vez que me pediu dei-lhe a escova de cabelo...)

L.S.
Retrato de L.S.
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Desde: 28.08.2011
Ai Sofia, realmente é preciso

Ai Sofia, realmente é preciso ter um estômago do tamanho de um elefante para aturar certas coisas... Vou dizer algumas coisas que tiram qualquer funcionário do sério:
-(Quando trabalhei numa sapataria) Experimentam montes e montes de pares de sapatos e simplesmente se levantam e põem-se a andar sem um simples obrigada. Decidem experimentar montes de pares de sapatos, não porque querem comprar mas porque gostam de experimentar.
-(Quando trabalhava em supermercado) Normalmente os operadores de caixa têm formação de como ensacar os artigos, mas os clientes nunca estão bem com nada, têm sempre defeitos a apontar, logo se acham que não está bem ensaquem vocês, poupam trabalho aos operadores. E os sacos são para transportar os artigos, não são sacos de lixo pra casa, até fica mal "roubarem" sacos ou pedirem sacos vazios, no próprio supermercado se vendem sacos para o lixo, além do que os sacos são um despesa muito grande para o supermercado, respeitem isso p.f.
-(Quando trabalhava numa loja de roupa enorme e muitíssimo movimentada) Pra quê desdobrar 10 ou 15 camisolas se o que pretende é o tamanho M? Pra quê desdobrar o mesmo modelo em todas as cores? Porquê que atiram a roupa pro chão?
E teria mais um montão de coisas para dizer mas fico-me por aqui.
Sofia, continua a escrever no tópico, tou a gostar muito de te ler:)

Anita_C
Retrato de Anita_C
Offline
Desde: 18.07.2012
Tal como tinha dito os mais

Tal como tinha dito os mais velhos gostam mais de implicar, pelos seus proprios motivos Careta .
E como o meu pai as vezes dizer que nao gosta de comer assim e assado, e que lhe faz mal ( no entanto bebe a cerveja)e penso que seja so para implicar, como quem diz "E para veres o que tive que aturar". No fundo e como se estivessem a devolver birras.
Algo deste genero Ups!
http://www.youtube.com/watch?v=S7lkmLoi7U0

Maria Radiante
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Desde: 08.08.2009
é isso mesmo que vou fazer da

é isso mesmo que vou fazer da próxima! meia de leite de cevada clarinha e depois cá volto com o feedback Sorriso

xana43
Retrato de xana43
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Desde: 25.07.2011
bom....

Anita_C escreveu:
Tal como tinha dito os mais velhos gostam mais de implicar, pelos seus proprios motivos Careta .
E como o meu pai as vezes dizer que nao gosta de comer assim e assado, e que lhe faz mal ( no entanto bebe a cerveja)e penso que seja so para implicar, como quem diz "E para veres o que tive que aturar". No fundo e como se estivessem a devolver birras.
Algo deste genero Ups!

Quanto aos idosos....bem...já mudei muito a minha maneira de pensar em relação a este assunto.Ao longo dos vários anos em que trabalho com o público tenho vindo a constatar que ,salvo raras esceções,são pessoas muito desagradáveis, mal educadas, impacientes, têm a mania de nunca esperarem pela sua vez seja nas bichas dos autocarros, repartições públicas , hipermercados.A minha educação tinha sido sempre no sentido de respeitar os mais velhos e tentar ajudá-los , mas quando me deparo com idosos que não nos respeitam porque acham que por sermos mais novos temos que serví-los em tudo deprimente.Mas como disse anteriormente, ainda encontramos velhotes bem carinhosos graças a deus.

