Dação da casa

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Sofia FCosta
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Desde: 16.09.2009

Olá, olá!

Ora pois que enquanto se anda nesta montanha-russa de casa-descasa por aqui, tenho que me pôr a pensar em soluções para mim mesma e para os meus ficha tripla.

Assim sendo, não me vai ser possível comportar sozinha a mensalidade desta casa, mais o valor das despesas, mais isto, mais aquilo... Se estando juntos quase não o é, sendo só o meu "ordenado" - estou desempregada, agora - ainda menos possível será.

Desta forma, pessoas entendidas na matéria, digam-me, por favor: é possível fazer a dação da casa ao banco, indicando quais os motivos que originam a mesma? Não há (ainda) nenhuma prestação em atraso. Há apenas a minha clara noção de que não consigo pagá-la se me separar.

Li, algures, que para expor o caso é necessário fazê-lo através de carta registada, uma vez que a aceitação ou não da dação não é tomada pelo gestor de conta, mas sim por alguém que lhe é superior. Existe alguma carta-tipo que possa ser enviada?

Obrigada!

ninacio
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Desde: 10.05.2010
Não faças isso linda, mesmo

Não faças isso linda, mesmo dando a casa ficas obrigada a pagar os juros... E depois nem casa e ficas a pagar juros que somado a uma renda deves de ficar igual.

Não estou a ver solução para ti a não ser que alguém vá viver na tua casa e pague a prestação da casa e assim possas ir para outra.

Beijos

Margarida Sousa
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Desde: 02.11.2007
Tem calma, temos sempre de

Tem calma, temos sempre de arranjar alguma maneira. Olha tenta alugar. Possivelmente vais conseguir. Nem sei o que te dizer. Que situação.

turtleeyes
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Desde: 17.04.2011
ia dizer o mesmo q a

ia dizer o mesmo q a margarida sousa..
não sei valores, nem do q pagas, nem dos alugueres na tua zona, portanto vou atirar po ar e tu estudas os valores
vais p uma casa arrendada.. e alugas a tua a outra pessoa/família!
imagina se for possivel arrendares a tua casa pelo valor q pagas de prestação e tu vais p uma casa arrendada mais barata??? n sei... é como disse, n sei os valores, mas é uma ideia..

luana29
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Desde: 14.10.2011
Querida experiencia própria,

Querida experiencia própria, antes de mais vai o banco e tenta renegociar o emprestimo se achares que não vale a pena, vê qual é o valor que te falta pagar do emprestimo, se achas que tens margem para consegir vender por um preço em conta pois tenta vender, se não, pensa em alugar tendo em conta que vais ter sempre os impostos anuais da casa para pagar.

Se optares mesmo por fazer a dação então vai ao banco informar que prentendes fazer a dação em cumprimento, eles vão te dizer que não é bem assim ou que não podes etc... dificultam sempre um pouco porque casas têm eles a montes, mas não ligues...
Sendo assim, eles fazem uma avaliação da casa tento em conta o valor de mercado que agora esta muito em baixo.
Imagina se a tua casa vale 100.000€ e tu deves 80.000€ otimo fica tudo liquidado e o assunto resolvido, mas no caso da tua casa valer 100.000€ e tu deveres 120.000€ ele ficam com o imovel por os 100.000€ e os restantes 20.000€ fazem-te um emprestimo e ficas a pagar, esta é a situação mais comum, por isso é sempre bom ires ao banco e saber quanto te falta pagar e qual o valor de mercado da tua casa, é preciso é calma tudo se resolve.
beijokas espero ter ajudado.

simplesmentemaria
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Desde: 31.01.2012
Tem calma!
Sofia FCosta escreveu:

Olá, olá!

Ora pois que enquanto se anda nesta montanha-russa de casa-descasa por aqui, tenho que me pôr a pensar em soluções para mim mesma e para os meus ficha tripla.

Assim sendo, não me vai ser possível comportar sozinha a mensalidade desta casa, mais o valor das despesas, mais isto, mais aquilo... Se estando juntos quase não o é, sendo só o meu "ordenado" - estou desempregada, agora - ainda menos possível será.

