Que quantidade de sexo é normal para um casal?

Casal na relva sexy

Será que a frequência com que surge sexo no seio de um casal, é de facto um índice que pode medir uma boa vida sexual?

Devido aos padrões de vida modernos, à abertura das mentes, ideias e à abertura da vida sexual dos famosos, é muito comum um casal questionar-se: “Quantas vezes é comum um casal fazer sexo?” ou “Será que a nossa vida sexual é satisfatória comparada com as outras?”.

Descubram qual a quantidade de sexo ideal para vocês.

Nem todos os casais conversam sobre a vida sexual com outras pessoas, e infelizmente, por vezes nem sequer entre ambos. Não conversar acerca da vida sexual com outras pessoas é perfeitamente compreensível, pois a intimidade de cada casal só ao casal diz respeito. Contudo, não conversam porquê? Porque são tímidos ou porque têm a sensação de que a vossa vida sexual não é digna de ser gabada, ou poderá ser considerada menos interessante comparada com o que consideram normal?

Abordando a perspectiva de um casal que pensa que existe um problema na sua vida sexual devido à pouca quantidade de encontros sexuais, na realidade o que de facto existe é muito pouco encontro emocional. Muitas vezes a mulher tem a sensação que o marido tem um desejo sexual muito maior que o dela, e o homem tem a sensação que possui uma líbio demasiado eminente. Mas afinal o que significa uma boa vida sexual: sexo diariamente, uma vez por semana, quinzenalmente, mensalmente…?

Antes de respondermos a esta questão, é importante percebermos as diferenças entre o homem e a mulher numa relação. As diferentes atitudes de cada casal em relação ao sexo, não tem nada de estranho – o que pode ser chocante é a capacidade de cada elemento do casal deixar rapidamente de aceitar as diferenças entre ambos, especialmente no que diz respeito às diferenças entre homem e mulher. Isto leva-nos ao que faz a mulher e o homem sentirem desejo como indivíduos que são. O homem tende a sentir desejo momentâneo através do toque, da visão e do cheiro. Porém, a mulher tende a sentir desejo com o que mexe com a sua mente, e ainda por cima carece do tempo necessário para se desligar da realidade e passar para a fantasia do mundo sensual. Este tipo de resposta mais tardia, da parte da mulher, e a rapidez da resposta sexual do homem, podem criar uma grande barreira entre o casal, podendo parecer que existe uma incompatibilidade sexual, levando cada vez mais a uma diminuição da vida sexual, quando por vezes apenas existe uma incapacidade de comunicação.

Assim sendo, esta incompatibilidade sexual só existirá se não existir comunicação entre o casal – essencial para criar intimidade. A intimidade leva a uma vida sexual muito mais compatível para ambos. Se ambos não conversarem sobre o que sentem, continuarão com a ideia que simplesmente são incompatíveis, levando a um caminho por vezes muito isolador para ambas as partes e a cada vez menos sexo na relação.

Por vezes o que parece ser um problema de foro sexual é tudo menos isso. O homem, muitas vezes sofre de grande ansiedade relativamente à sua performance, levando a problemas como a ejaculação precoce; por sua vez, a mulher sente a necessidade de corresponder a estereótipos sexuais irreais, e deparando-se com a frustração devido à sua real e natural incapacidade de os atingir, consequentemente desinteressa-se pela vida sexual.

No geral, muitos casais sentem uma enorme pressão para que a sua vida sexual seja mais “interessante”. Ao fim de alguns anos juntos, a quantidade de vezes que fazem sexo pode diminuir, mas o amor e a intimidade continuam lá, e isso é o mais importante; desde que ambos se sintam bem e conversem abertamente sobre isso, saibam que são pessoas “normais”. Resumindo, se a intimidade estiver de boa saúde, e se um casal se sente bem a fazer sexo 2 vezes ao dia, ou 2 vezes ao mês, não é a quantidade de sexo que é importante e que mede a boa saúde da relação; o que verdadeiramente importa é que ambos se sintam bem com isso e consigam conversar sobre o assunto com grande honestidade, vivendo uma vida de grande intimidade.

Porém, saibam que para tudo há solução, e “poucas vezes” não significa “nunca”! A masturbação é normal e saudável, e se de facto um de vocês tiver uma libido mais elevada que o outro, poderão sempre recorrer à masturbação sem qualquer tipo de sentimento de inadequação ou de culpa.

A nossa sociedade adora dar ênfase às coisas mais extraordinárias, por isso a necessidade de se regularem pelo extraordinário poderá revelar-se frustrante e inadequada. As mulheres perfeitas retocadas pelo famoso “Photoshop”, as loucuras sexuais praticadas por uma ou outra estrela de Hollywood e a crescente expectativa de que cada casal seja perfeito e não tenha problema em algum âmbito da sua vida privada e pública não devem entrar nas vossas vidas. Para tal, é necessário que adequem a vossa vida às vossas expectativas pessoais, e não da sociedade, amigos, …

Recordem-se sempre: sejam positivos e façam críticas positivas; em vez de dizerem do que não gostam, digam do que gostam e o que mais apreciam um no outro. Desde que se sintam bem juntos, e nunca se esquecendo de perguntar um ao outro se estão satisfeitos com a vida a dois, incluindo com a vida sexual, saibam que a vossa vida é normal, e quanto mais intimidade tiverem, mais intensa e vibrante será a vossa vida sexual.

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