Aos poucos a vida vai me mostrando por quem eu deve lutar e de quem eu devo desistir

AID
Retrato de AID
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Desde: 27.08.2008
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L.S. escreveu:
Ai Sofia, realmente é preciso ter um estômago do tamanho de um elefante para aturar certas coisas... Vou dizer algumas coisas que tiram qualquer funcionário do sério:
-(Quando trabalhei numa sapataria) Experimentam montes e montes de pares de sapatos e simplesmente se levantam e põem-se a andar sem um simples obrigada. Decidem experimentar montes de pares de sapatos, não porque querem comprar mas porque gostam de experimentar.
-(Quando trabalhava em supermercado) Normalmente os operadores de caixa têm formação de como ensacar os artigos, mas os clientes nunca estão bem com nada, têm sempre defeitos a apontar, logo se acham que não está bem ensaquem vocês, poupam trabalho aos operadores. E os sacos são para transportar os artigos, não são sacos de lixo pra casa, até fica mal "roubarem" sacos ou pedirem sacos vazios, no próprio supermercado se vendem sacos para o lixo, além do que os sacos são um despesa muito grande para o supermercado, respeitem isso p.f.
-(Quando trabalhava numa loja de roupa enorme e muitíssimo movimentada) Pra quê desdobrar 10 ou 15 camisolas se o que pretende é o tamanho M? Pra quê desdobrar o mesmo modelo em todas as cores? Porquê que atiram a roupa pro chão?
E teria mais um montão de coisas para dizer mas fico-me por aqui.
Sofia, continua a escrever no tópico, tou a gostar muito de te ler:)

Bem quanto às sapatarias faço mea culpa, por ter um pé mesmo muito complicado já houve alturas em que depois de ter experimentado a sapataria quase toda acabei por vir embora sem trazer nada, mas sempre com vários pedidos de desculpa. Para mim a melhor invenção é mesmo aquela de sermos nós a procurar o nosso número se serve óptimo, senão volta para a caixa e para o sitio!

Quanto aos operadores de caixa arrumarem as compras, os que me calham deviam todos ter tirado negativa na forma como se arruma os sacos. Prefiro mil vezes ser eu própria a arruma-los, do que depois ter que estar a ajeitar tudo!

Nas lojas de roupa dobro sempre a roupa que desdobro, mas se levar 4 ou 5 peças para um provador e não ficar com nenhuma não vou andar pela loja a distribuir.

Ana

L.S.
Retrato de L.S.
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Desde: 28.08.2011
...

AID escreveu:
L.S. escreveu:
Ai Sofia, realmente é preciso ter um estômago do tamanho de um elefante para aturar certas coisas... Vou dizer algumas coisas que tiram qualquer funcionário do sério:
-(Quando trabalhei numa sapataria) Experimentam montes e montes de pares de sapatos e simplesmente se levantam e põem-se a andar sem um simples obrigada. Decidem experimentar montes de pares de sapatos, não porque querem comprar mas porque gostam de experimentar.
-(Quando trabalhava em supermercado) Normalmente os operadores de caixa têm formação de como ensacar os artigos, mas os clientes nunca estão bem com nada, têm sempre defeitos a apontar, logo se acham que não está bem ensaquem vocês, poupam trabalho aos operadores. E os sacos são para transportar os artigos, não são sacos de lixo pra casa, até fica mal "roubarem" sacos ou pedirem sacos vazios, no próprio supermercado se vendem sacos para o lixo, além do que os sacos são um despesa muito grande para o supermercado, respeitem isso p.f.
-(Quando trabalhava numa loja de roupa enorme e muitíssimo movimentada) Pra quê desdobrar 10 ou 15 camisolas se o que pretende é o tamanho M? Pra quê desdobrar o mesmo modelo em todas as cores? Porquê que atiram a roupa pro chão?
E teria mais um montão de coisas para dizer mas fico-me por aqui.
Sofia, continua a escrever no tópico, tou a gostar muito de te ler:)

Bem quanto às sapatarias faço mea culpa, por ter um pé mesmo muito complicado já houve alturas em que depois de ter experimentado a sapataria quase toda acabei por vir embora sem trazer nada, mas sempre com vários pedidos de desculpa. Para mim a melhor invenção é mesmo aquela de sermos nós a procurar o nosso número se serve óptimo, senão volta para a caixa e para o sitio!