Desta forma, pessoas entendidas na matéria, digam-me, por favor: é possível fazer a dação da casa ao banco, indicando quais os motivos que originam a mesma? Não há (ainda) nenhuma prestação em atraso. Há apenas a minha clara noção de que não consigo pagá-la se me separar.

Li, algures, que para expor o caso é necessário fazê-lo através de carta registada, uma vez que a aceitação ou não da dação não é tomada pelo gestor de conta, mas sim por alguém que lhe é superior. Existe alguma carta-tipo que possa ser enviada?

Obrigada!

Olá Sofia,

Não te precipites! Para já ainda não sabes se ele vai sair de casa ou não (pelo que percebio no outro tópico) e depois se isso acontecer, tenta renegociar com o banco a dívida. Já viste a mudança que seria para os teus filhos o pai saír de casa e term de se mudar para um local estranho?

Tem clama que tudo se resolve.

Beijinho

Kynia
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Desde: 24.09.2009
gémea do dia dos bebecas lol

Vou tentar ajudar com aquilo que sei:

Penso que não é assim tão facil "dar" as casas ao banco, eles já têm mais do que suficientes. e "preferem" ficar com as que estão em incumprimento o que não é o vosso caso. E depois não sei se tu tens fiadores, se tiveres eles tb vão ser chamados para te ajudar a pagar as prestações.

Em relação ao arrendar a casa á partida não podes porque tu compras-te para habitação propria permanente e com as taxas e impostos para tal, ao arrendar, a casa passa para a tua habitação secundária portanto os impostos são outros isto em relação ás finanças, porque em relação ao banco o empréstimo também é diferente para os 2 casos.

Logo corres o risco de pagares mais nas finanças e no empréstimo do banco se estes descobrirem.

Um dia esqueço-me dos "e" e dos "se's" e faço apenas o que o meu coração quer.

ZetaJones
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Desde: 06.10.2011
Sofia

mas o emprestimo foi feito em nome dos 2 ou só no teu?
é que se foi no nome dos 2 os 2 têm que chegar a uma solução, não és tu sozinha que terá que resolver esse assunto

criz
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Utilizador offline. Visto pela última vez há 9 sem 4 dias. Offline
Desde: 17.01.2010
....

Eu não sei como se procede a dação da casa. Nem sabia que mesmo eles aceitando a casa tinha-se que pagar juros, mesmo que o pagamento seja às prestações. Sobre este assunto informa-te bem, porque se tiveres fiadores ainda pode sobrar para eles.

Vou aproveitar e dar-te a minha opinião. Verifica o valor que te falta pagar ao banco e se consegues vender o imóvel a esse valor. Se o valor que deves é alto e com esta crise de vendas de imóvel é impossível vender por esse preço, então tenta entrar em acordo com o pai dos teus filhos, vocês continuam a pagar a casa até a vossa divida diminuir e depois colocam o imóvel à venda. Por exemplo, um de vocês fica a viver no apartamento, o que eu acho mais correto tu e os teus filhos e se ele conseguir, por exemplo, viver na casa dos pais (nem que seja por uns tempos) para que possa não pagar rendas de casa, porque assim já poderia ser possível te ajudar a pagar o imóvel até a uma possível venda. Na minha opinião este caminho seria o melhor para Todos (vocês os dois e para fiadores se houver).

ninacio
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Desde: 10.05.2010
Exacto ao entregar a casa ao

Exacto ao entregar a casa ao banco se ele deixar o que acontece é mesmo ficares a pagar os juros, pois eles não ficam com o prejuizo todo, já basta as casas que eles tem... Agora caso aconteça uma separação o melhor é pedir ajuda ao banco e tentar arranjar uma solução em família...

Nem que para isso tenhas de mudar o propósito de habitação da casa...para arrendar e junto das finaças realizares o mesmo... nada é impossível é preciso é pensar muito bem no que queres fazer... Se tiveres uma amiga que precise de um quarto para viver, podes sempre alugar um na tua casa e se for preciso dormes com os ficha tripla, sempre te ajuda a pagar a renda... Beijos.

Sofia FCosta
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O utilizador está online Online
Desde: 16.09.2009
:)

Olá, olá!

Obrigada a todas.

As despesas não ficarão todas a meu cargo, mas como referi, estando juntos, quase não conseguimos pagar tudo, ficando separados, tenho plena noção de que é de todo impossível fazê-lo.

