As 4 novas regras de um casamento de sucesso

Namorados felizes

Da próxima vez que ouvirem dizer que não devem ir para a cama zangados, esqueçam-na! Vão para a cama zangados e durmam sobre o problema. Um conflito resolve-se melhor quando tudo se acalma e se pode conversar sobre ele, sem emoções ao rubro.

Com o tempo, usualmente um casal aprende a resolver os conflitos, e a montanha de emoções que surgem na vida. Especialmente em casamentos de longa duração, os conflitos são melhor ultrapassados do que em casamentos recentes. Uma relação de maior durabilidade cria uma aprendizagem em como agir um com o outro, com as famílias, com conflitos relacionados com as personalidades, tendendo a deixar de existir uma grande discussão só porque a tampa da sanita não foi baixada.

Os dias de hoje não são certamente os de outrora e o desafio que um casal tem para manter uma boa relação é grande; existem muitas variáveis a ter em conta: a família, os amigos, os filmes, os programas de TV, todos têm uma opinião acerca da melhor forma de viver uma relação e, acima de tudo, todos aliciam para uma opção de vida distinta.

Os homens querem mulheres mais novas, as mulheres querem homens mais participativos, ambos querem filhos e ambos querem carreiras profissionais de sucesso; muita coisa mudou e nada ficou mais fácil. Porém, uma vida a dois ainda acontece: 2 pessoas conhecem-se e quase sem se aperceberem, estão a partilhar um lar e a dormirem juntos 365 noites por ano e a acordarem juntos 365 manhãs por ano, e isto durante muitos anos são, de facto, muitos dias juntos. Contudo, estes 365 dias por ano por si só não são suficientes para melhorarem a relação.

Descubram quais os mitos que ainda prevalecem e quais as novas regras que os substituem.

MITO: Nunca devem ir para a cama zangados. Se não resolverem um conflito logo de imediato, o conflito levará a ressentimentos e por fim a uma discussão explosiva.

Muitos casais têm a ideia que se não resolverem um conflito de imediato, no dia seguinte acordarão ainda mais chateados e que, por uma coisa mínima, alguém irá explodir aparentemente sem razão.

Idealmente deveriam ser capazes de perdoar antes de irem para a cama e acordarem sem ressentimentos do dia anterior, pois tudo seria muito mais fácil. Mas como somos humanos, nem sempre isso é possível e nem sempre se consegue resolver um problema no momento que se deseja. A ideia que se devem resolver as divergências e problemas no momento da discussão é completamente errada. Com o stress do momento nenhum ouve o outro, especialmente se um ou ambos estiverem furiosos, e com todas as emoções ao rubro, a cabeça não pensa bem, portanto é quase impossível resolver o problema na hora. Cientificamente, o ritmo cardíaco aumenta, a capacidade de concentração baixa, e a capacidade de resolver o problema é logo aniquilada.

NOVA SOLUÇÃO: Durmam sobre o problema. Os conflitos resolvem-se melhor quando ambas as partes estão descansadas e calmas.

Em vez de, no momento, debaterem o problema até à exaustão, durante alguns momentos antes de dormirem, focalizem-se naquilo) que é bom na vossa relação, dêem um beijo de boa noite durante cerca de 6 segundos (ou durante os segundos que conseguirem, pois por vezes a discussão não permite mais que escassos segundos). Um beijo destes poderá acalmar mais que qualquer exaustiva discussão e quem sabe levar a algo mais.

Isto não implica que não devem lidar e conversar acerca dos conflitos que surgem. Em vez de discutirem os problemas na hora, combinem um dia por semana para conversar acerca da vossa relação, começando por dizer um ao outro o que aconteceu nessa semana e que não gostaram e de seguida, o que de facto gostaram.

MITO: Mais tarde ou mais cedo aperceber-se-ão que cada um seguiu um caminho diferente e que já não se amam.

O errado aqui é pensar que com o tempo as personalidades de ambos mudam de tal forma que os interesses e formas de estar na vida se irão modificar. Porém existem, e até talvez conheçam, muitos casais que sem muita coisa em comum são muito felizes. Estes casais apesar dos diferentes gostos, conseguem formas de estarem juntos de maneira a não perderem a sua personalidade. Isto significa que ela pode estar a ver a série de TV favorita enquanto ele lê o livro técnico que tanto gosta. Interesses ou temperamentos semelhantes não são características seguras para conseguirem um casamento de sucesso.

NOVA SOLUÇÃO: Um casamento de sucesso não se constrói apenas com sentimentos, constrói-se porque ambos trabalham para isso.