Quanto aos operadores de caixa arrumarem as compras, os que me calham deviam todos ter tirado negativa na forma como se arruma os sacos. Prefiro mil vezes ser eu própria a arruma-los, do que depois ter que estar a ajeitar tudo!

Nas lojas de roupa dobro sempre a roupa que desdobro, mas se levar 4 ou 5 peças para um provador e não ficar com nenhuma não vou andar pela loja a distribuir.

Mesmo que a cliente não leve nenhum par de sapatos e tenha experimentado 20, o fato de agradecer a disponibilidade do funcionário e desejar uma continuação de boa tarde/noite demonstra respeito e consideração pelo mesmo.
Nos supermercados quem é esquisito ou acha que não está bem arrumado, que mexa os bracinhos e arrume á sua maneira, contra isso nada. O fato do operador de caixa ensacar é uma gentileza para com o cliente, mas é como em todo o lado, bons e maus profissionais.
Nas lojas de roupa não acho que os clientes tenham de arrumar nada, pelo contrário, os funcionários têm que ter o que fazer, agora daí a desarrumar uma mesa inteira de camisolas ou outra coisa qualquer, para pegar num M ou coisa do género é um bocado abuso, atirar a roupa pro chão e calcar e atirar pra debaixo das mesas também não me parece muito normal.

Sofia1984
Retrato de Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
Um bom dia para si também.

Outro clássico: abeirarmo-nos da mesa que vamos atender, começarmos sempre pelo "olá bom dia" e do outro lado apenas uns olhos fulminantes que balbuciam: "café".

E dou por mim a pensar "será que a pessoa ainda está na fase de aprender a falar e aprendeu a emitir um hiato ou...?" A pensar

Ainda dou um desconto...tento uma segunda vez. "pode estar distraída". Mas quando constato que é defeito, mesmo...é daquelas coisas que me faz, numa próxima, abeirar-me da mesa e não emitir um som que seja. Só se ouvem as moscas. E as moscas seguintes pronunciam "café".
Mas dessa vez não me sinto mal. Dou meia volta, tiro o pior café que o manípulo permite, e levo sem o mínimo de pudor.
Se reclamarem do café, levo o café para trás e tiro outro. Mais um a vez sem pronunciar um som.

Estes devem ser aqueles clientes que se queixam de mim nos fóruns. lol
Pois que continuem a alimentar polémicas. Eu cá vou ficar na minha, continuarei a ser bem educada numa primeira e numa segunda.

Porque a mim me ensinaram que há 3 palavras mágicas, que devem ser usadas com alguma frequência: "desculpe" "por favor" e "obrigada" mas eu decidi que vou ensinar ao meu filho o poder de um "bom dia".

Obrigada e volte sempre!

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

Madrinha da TCosta, da florzinha C.A.S.C.S. e da espevitada RuteCris Sorriso
Afilhada da Joanasantosblue Sorriso

Sofia1984
Retrato de Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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L.S. escreveu:

Nos supermercados quem é esquisito ou acha que não está bem arrumado, que mexa os bracinhos e arrume á sua maneira, contra isso nada. O fato do operador de caixa ensacar é uma gentileza para com o cliente, mas é como em todo o lado, bons e maus profissionais.

Sou da mesma opinião. Há pessoal que simplesmente anda sempre cheio de pressa nas compras, chega à fila prioritária e depois "nem reparam" que está uma grávida atrás...mas chega a hora de ensacar e ficam tipo panões a olhar pra funcionária da caixa, encostados ao balcão e eu pergunto-me sempre "onde estará a pressa toda, agora".
E é daquelas coisas que me mete um pó que até fervo por dentro.

L.S. escreveu:
Nas lojas de roupa não acho que os clientes tenham de arrumar nada, pelo contrário, os funcionários têm que ter o que fazer, agora daí a desarrumar uma mesa inteira de camisolas ou outra coisa qualquer, para pegar num M ou coisa do género é um bocado abuso, atirar a roupa pro chão e calcar e atirar pra debaixo das mesas também não me parece muito normal.