Já havia pensado na parte do arrendamento, mas não temos fiadores e por isso, o banco aplicou-nos uma mensalidade mais alta do que o arrendamento nesta zona. Por isso, acabaria por não compensar.

Alugar o quarto, não é possível, porque não consigo estar com os filhotes todos no mesmo quarto comigo. Não há espaço para todos nós.

Por isso, se nos separarmos, a solução viável e mais sensata será a dação da casa ou cessão do bem ao credor.

Pelo que li há casos em que os tribunais assumem a dívida como paga na sua totalidade, consoante os motivos apresentados para a entrega da casa.

Acontece que não estamos em tribunal nem tão pouco é essa a minha intenção...

Tenho que ir ao banco.

ninacio
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Desde: 10.05.2010
Pois querida, não sei então

Pois querida, não sei então como te ajudar e nem te vou julgar por tamanha confusão na vida, por sei perfeitamente que a vida pode mudar num abrir e fechar de olhos... num dia temos tudo no outro estamos sem nada...

Vai ao banco e vê quanto ficas a pagar se entregares a tua casa...

Beijos e boa sorte.

criz
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Utilizador offline. Visto pela última vez há 9 sem 4 dias. Offline
Desde: 17.01.2010
....
Sofia FCosta escreveu:

Já havia pensado na parte do arrendamento, mas não temos fiadores e por isso, o banco aplicou-nos uma mensalidade mais alta do que o arrendamento nesta zona. Por isso, acabaria por não compensar.
(...)
Tenho que ir ao banco.

Fazes bem ir ao banco te informares. Fala com eles se não vos dá para baixar a prestação e como estás desempregada, pode ser que eles baixam. Verifica se não dá para renegociar o empréstimo, mesmo que não te separas do teu marido.
Por exemplo, eu conheço uma pessoa que está sempre a renegociar com o banco, que não pode e não dá para pagar mais e não é que ela consegue. Praticamente nunca chega a pagar mais de 300 euros, os bancos já estão cheios de casa, o que eles querem é que as pessoas cumpram as mensalidades. Fala com eles e vê se consegues aliviar as mensalidades. Também acho que vocês devem arranjar forma de meter algum dinheiro de lado para começarem a abater o empréstimo, para a divida diminuir. Na minha opinião entregar casa ao banco não é boa ideia, porque imagina que tens que pagar juros (como disseram aqui) e depois pagas uma renda de casa, não sei se vai dar ela por ela, se compensa. Em conjunto tentam arranjar uma solução.

liliana_gaio
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Desde: 25.03.2011
.
ninacio escreveu:

Exacto ao entregar a casa ao banco se ele deixar o que acontece é mesmo ficares a pagar os juros,

Hummm...
Isto não deve ser bem assim. Há aqui qualquer confusão neste "ficas a pagar juros". Há um contracto e a casa passa para o nome do banco. Não se fica assim com "juros pendurados".

Acompanhei o processo de "dação em cumprimento" de uma amiga. E desconheço a figura jurídica "dação em cumprimento + juros". Deve ser a tal história de o valor de avaliação ser inferior ao valor em dívida, logo há um empréstimos (e novo contracto) sobre o remanescente.

Ainda assim não é fácil, porque o remanescente vai ser com um empréstimo pessoal com um prazo curto, pelo que a taxa de juro aplicada é altíssima. Não me surpreendia mesmo nada que ficasse quase no valor actual da tua prestação. Confirma isto, porque não te vai resolver a vida assim!

Realmente temos que pensar estrategicamente. De acordo com o mercado e como as coisas estão, realmente se calhar mais vale ir pelo que foi sugerido: "não posso pagar mais do que X!". Eles têm casas aos montes e se uma pessoa que está a cumprir avisa nos prazos e se propõe a cumprir com o valor X... talvez cole, enquanto não existirim muitos casos assim (porque não podem ser as pessoas a dizer ao banco quanto lhe vão pagar, não é?!)...

Estuda por exemplo uma dilatação do prazo de vida do empréstimo ou um período de carência de capital, suponhamos de 2 ou 3 anos. Não te resolve o problema, mas ganhas tempo para ver como fazer e entretanto os meninos crescem mais um pouco!

