Como ter uma vida sexual fantástica

Casal prestes a fazer amor

Depois de uma lua-de-mel escaldante, a actividade no quarto pode muito bem arrefecer… e mais depressa do que imaginam. Se numa altura o sexo era a vossa maneira preferida de dizer “boa noite” ou “bom dia”, a verdade é que um dia acordam a pensar “não me lembro quando foi a última vez que fizemos amor”. Embora seja normal que isso aconteça a muitos casais (sim, até aos vossos melhores amigos!), ao concentrarem-se no cultivo de uma vida sexual fantástica, não vão ter essa memória distante.

Sexo com atitude

A chave de uma vida sexual fantástica reside na atitude, ou seja, na forma como encaram os momentos mais íntimos: apressada, porque têm mais que fazer; apática, porque estão cheios de sono; envergonhada ou rígida, porque não estão confortáveis com os vossos corpos… A lista pode continuar e a verdade é que se não encararem a agitação debaixo dos lençóis como uma experiência de puro prazer, nunca se irão entregar a 100% a esta parte vital da vida a dois. O resultado? Sexo adiado ou inexistente, orgasmos fingidos ou outros problemas sexuais, frustração crescente, discussões… e assim, é impossível ter uma vida sexual fantástica! Livrem-se das vossas inseguranças, traumas, sentimentos de culpa e de inferioridade, relaxem e dêem a vocês próprios “carta verde” para se entregarem aos prazeres do sexo – afinal estão nos braços da pessoa que escolheram para passar o resto das vossas vidas.

Corpos amados

Pensamentos e palavras como “engordei tanto”, “tenho rugas”, “o meu pénis é minúsculo” ou “os meus peitos estão completamente descaídos” são frustrações pessoais que se infiltram na cama de casal como um veneno letal… letal para uma vida sexual saudável e maravilhosa. É extremamente difícil saborearem sessões de sexo escaldantes se não se sentem confortáveis com o vosso corpo e envergonhados de o mostrar um ao outro – não há pior inimigo da intimidade. Aprendam a gostar de cada centímetro, curva e quilinho dos vossos corpos e descubram quais são as sensações que vos fazem sentir sensuais e apreciados aos olhos do outro. O mais certo é que ele/ela nem repara, nem está muito preocupado com alguns quilos a mais ou o facto de já não terem aqueles corpinhos perfeitos de adolescente. Afinal de contas, estão noutra fase das vossas vidas, que pode ser tão ou mais excitante – cultivem-na com tudo a nu e sem complexos.

Gosto, não gosto

Se a comunicação é fundamental para uma vida a dois bem-sucedida, é também uma peça chave no quarto – antes, durante e depois do sexo! Serem abertos e honestos um com o outro relativamente àquilo que se passa (ou não!) debaixo dos lençóis é meio caminho andado para uma vida sexual estonteante. A não ser que sejam gurus do sexo, nenhum de vocês vai adivinhar que ele não gosta de beijos no ouvido ou que ela não gosta de ser acariciada nos pés. Se o sexo é prazer, então esse prazer deve ser composto exclusivamente pelas coisas que vos enlouquecem e vos transportam para as nuvens. Façam-se ouvir, para depois limitarem-se a sentir…

O sexo não é um filme de Hollywood

Muitas pessoas têm a noção – incorrecta – de que fazer amor tem de ser tal e qual uma cena retirada dos melhores filmes de Hollywood: um quarto decorado a preceito, dezenas de velas acesas, pétalas de rosas na cama, o lingerie mais luxuoso possível, as cortinas a flutuar com a brisa nocturna e o som do mar ao fundo... é bonito, mas não corresponde à vida real. Ruídos corporais estranhos, uma ou duas nódoas negras, braços contra cabeças, pernas contra costas, cabelos puxados, uma almofada que só está a incomodar, um candeeiro que cai ao chão e parte são todos cenários que compõem uma vida sexual normal e quanto mais depressa aceitarem a realidade natural, “animalesca” e imperfeita das relações sexuais, mais depressa estas se vão tornar divertidas e deliciosamente saciantes.

Potenciar o desejo

Mesmo a mais extraordinária das vidas sexuais entra, de vez em quando, em pausa – o desejo é algo que tem de ser constantemente atiçado, para não ser vencido pelas rotinas diárias do trabalho, da casa e da família, acabando por cair ele próprio na entediante rotina sexual: uma ou duas vezes por semana, sempre da mesma maneira, sempre com a mesma duração. As pessoas são, muitas vezes, demasiadas sérias no quarto e na hora de maior intimidade – há que inovar, rir, ser aventureiro, quebrar hábitos velhos e pouco calientes. Existem muitas ideias giras para porem em prática no quarto ou em qualquer outra parte da casa – atrevam-se!

Timing perfeito

Tirando as rapidinhas (que têm o seu próprio conjunto de benefícios!), regra geral, o sexo deve ser relaxante, natural e fluido – não deve ser iniciado com o intuito de “vamos despachar isto”, “se tem de ser, tem de ser” ou exclusivamente com o objectivo de se atingir o orgasmo, por mais agradável que isso possa ser. Aliás, existem vários tipos de sexo que todos os casais devem experimentar, mesmo que tenham que agendar uma sessão sexy a dois. Sim, é verdade, agendar! Se agendamos todos os outros aspectos das nossas vidas, porque não o sexo? As vantagens são várias: não permite que o sexo passe a ser inexistente, é algo que vão passar a aguardar com expectativa, permite a realização de rituais sensuais que antecedem o resto (um jantar afrodisíaco, uma massagem, um duche em conjunto…), existe uma maior probabilidade de terem sexo tranquilo e de entrega total, ou seja, inesquecível.

Antes e depois

Os preliminares são a base de qualquer sessão de sexo memorável, por isso, vale a pena investir no “aquecimento” que, para ser ainda melhor, deve começar muito antes do encontro no final da noite em frente à cama. Os preparativos podem ser sexuais – com um bilhete provocativo deixado logo pela manhã, uma mensagem erótica a meio da tarde – ou não. Seja a lavar louça, a verem o correio em conjunto ou a fazerem as compras para o jantar, basta manter em permanente ebulição a química que vos une. Na hora dos preliminares propriamente ditos, o fogo vai pegar sozinho… O momento pós-sexo é igualmente importante: em vez de se levantarem a correr para ir fumar um cigarro, tomar banho ou ver as mensagens que entretanto receberam no telemóvel, mantenham-se ligados, física e emocionalmente, nem que seja por alguns minutos apenas.

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