Quando uma loja está super desarrumada, eu nem sequer lá entro. É verdade. Não tenho feitio para andar numa loja tipo feira. Para isso vou à feira mesmo.
Agora...numa loja que me pareça bem arrumada, não consigo ignorar uma peça no chão. Simplesmente não consigo. Causa-me comichão. Pego na peça e ponho-a em cima do primeiro armário que vir para não andar a ser calcada e a apanhar pó.
Quando vou aos provadores levo roupa comigo, mas regra geral no final meto-a nos sítios onde a fui buscar, caso não sirva.
Eu nunca entro num sítio só por entrar, só para ver. Não tenho paciência e acho uma perda de tempo descabida.
Mas quando vou sou civilizada.
Porém há situações que me tiram do sério. Não compreendo como é que, em época de saldos, as lojas colocam 200 cabides num espaço onde só cabiam 50, nem compreendo como é que se escolhe uma peça assim. Ao tirar uma, vem tudo a rasto, e aí apetece-me não só dar meia volta e vir embora, como deixar tudo mal pendurado, meio a cair, meio pendurado, como quiserem chamar.
E isto sim, acontece mesmo.
Voilá, não sou a miss perfeição. Nem sou um prodígio da paciência como já devem ter reparado.

"A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso."
( Joseph Joubert )

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MiniLuZ
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...

Sofia1984 escreveu:

Quando uma loja está super desarrumada, eu nem sequer lá entro. É verdade. Não tenho feitio para andar numa loja tipo feira. Para isso vou à feira mesmo.

Verdade...
Eu gosto de olhar para as peças e, caso me agradem, levo para experimentar... Não sou o tipo de pessoa que pegue na roupa para ver se gosto e se estiver tudo ao monte e remexido nem me aproximo... Rolar os olhos
Ainda noutro dia cheguei à porta de uma loja, dei meia volta e vim embora...

Bem...
Já me aconteceu irmos a um café, estarmos lá 10/15 minutos (não éramos os únicos), os funcionários estarem todos na conversa, verem que estávamos à espera, e nem um único se dar ao trabalho de vir atender os clientes... Óbvio que desistimos e decidimos vir embora e, só aí, é que um deles decidiu vir ter connosco, mas fomos embora sem consumir e nunca mais lá entramos... "Loser"!

Outra coisa que me chateia...
Sempre que entro no autocarro digo "Bom dia, quero um bilhete para X, por favor." e depois de pagar e me darem o bilhete digo sempre "Obrigada."... Há aqueles motoristas que são super bem educados, outros que são super simpáticos, mas há outros que olham para mim como se fosse um ET por lhes dizer bom dia e outros que o único som que emitem é "1euro". À espera

AID
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Uma vez numa certa localidade do nosso lindo Portugal, onde eu estava a fazer uma feira da instituição onde trabalhei, fui tomar o pequeno almoço a uma pastelaria. Sentei-me numa mesa e esperei, esperei e esperei, entretanto outras pessoas que tinham chegado depois de mim foram sendo atendidas e eu à espera, como tinha horário a cumprir resolvi levantar-me, dirigi-me ao balcão, fiz o meu pedido, nessa altura eis se não quando o empregado de mesa repara em mim! Vem ter comigo e diz-me que me podia sentar, que não tinha ido à minha mesa porque pensava que eu estivesse à espera de alguém!!!!!

Mas desde quando não posso ir sozinha tomar o pequeno almoço????

Se realmente pensou isso porque não foi à minha mesa confirmar????

Respondi-lhe que não precisava dele, depois de ter o meu galão directo e o meu pastel de nata bem escuro, a atirar para o torrado, sentei-me, comi e nunca mais entrei na dita pastelaria!