A vidinha está difícil, ein?
Aposto que também há amigos a desaparcer... se precisares, dispõe! Piscar o olho

Liliana

simplesmentemaria
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Desde: 31.01.2012
Artigo
Sofia FCosta escreveu:

Olá, olá!

Ora pois que enquanto se anda nesta montanha-russa de casa-descasa por aqui, tenho que me pôr a pensar em soluções para mim mesma e para os meus ficha tripla.

Assim sendo, não me vai ser possível comportar sozinha a mensalidade desta casa, mais o valor das despesas, mais isto, mais aquilo... Se estando juntos quase não o é, sendo só o meu "ordenado" - estou desempregada, agora - ainda menos possível será.

Desta forma, pessoas entendidas na matéria, digam-me, por favor: é possível fazer a dação da casa ao banco, indicando quais os motivos que originam a mesma? Não há (ainda) nenhuma prestação em atraso. Há apenas a minha clara noção de que não consigo pagá-la se me separar.

Li, algures, que para expor o caso é necessário fazê-lo através de carta registada, uma vez que a aceitação ou não da dação não é tomada pelo gestor de conta, mas sim por alguém que lhe é superior. Existe alguma carta-tipo que possa ser enviada?

Obrigada!

Olá Sofia,

Espero que o vosso fim de smeana tenha corrido bem e que tenham chegado a algum consenso em qeu não seja necessário entregares a casa ao banco. No entanto, deixo.te um artigo da Proteste sobre esse assunto:

"Crédito à habitação: entregue a casa ao banco para saldar a dívida em último recurso

Quem não consegue pagar as prestações, pode tentar entregar o imóvel ao banco. Mas nem todos os bancos aceitam, e o valor de avaliação da casa pode não ser suficiente para liquidar o empréstimo.

Para a chamada dação em cumprimento avançar, o banco e o cliente têm de estar de acordo, o que nem sempre acontece. Trata-se de uma solução de último recurso para ambos, pelo que os bancos só ponderam ficar com a casa do cliente quando não há outras soluções, por exemplo, fiadores que assumam a dívida. Já os clientes devem esgotar todas as alternativas antes de enveredar por esta operação – renegociar o plano de pagamentos ou avançar com a consolidação de créditos. Os nossos gabinetes de apoio ao sobre-endividado também podem oferecer uma ajuda.

Um contacto às instituições bancárias, em outubro, revelou que, dos sete bancos que colaboraram no estudo, apenas o Montepio toma a iniciativa de sugerir a dação aos clientes em incumprimento. O Best não pratica essa operação e a novacaixagalicia e o BiG ainda não tiveram nenhum caso. Já o Banif, o Banco Popular e o Montepio aguardam pelo pedido do cliente e só depois avaliam a possibilidade de aceitarem. As características e a localização da casa pesam na decisão. Como o mercado imobiliário atravessa um período difícil, o imóvel só será “apetecível” se for grande a probabilidade de o banco o vender rapidamente.

Obrigatório reavaliar a casa
Para analisar o pedido de dação, o banco exige a reavaliação do imóvel – apesar de este ter sido avaliado quando o crédito foi concedido, a nova avaliação determinará o valor de mercado atual. Segundo o Banif, Banco Popular e Santander Totta, as novas avaliações das casas usadas estão, em muitos casos, a registar valores inferiores aos fixados na data da compra. Resultado: o valor do imóvel pode não cobrir o montante em dívida.

Nesses casos, a grande vantagem da dação – o consumidor deixar de pagar a prestação – não se verifica na totalidade. Além de ficar sem casa, o devedor só reduz a dívida ao banco (não a elimina). Terá ainda de pagar o remanescente, em regra, através da contratação de um crédito pessoal, e pagar os custos do processo (como a abertura de dossiê), a avaliação, a escritura ou o certificado energético.

Lamentavelmente, o inverso não acontece. Quando o valor da avaliação ultrapassa o montante em dívida, os bancos também deveriam devolver ao cliente a diferença.

Até 600 euros para se ver livre do crédito
Quando a casa vale o mesmo ou até mais do que o montante em dívida, o cliente vê o empréstimo terminado, pagando apenas os custos do processo, que variam com o banco.