Um casal numa relação feliz e duradoura tem muito trabalho implícito nessa relação; pensem no quanto já deve ter sido necessário ultrapassar em termos de conflitos: dinheiro, filhos, discórdias, famílias, amigos, e até por exemplo, traição. Um casamento destes sobreviveu porque, acima de tudo, existiu uma equipa de 2 pessoas que se uniram perante uma crise, e que em vez de se separarem, se mantiveram unidos nos bons e nos maus momentos.

As pessoas estão em constante mudança, isso é uma realidade, e é algo positivo, senão a vida seria muito aborrecida. Porém não se esqueçam, como casal que são, de se envolverem na vida um do outro. Desta forma poderão crescer juntos, em vez de crescer um para cada lado, e aumentar o amor em vez de o sabotar.

MITO: Com o passar do tempo o desejo sexual diminui e o sexo simplesmente deixará de ter importância.

A ideia de que quando um casamento dura muito tempo a diminuição da actividade sexual surge como um monstro, é simplesmente irreal. Depois de passarem pela fase inicial da relação, onde se limam muitas arestas, ambos tenderão a encontrar uma vida sexual que seja satisfatória para ambos (embora isto só aconteça quando existe muito diálogo e tolerância). Na maioria das vezes, o sexo tem tendência a melhorar em vez de se deteriorar.

O que torna a intimidade mais satisfatória é o diálogo que devem manter, dizendo o que está bem e o que gostavam que melhorasse. Um casal que comunique acerca do que deseja em termos sexuais, tem uma probabilidade muito maior de ser feliz do que qualquer outro casal.

NOVA SOLUÇÃO: Não existe nenhuma razão para não terem uma vida sexual cada vez melhor.

Como já devem ter percebido, conversarem acerca de sexo (independentemente de considerarem que a vossa vida sexual é boa, ou não) é um grande passo para que ele seja cada vez mais satisfatório para ambos - tornem isso uma prioridade. Se não o costumam fazer, não terão de iniciar uma conversa do nada; comecem pouco a pouco a introduzir o assunto nas vossas conversas. Comecem por uma conversa que pode iniciar-se como “Lembras-te da primeira vez que fizemos amor?”. Depois de começarem a conversar e de o fazerem muitas vezes, acerca do mesmo assunto, ele vai começar a desenvolver-se e nessa altura poderão introduzir na conversa o que gostavam que melhorasse, e também o que gostavam que continuasse. Desta forma será mais fácil fazerem compromissos ou ajustamentos para que a vida sexual seja satisfatória para ambas as partes.

MITO: Um homem na meia-idade tem uma crise, quer comprar um carro desportivo e fica obcecado com mulheres mais novas.

Não se pode negar que alguns homens de facto ficam um pouco “fora de si” quando atingem uma certa idade. Tudo se pode traduzir no medo que os assola por pensarem que estão a perder a juventude; alguns exemplos são homens que na meia-idade decidem comprar uma mota de pista, ou um descapotável desportivo, ou arranjam uma namorada com menos de metade da sua idade, tudo sem razão aparente. Porém estas situações não são assim tão comuns, são mais comuns nos filmes do que na vida real. Todavia, é natural que qualquer pessoa, a determinada altura da vida, sinta uma necessidade de reavaliar a sua vida.

NOVA SOLUÇÃO: Não é uma crise, e não acontece só aos homens.

Estes períodos de reavaliação da vida consideram-se que fazem parte do desenvolvimento natural e saudável do ser humano. Quando alguém entra numa nova década, 30, 40, 50… é comum avaliar os seus feitos, as suas expectativas e a sua vida. É normal que as perspectivas de vida aos 20, 30, 40, 50… não sejam as mesmas, e que mudem ao longo da vida. A carreira profissional pode movimentar-se em direcção a outros rumos, os filhos podem surgir, ou não, mais cedo, ou mais tarde do que se pensa, problemas de saúde, mortes na família, tudo muda uma pessoa, e isso reflecte-se na relação amorosa. Estas transições, obstáculos, barreiras, acontecimentos, são tudo situações que devem ser vividas pela pessoa que passa por elas, e são óptimas oportunidades para a pessoa que está ao seu lado, tornar-se ainda mais íntima, ajudando a ultrapassar os problemas. A “crise de meia-idade” na realidade é apenas uma das novas reinvenções da vida, e actualmente essa fase passa por, cada vez mais, reinventar a vida de forma a ter tempo para estar com quem mais se ama. Porém, isso nem sempre significa uma mudança drástica na vida, significa por vezes o abrandamento do ritmo do trabalho, e opções de vida mais saudáveis. Num casal é importante que ambas as partes estejam atentas às mudanças da vida, a redescobrirem as suas prioridades, e não se sentirem egoístas por seguirem a sua paixão. Uma pessoa infeliz não faz um casamento feliz.

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