Ana

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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AID escreveu:

Respondi-lhe que não precisava dele, depois de ter o meu galão directo e o meu pastel de nata bem escuro, a atirar para o torrado, sentei-me, comi e nunca mais entrei na dita pastelaria!

gostava muito de não ter de atender mais os clientes desagradáveis...infelizmente, do lado de dentro do balcão, não tenho o poder de escolha.
Mas se tivesse também não admitiria falha nenhuma, tal como a falta de bom dia que referi antes lol
Quando o visse a entrar no estaminé, fazia com que um súbito efeito laxante o obrigasse a voltar lá para de onde ele veio Espertalhão

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Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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MiniLuZ escreveu:

Bem...
Já me aconteceu irmos a um café, estarmos lá 10/15 minutos (não éramos os únicos), os funcionários estarem todos na conversa, verem que estávamos à espera, e nem um único se dar ao trabalho de vir atender os clientes... Óbvio que desistimos e decidimos vir embora e, só aí, é que um deles decidiu vir ter connosco, mas fomos embora sem consumir e nunca mais lá entramos... "Loser"!

Isto são daqueles erros crassos que nunca se deveriam cometer.
E a minha patroa comete-os, vezes sem conta. Inclusive com os pedidos, que deixa "à seca".
Quando um funcionário tem vergonha do comportamento do seu superior perante os clientes algo corre terrivelmente mal.
E se de repente se lhe abrir concorrência...por certo dali não vou trazer mais histórias.

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little butterfly
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Desde: 18.03.2010
Adorei este tópico

Tb trabalho no atendimento ao publico mas no meu caso numa piscina municipal... Ou seja lá eu tenho de tudo: novos, velhos, ricos (ou armados em ricos), pobres e td o que se possa imaginar!
Histórias pa contar então eu teria imensas!
Coisa k eu adoro fazer é mostrar na cara dos pais, k não sabem dar educação aos filhos, ou se a dão eles não a utilizam. é impressinante como miúdos de 7, 8 anos já se acham importantes e tratam quem está no balcão com uma arrogância ainda mais refinada k mts adultos!
Temos lá um rapazito de 11 anos, filho único, k é a luz dos olhos dos pais... E por isso acha-se o centro do mundo e é mal educado. é do tipo: chega ao balcão e eu digo:
Boa tarde!
O puto responde:
Uma chave pó primeiro (balneário).
E eu digo:
Se.....?
O puto:
Pó primeiro!
Eu:
Se.....?
E depois de quatro ou cinco "ses" da minha parte, a mãe lá dava um risinho e diz:
Se faz favor!(hi hi)
Eu continuo à espera que o miudo diga alguma coisa!
Ele responde:
Oh! Anda lá!

Que raivaaa!!! Que raivaaa!!! Que raivaaa!!! Que raivaaa!!! Que raivaaa!!! Que raivaaa!!!

(Anda lá o caraças!!!! Eu não andei contigo na escola nem tenho filhos do teu tamanho!)
Isso era o k me apetecia dizer de caras, mas segurei-me...

-Enquanto não disseres o k eu quero, não levas chave!

-Ooooh!Anda lá!

-Estou á espera!

A mãe continua com o risinho estúpido e irritante!
E o puto:
Ooohhhh( abana a cabeça e vira-me a cara)

Depois finalmente lá ouço um grunhido entre dentes:
-por favor

-Desculpa, não ouvi!

-Por Favor!

-Ah, assim tá melhor! Com certeza, aqui tens.

E depois ainda tem dias que se vira para nós e diz:
-Não quero esta, dá-me outra!
E sempre com a mãezinha ao lado com o risinho irritante!...
Agora mais recentemente já não vem a mãezinha e o puto já começa a aprender a ser educado. Mas quase arrancado a ferros!

Sofia, para o bem de quem um dia vai atender o teu filho nas mais variadas situações, concordo plenamente que lhe ensines o poder mágico das palavras bom dia, por favor e obrigado!

