Futuro financeiro, assegurem-no! | A Nossa Vida

Futuro financeiro, assegurem-no!

Como já todos sabemos a vida não é fácil e se as finanças não ajudarem mais difícil se torna. Para além dos problemas financeiros serem um dos principais motivos de zangas entre casais, são também fontes de grande angústia, mas que com apenas algumas regras e passos simples podem ser evitados e até ultrapassados.

Preparem um fundo para o futuro

Colocar “uns trocos” de parte para os maus tempos, é sempre uma regra básica da vida. Ter um pequeno resguardo financeiro, no caso de algum de vocês perder o emprego, necessitar de uma intervenção médica ou para outra emergência qualquer, é essencial. O ideal é ter pelo menos 6 meses de despesas totalmente cobertas. Este valor deve englobar despesas fixas como renda da casa, renda do carro e despesas variáveis como electricidade, luz, gás, alimentação, etc...

Usualmente quando se perde um emprego existe uma média de 6 meses de espera para poder arranjar um novo, por isso convém sempre contar com o pior. Façam as vossas contas para perceberem quanto será necessário ter para conseguirem viver bem durante 6 meses se nenhum de vocês receber salário: essa é a vossa meta, enquanto não a conseguirem não descansem. Coloquem este dinheiro numa conta projecto, onde o possam retirar sem perder grandes juros, recordem-se que este dinheiro não é para gastar, é apenas para usar se algo de urgente acontecer, e isto não engloba ir às compras ou mudar as jantes do carro. Se optarem por uma conta projecto, este dinheiro renderá juros de terminado em determinado tempo, e se não o utilizarem ele sempre irá valorizar.

Pagar os débitos do cartão de crédito

Se têm débitos no cartão de crédito, então paguem-nos e livrem-se dos cartões de crédito. Usualmente os cartões de crédito cobram juros elevados pela falta de pagamento das prestações. Arranjem forma de conseguir pagar estas dívidas. Comecem a cortar nas pequenas despesas supérfluas, como o pequeno-almoço no café, o lanche com as amigas, a roupa supérflua, etc... estes cortes são essenciais para conseguirem pagar as vossas dívidas. Se não forem suficientes, talvez arranjar em um part-time adicional seja a solução. Nunca deixem acumular as dívidas dos cartões de crédito pois são as mais difíceis de pagar e de se livrarem. Se isso significa que não vão ter as férias no Brasil este ano: então não vão ter mesmo!

Negoceiem os créditos bancários

Se têm créditos bancários então, renegoceiem-nos com os bancos. Vão falar com o vosso gestor de conta e peçam-lhe um plano de renegociação das taxas de juro. Antes disso façam uma pesquisa de mercado, e analisem qual a entidade financeira que vos dá melhores condições. Apresentem-nas no vosso banco, e se este não ceder, então mudem para um que vos dê melhores condições.

Mantenham o vosso emprego

Embora por vezes seja difícil manter um emprego do qual se está saturado, na realidade é melhor do que não ter nenhum. Em vez de se desistir de um emprego, porque não tentar melhorá-lo? Nada como pedir ao patrão que lhe entregue mais responsabilidades, trabalhar mais, tornar-se imprescindível. Na altura dos despedimentos primeiro saem as pessoas mais prescindíveis e só em extremos casos é que são despedidas as imprescindíveis, por isso, tornem-se em pessoas imprescindíveis no vosso trabalho: sejam criativos, inovadores e pró-activos.

Façam um plano poupança reforma

Nem que seja uma quantia mínima mensal, comecem a poupar para um plano reforma. Este gesto fará com que num futuro mais ou menos longínquo possam contar com uma vida mais descansada, e fará também com que se disciplinem na arte de poupar para o futuro. Sempre que receberem o vosso ordenado, retirem uma pequena percentagem automaticamente para esta conta. Desta forma já não contam com este dinheiro, agendem estas transferências no vosso banco ou num sistema de homebanking, isto é essencial para não adiarem ou ignorarem esta obrigação. Para além das vantagens fiscais que um plano deste dá, se ficarem em situação de desemprego de longa duração podem resgatar o dinheiro sem terem de devolver as regalias fiscais até aí obtidas.

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