Para estimarmos a despesa com a emissão do certificado energético, considerámos uma casa com 80 metros quadrados. Nas instituições que colaboraram no estudo, os custos totalizam:
•no Banco Popular, € 165, 60 do certificado energético
•no Santander Totta, € 259,20 (€ 93,60 da reavaliação + € 165,60 do certificado energético)
•no Montepio, € 490 (€ 325 do registo e escritura no Casa Pronta + € 165,60 do certificado energético)
•no Banif, € 610,60 (€ 195 da reavaliação, de acordo com o preçário online + € 250 da comissão de processo + € 165,60 do certificado energético)

Caso existam, o Banco Popular e o Montepio ainda exigem o pagamento das despesas com documentos (plantas do imóvel, por exemplo).

Contratar um crédito pessoal para pagar o resto da dívida
Quando o valor da casa é inferior ao da dívida, o cliente tem de pagar o restante. Se não tiver capitais próprios, terá de pedir um empréstimo no banco onde contratou o crédito à habitação (dificilmente cumprirá os requisitos de avaliação de risco noutra instituição). As opções variam.

O Banif negoceia um acordo de pagamento ajustado à capacidade financeira do cliente. O Banco Popular faz uma avaliação caso a caso. Já o Montepio permite ao cliente contratar um crédito hipotecário, se tiver outro imóvel para dar como garantia, com penhor de aplicação, se tiver um depósito a prazo ou outra aplicação, ou pessoal. O Santander Totta indicou uma solução específica para a dação em cumprimento – um crédito de garantia pessoal (livrança assinada), com taxa indexada à Euribor a 3 meses e spread de 2,5 por cento. O prazo pode ir dos 6 aos 120 meses e o montante atingir 100 mil euros. Não cobra comissões, nem seguros, e a reavaliação custa 93,60 euros.

O Banco Popular também não cobra despesas bancárias ou notariais. No Banif, cabe ao cliente suportar o custo da reavaliação (€ 195, de acordo com o preçário online) e a comissão de processo (250 euros). O Montepio exige o pagamento do registo e da escritura (€ 325, no Casa Pronta). Já o preço do certificado energético é suportado, nos quatro bancos, pelo cliente.

Fizemos os cálculos para dois cenários: um em que o valor de reavaliação fica 15 mil euros abaixo da dívida e outro em que fica 30 mil euros abaixo. Como o crédito pessoal será a opção mais frequente para o pagamento do remanescente, simulámos empréstimos com a taxa mínima e a máxima do Banif, Banco Popular e Montepio, para 8 anos. No caso do Santander Totta, considerámos o seu produto específico. Como o Banif e o Santander Totta permitem prazos mais alargados, também simulámos a 10 anos.

Pagar o remanescente na dação

Banco

prestação (€)

taxas nominais (%)

prestação (€)

taxas nominais (%)

15 mil euros a 8 anos

30 mil euros a 8 anos

Banco Popular

224,28 a 267,09

9 a 14

446,85 a 532,47

9 a 14

Banif

246,72 a 270,98

11,75 a 14,50

492,33 a 540,86

11,75 a 14,50

Montepio

214,03 a 260,51

Euribor 3 meses + 6,25 a 11,75

428,06 a 521,01

Euribor 3 meses + 6,25 a 11,75

Santander Totta

184,34

Euribor 3 meses + 2,5

368,67

Euribor 3 meses + 2,5

15 mil euros a 10 anos

30 mil euros a 10 anos

Banif

218,23 a 243,84

11,75 a 14,50

435,34 a 486,58

11,75 a 14,50

Santander Totta

153,4

Euribor 3 meses + 2,5

306,8

Euribor 3 meses + 2,5

Nos bancos que não colaboraram no estudo, o procedimento será idêntico e o cliente encaminhado para o crédito pessoal (a não ser que haja soluções específicas). Para estimar os custos e a prestação, use o nosso simulador de crédito pessoal.

Se optar pelo crédito para pagar o remanescente, tente encontrar uma prestação ao seu alcance. Caso contrário, arrisca-se a ficar, mais tarde, em nova situação de incumprimento. E, nessa altura, poderá não ter qualquer bem para negociar."

O link é: http://www.deco.proteste.pt/bancos/credito-a-habit...

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