Mermaid_MM
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Desde: 20.05.2009
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El_Lobo escreveu:
O meu primeiro emprego foi aos 16 anos num café da minha terra. Como tinha entrado na universidade precisava de algum dinheiro para os primeiros tempos e então decidi ir trabalhar.
Desde o primeiro dia notei que as pessoas acham-se sempre com razão e superiores em relação a quem está a servir à mesas ou atrás dum balcão.

Embora seja distraído e aluado, a minha memória nunca foi propriamente um ponto fraco e mesmo sabendo perfeitamente que as pessoas tinham pedido x ou y, quando chegava à mesa para servir as coisas, havia quem em tom de desprezo e arrogância me dissesse que não tinha pedido um café mas antes um carioca de limão. Por uma questão de bom senso e consideração - embora caísse mal - não custava nada dizer que afinal já não se quer isto mas antes aquilo ou levantar o traseiro da mesa e ir ao balcão pedir desculpa mas que afinal vai querer algo diferente do que tinha pedido.

Será que podia reclamar com razão? Sim podia, mas para não perder o emprego nem passar por malcriado ou atrevido tinha que me calar...

Mas mais flagrante do que o atendimento ao público em cafés é o comportamento de algumas pessoas em relação aos caixas de supermercado. Há pessoas - sobretudo as que não têm onde cair mortas e que quando têm um pouco de dinheiro no bolso já acham que têm o rei na barriga - que pensam que por irem comprar/gastar dinheiro num supermercado que os funcionários do mesmo são criados delas e que podem falar-lhes como bem querem e lhes apetece. E porque o fazem?
Fazem-no simplesmente porque sabem que do outro lado a pessoa se encontra numa posição de subordinada e de fragilidade. Se assim não fosse não diriam certas coisas nem teriam comportamentos indelicados.

De certeza que nunca fariam nem diriam certas coisas contra alguém que pudesse julgá-las e decidir da sua liberdade, custódia de filhos e finanças. Alguma vez viram alguém ser rude ou malcriado com um juiz? Porque será?
Acho que as pessoas por vezes agem de forma abusiva e irreflexiva quando sabem que não vão sofrer consequências gravosas, imediatas e irreversíveis nelas mesmas. Se disso tivessem receio seriam mais contidas...

Não podia estar mais de acordo!!!! Espertalhão

liliana_gaio
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Desde: 25.03.2011
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El_Lobo escreveu:
Alguma vez viram alguém ser rude ou malcriado com um juiz? Porque será?

Não mas contaram-me uma vez ("diz que disse", portanto) que um taxista machista e malcriado transportou uma juíza Algures alí para o atrium-saldanha.

Não sei qual foi o motivo do desagrado do sr taxista, mas no fim de comentários muito pouco próprios ácerca de uma senhora, a juiíza identificou-se a um polícia e deu ordem de prisão ao taxista! Espertalhão

Nem vale a pena falar de taxistas... quantos e quantos são mal educados quando vêm que a viagem não é do tamanho que lhes dava jeito...

Quanto aos caixas do supermercado... aí falho um bocadinho, porque estou lá metida com a minha vidinha, por vezes, e além do bom dia, quase que nem os vejo, por estar a pensar em algo. Mas nunca espero que me arrumem as compras! Mais uma vez aqui, também não tenho paciência para caixas pastelões, que deixam acumular filas imensas, porque são mesmo moles ou porque estão a meter a conversa em dia com a conhecida que estão a atender!!! Se estou mais atravessada, sou capaz de refilar porque tenho mais o que fazer do que inteirar-me da vida das 2 pessoas.

Por vezes no meu Pingo Doce, que é pequeno, chateio-me, mas não com os caixas em si, mas com os responsáveis que não mandam abrir mais uma caixa, quando há 2 filas de 10 pessoas! Mas quando se pede, por norma têm aberto sempre. ("chateio-me" é maneira de dizer que já podiam ter aberto mais cedo, pq o pedido neste caso é feito sem refilisse).

Liliana

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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Indo de encontro ao ponto que tocaram aqui, se o cliente souber que está a falar com o dono do estabelecimento, por vezes a coisa muda de figura.
Eu tenho outra teoria: Muitos clientes (quem está a ser atendido, seja aqui ou acolá), acha que quem vai trabalhar para caixas de supermercado/mac donald's/cafés e restauração em geral, é porque:
1) não é inteligente;
2) se está ali a trabalhar é porque não tem capacidade para arranjar nada "melhor" (o que, por vezes, corresponde à verdade...mas nem sempre);
3) é um coitado, só porque ganha pouco.

Globalizando, penso que acham que o pessoal é morcão. Quase um "sem abrigo".
Giro giro, é encontrar as pessoas no posto de trabalho delas Sorriso já me tem acontecido essa "troca".
Azar do caraças, tem acontecido com pessoas que não tenho nada a apontar como clientes. Pois se fossem os chico-espertos...alguma parolice me haveria de ocorrer.

As coisas não são assim. Eu pretendo ter o meu próprio negócio neste ramo. Ainda me considero imatura para avançar, apesar dos 12 anos de experiência em contexto laboral. Só há pouco tempo me tornei adulta o suficiente para estar atenta a outras questões associadas ao negócio. Portanto desses 12 anos, só 4 é que considero que me serviram de "escola". Preciso de "know-how", de ver como funcionam as coisas "behind the scenes". Faço perguntas meio disfarçadas de "curiosidades", e os patrões respondem. A tudo...
Fornecedores, fiscalidade, impostos, margens...enfim. Ganho muito pouco...mas já trabalhei em snacks, cafés, pizzarias, padarias...um pouco de tudo. Tento perceber o que dá mais lucro. Onde há mais gastos e a fazer o quê. Quais são as fatias mais importantes do investimento mensal. Enfim...uma série de coisas que quero aprender. Esta é a minha onda e é nisto que quero desenhar a minha vida a médio prazo.
Eu gosto disto...vou fazer o quê?

Podia gostar de outra coisa qualquer...não calhou!

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liliana_gaio
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Desde: 25.03.2011
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Essa tua abordagem é muito muito inteligente. Parabéns. Pode demorar um pouco mais, mas pelo menos evitas de pagar para ter a experiência!

Liliana

Sofia1984
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Desde: 29.05.2010
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Ainda consigo ficar calada quando o meu pai me pergunta, sempre que eu arranjo um novo trabalho: "não arranjavas nada sem ser isso?!"

Calada, ou melhor, respondo: "é onde há trabalho".

Teria uma árdua tarefa pela frente se lhe dissesse que a minha intenção é, futuramente, vir a criar o meu próprio negócio.
Porque ele é daqueles "tipos" que vê obstáculos em tudo e com quem não dá muito gosto conversar sobre temas impulsionadores.
Ele acredita que é sempre melhor ter um patrãozinho, um saláriozinho, uma vidinha. Não ter chatices e pronto, já viveu.
Já eu queria algo diferente. Não melhor, não pior...mas algo onde pudesse estampar a minha impressão digital no mundo laboral, pois todos os sítios onde tenho trabalhado, apenas uma pessoa para quem trabalhei admitiu estar satisfeita com esta minha postura.
Deu o devido valor às melhorias que sugeri e deixou-me implementar essas melhorias que propus.
Todos os outros "já trabalham nisto há muito ano......" (complexo de hipercaninofobia, certamente...), portanto não há nada a melhorar, se como está ainda não fechou é porque está bem.

E trabalhar assim é desmotivante e frustrante ao mesmo tempo.
Não fui desenhada para trabalhar com pessoas que não estão predispostas a alterar procedimentos se se tiver comprovado serem melhores, a estudar métodos novos ou a implementar ideias.
E como disse, quase todos os empresários deste sector (pequenas e médias empresas) são assim...fechados. Rectilíneos...

E é uma seca tremenda.

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